As praxes e a Assembleia da República.
Os deputados da maioria chumbaram um projecto de resolução do BE com uma recomendação para desencorajar praxes violentas, segundo se pode ler no Público. Ora, sendo eu contra as praxes universitárias e, em geral, contra qualquer tipo de praxes (que por exemplo, também existem em equipas desportivas), concordo com o sentido de voto da maioria. Parece um paradoxo, mas não é.
O que contesto na praxe é a pressão psicológica que fazem sobre muitos estudantes, fazendo-lhes crer que se não passarem por ela, serão segregados e não serão integrados. Dizem que só participa na praxe quem quer, mas toda a gente sabe que não é verdade, pois a pressão dos pares faz com que muitos aceitem participar nela, mesmo que relutantemente. No dia em que não houver esta coerção, então quem participar, participa por sua livre vontade e ninguém tem nada que ver com isso.
De qualquer modo, acho que as praxes são algo de arcaico e que não têm grande justificação, seja para integração ou para qualquer outra coisa.