Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Super Flumina

Liberae sunt enim nostrae cogitationes - Cícero (Mil. 29 - 79) . Um blog de Rui Oliveira superflumina@sapo.pt

Super Flumina

Liberae sunt enim nostrae cogitationes - Cícero (Mil. 29 - 79) . Um blog de Rui Oliveira superflumina@sapo.pt

Pretextos

Inaugura-se hoje, com a presença de Shimon Peres, o “Salon du livre de Paris” que terá a literatura israelita como convidada de honra. Foi quanto bastou para haver o boicote de vários países árabes e muçulmanos, alegando o tratamento dado pelos israelitas aos palestinianos (bem, não sei se eles estavam a pensar neste tipo de tratamento que os israelistas deram a uma mãe palestiniana - devem ser uns genocidas muito maquiavélicos para ajudarem uma mãe em dificuldades a ter gémeos).


No entanto, para mim, o que está em causa é, antes de mais, a própria existência de Israel. Os países árabes já demonstraram à saciedade que se estão a marimbar para a sorte dos Palestinianos, como se comprava pelo facto de durante 20 anos, o Egipto e a Jordânia terem ocupado a Faixa de Gaza e a Cisjordânia e não as terem desenvolvido, bem pelo contrário. O problema dos países árabes e muçulmanos é, pura e simplesmente, a existência de Israel. Tudo o resto é conversa.


Não se pode negar as difíceis condições em que vivem actualmente os palestinianos. Mas será que, alguém no seu perfeito juizo, acredita que Israel quer praticar um genocídio na Palestina? Fracos genocidas, todos os anos a população palestiniana aumenta.


Mas será, também, solução entregar terra por paz? Já se viu que não funcionou, pois movimentos como o Hamas só desejam a destruição de Israel. Não é possível negociar com essa gente. Queriam que Israel estivesse quieto deixando os foguetes caírem em Sderot ou os bombistas suicidas entrarem em Israel?


A solução um país, dois povos é completamente utópica, própria de quem acredita em contos de fadas e na teoria do bom selvagem.


Este conflito no Médio Oriente só poderá ser resolvido no dia em que os árabes (e os mulçumanos em geral) aceitarem a existência de Israel. Sem esse primeiro passo, não estou a ver como alguma vez o conflito ser resolverá. A causa palestiniana tem sido, ao longo dos anos, apenas um pretexto para hostilizar Israel, nem que seja num salão de livros.

did I mention that Spitzer is a Democrat?

Em vários artigos publicados no LGF o autor acaba esses artigos com esta frase. Porquê? Porque muita da comunicação social americana, quando começaram a noticiar este escândalo, não referiam (ou referiam em menções laterais quase escondidas) que este senhor governador de Nova Iorque era do Partido Democrata.

Parece-me que o Diário de Notícias segue pelo mesmo caminho em notícia assinada por Manuel Ricardo Ferreira. Não me lembrocomo é que o Diário de Notícias noticiou o caso do senador Larry Craig, mas, provavelmente, não se eximiu de referir que se tratava de um senador republicano.

Ora, este Eliot Spitzer, quando procurador-geral de Nova Iorque também foi um moralizador, o “Mr. Clean”, como se pode verificar nesta notícia, que acabou por provar do seu próprio veneno.

On Wall Street, where Spitzer built his reputation as a crusader against shady practices and overly generous compensation, cheers and laughter erupted Monday from the trading floor when news broke of his potential ruin.

Many in the financial industry had long complained that the man known as “Mr. Clean” and the “Sheriff of Wall Street” was a sanctimonious bully who was just trying to advance his political career. Many Wall Streeters were delighted to see him get his comeuppance.

“The irony and the hypocrisy is almost too good to be true,” said Bryn Dolan, a fundraiser who works with many Wall Street employees. “If he had any shame, he would’ve already resigned.

Quando se usa a moral e bom costumes, o afirmar como o impoluto que combate todos os outros, que são corruptos, acaba-se po, muitas vezes, cair na sua própria rede.

Agora não percebo é porque a comunicação social tem relutância em dizer a que partido o senhor pertence. Ou será que, nos Estados Unidos, apenas os republicanos podem ser hipócritas?

Anti-semitismo primário árabe

A tentativa de deslegitimizar a existência de Israel é sistemática por parte dos árabes, como se pode ver nesta notícia do The Jerusalem Post:

The al-Aqsa mosque was never the site of a Jewish temple, Sheikh Raed Salah, the head of the Islamic Movement's northern branch, said Monday during a press conference he convened in Jerusalem to respond to voices calling for the expulsion of Israeli residents of the city who participate in terror activities against Israel.

He went on to deny any Israeli or Jewish historical claim to the city, denying that there ever existed a Jewish temple on the Temple Mount. [...]


"The claims of the Jews are big lies and they have no right to any speck of dust here," he said.


