Guerra de civilizações
Quando leio Vasco Pulido Valente, normalmente, acontece-me uma de duas reacções: ou estou totalmente de acordo ou estou radicalmente em desacordo. Hoje, estou de acordo. Vasco Pulido Valente, no Público (sem link), discorre sobre "a guerra de civilizações, que a "inteligência" ocidental persiste em pretender que não existe".
VPV fala dos objectivos da Al-Qaeda e da declaração de guerra que esta organização fez ao Paquistão, com intenções de influenciar as eleições neste país, impedindo a formação de um governo forte que apoie a América. Mas a conclusão do artigo é que me faz concordar totalmente com VPV.
Depois do Paquistão, a Al-Qaeda também quer o Magrebe "limpo dos filhos da Espanha e da França". Não há, neste momento, muitos filhos da Espanha e da França no Magrebe, mas mesmo esses não são toleráveis para al-Zawahiri. Nem os filhos, por assim dizer, espirituais do Ocidente, que sustentam o estado "laico" ou "semilaico", na Líbia, na Tunísia, na Argélia e em Marrocos. Contra esses, guerra santa. E guerra santa, enfim, contra os presentes proprietários do al-Andalus, por outras palavras, contra Portugal e a Espanha. Quem achar isto retórica, que se lembre de Madrid em 2004. Os políticos que se dedicam a louvar e a mimar os "moderados" do islão não percebem uma realidade básica: o extremismo é único caminho para um civilização falhada e o extremismo ganha.
VPV fala dos objectivos da Al-Qaeda e da declaração de guerra que esta organização fez ao Paquistão, com intenções de influenciar as eleições neste país, impedindo a formação de um governo forte que apoie a América. Mas a conclusão do artigo é que me faz concordar totalmente com VPV.
Depois do Paquistão, a Al-Qaeda também quer o Magrebe "limpo dos filhos da Espanha e da França". Não há, neste momento, muitos filhos da Espanha e da França no Magrebe, mas mesmo esses não são toleráveis para al-Zawahiri. Nem os filhos, por assim dizer, espirituais do Ocidente, que sustentam o estado "laico" ou "semilaico", na Líbia, na Tunísia, na Argélia e em Marrocos. Contra esses, guerra santa. E guerra santa, enfim, contra os presentes proprietários do al-Andalus, por outras palavras, contra Portugal e a Espanha. Quem achar isto retórica, que se lembre de Madrid em 2004. Os políticos que se dedicam a louvar e a mimar os "moderados" do islão não percebem uma realidade básica: o extremismo é único caminho para um civilização falhada e o extremismo ganha.