Os problemas de Obama
Ontem, Obama foi obrigado a fazer um discurso (vídeo e transcrição) sobre o problema racial nos EUA (algo que ele tinha cuidadosamente evitado até agora, apesar da população negra votar maciçamente nele) para tentar acalmar a polémica desencadeada pela divulgação dos discursos racistas do pastor da igreja que ele frequenta há mais de vinte anos.
Houve logo uns ditirambos de quão eloquente, brilhante e importante tinha sido esse discurso. Depois de lido e ouvido, devo confessar, o dito discurso não me impressionou por aí além. No entanto, há uma parte do discurso que me pareceu de mau gosto, para além de ser uma falsa analogia: aquela em que ele diz que não pode repudiar o reverendo Wright, tal como não podia repudiar a sua avô branca por ela ter medo de homens negros na rua:
I can no more disown [Jeremiah Wright] than I can my white grandmother – a woman who helped raise me, a woman who sacrificed again and again for me, a woman who loves me as much as she loves anything in this world, but a woman who once confessed her fear of black men who passed by her on the street, and who on more than one occasion has uttered racial or ethnic stereotypes that made me cringe.
Neste caso, estou de acordo com o que é dito no blog Power Line:
Even amid the false equivalencies and obvious evasions of his speech today, Obama's misuse of his grandmother seems to me a striking sign of poor character.
Gateway Pundit tem também a mesma opinião. E, já agora, não será pior ler também os comentários ao discurso de Obama feitos na Slate por Mickey Kaus.
Penso que, de qualquer forma, Obama não resolveu o seu problema, nem pode pedir aos outros que esqueçam o incidente.
Houve logo uns ditirambos de quão eloquente, brilhante e importante tinha sido esse discurso. Depois de lido e ouvido, devo confessar, o dito discurso não me impressionou por aí além. No entanto, há uma parte do discurso que me pareceu de mau gosto, para além de ser uma falsa analogia: aquela em que ele diz que não pode repudiar o reverendo Wright, tal como não podia repudiar a sua avô branca por ela ter medo de homens negros na rua:
I can no more disown [Jeremiah Wright] than I can my white grandmother – a woman who helped raise me, a woman who sacrificed again and again for me, a woman who loves me as much as she loves anything in this world, but a woman who once confessed her fear of black men who passed by her on the street, and who on more than one occasion has uttered racial or ethnic stereotypes that made me cringe.
Neste caso, estou de acordo com o que é dito no blog Power Line:
Even amid the false equivalencies and obvious evasions of his speech today, Obama's misuse of his grandmother seems to me a striking sign of poor character.
Gateway Pundit tem também a mesma opinião. E, já agora, não será pior ler também os comentários ao discurso de Obama feitos na Slate por Mickey Kaus.
Penso que, de qualquer forma, Obama não resolveu o seu problema, nem pode pedir aos outros que esqueçam o incidente.