Para acabar a notícia com chave de ouro, uma tirada plena do mais grosseiro e primário anti-semitismo:

He also said, "We are not those who ate bread dipped in children's blood."

Por muito que lhe custe, o templo existia bem antes da construção da mesquita. Jerusalém foi a capital do Reino de Israel durante séculos. Por muito que isso custe aos muçulmanos radicais...

Espanha socialista

Zapatero lá ganhou novamente em Espanha. Sinceramente, nunca tive muita esperança que Rajoy ganhasse. O PP perdeu muito tempo, depois das eleições 2004, a lamentar-se da injustiça de ter perdido essas eleições.

No entanto, Zapatero não teve a maioria absoluta. E isso eu não sei se será muito bom.  De qualquer modo, o melhor foi realmente a redução de deputados da IU e ERC.

Vamos ver o que vale mesmo Zapatero num cenário menos favorável.

A educação ainda e sempre...

Desta vez uso as palavras de Alberto Gonçalves nos seus Dias Contados no DN (destaques meus):

A confederação do ramo, a Confap, exige "melhores escolas", leia-se refeições para os alunos, refeitórios, ocupação de oito horas/dia, actividades de "enriquecimento curricular", "equipas de apoio interdisciplinares", etc. No fundo, os pais não querem uma escola: querem um albergue que lhes acolha a prole e a proteja durante o expediente. E é, afinal, o que têm, em consequência de um processo arrasador que dura há décadas. O resto é circo, incluindo a estapafúrdia "avaliação" dos professores que o ministério inventou para mostrar que existe e simular que a avaliação é chamada ao assunto. E incluindo a reacção de inúmeros professores à mais vaga (e equívoca) ameaça de exigência.

Acredito que seja isto que muitos pais querem. Mas, como eu não confio no Estado para a educação das minhas filhas (educação não é instrução), gosto que elas tenham as aulas e, depois, venham embora, que eu cá me arranjarei.

Aliás, o conceito de "escola completa" não me convence mesmo nada. E, por aquilo que vejo, algumas escolas que estão nesse conceito, mas, depois, fora do tempo lectivo, não passam de armazém de meninos, pois não há espaços, nem pessoal para fazer mais alguma coisa (sobretudo no 1.º ciclo). No 2.º e 3.º ciclos vejo horários aberrantes (para além de haver já disciplinas aberrantes) só para os meninos estarem na escola.

Enfim, voltarei a este assunto de modo mais detalhado.

A educação outra vez

No dia da maior manifestação de professores de sempre, não posso deixar de estar de acordo com Vasco Pulido Valente quando ele diz, hoje no Público:

Ninguém ainda disse que os professores, pura e simplesmente, não devem ser avaliados, nem que a avaliação demonstra a (incurável?) deformidade do sistema de ensino.

[...]

Criam [os critérios de avaliação] uma trapalhada burocrática que esteriliza e que massacra e acaba sempre por promover a mediocridade, o oportunismo e a rotina.

Mas VPV diz ainda o seguinte:

Se o ensino superior for de facto excelente (e não o travesti que por aí vegeta) e se tiver inteira liberdade de seleccionar alunos (como agora não tem) [...]

De facto, as universidades deveriam poder escolher os seus alunos e as notas do ensino secundário não deveriam ser o único critério para a entrada no ensino superior. Aliás o ensino secundário deveria ser, apenas, o encerramento de um ciclo, sem dar automaticamente acesso a outro.

História interminável...

Ontem houve mais um atentado terrorista em Israel, num escola de estudos talmúdicos, que deixou mortas 8 pessoas. O autor deste atentado era um palestiniano que trabalhava como motorista na escola.

Já por aí vi gente a tentar fazer equivalências morais entre as mortes provocadas pela ofensiva israelita da semana passada com este atentado terrorista. Mas, se há algo que é um facto, é que não há comparação possível.

Israel, na semana passada, limitou-se a exercer o seu direito de autodefesa, pois penso que não há país nenhum que possa assistir calmamente ao lançamento de mísseis, por muito artesanais que sejam, sobre a sua população civil

E, perante o poderio militar de Israel, os israelitas até tentam limitar as mortes entre a populção civil palestiniana. Simplesmente, os terroristas, sabendo bem a importância psicológica que tem nas sociedades ocidentais as morte de civis, escondem-se entre a população civil de modo a que haja baixas nesta última.

Ora, os terroristas palestinianos não têm esses escrúpulos. Visam propositadamente os civis. Para além de que grande parte dos movimentos palestinianos querem a destruição pura e simples do Estado de Israel. Isto é frequentemente esquecido por muita gente.

Os palestinianos e os seus "aliados" árabes entre 1948 e 1967, em que a Faixa de Gaza esteve administrada pelo Egipto e a Cisjordânia foi anexada pela Jordânia, nada foi feito para construir esse estado. Pelo contrário, os palestinianos foram aí refugiados dentro do seu próprio território. E isto aconteceu, porque os interesses do povo palestiniano nunca foi a maior preocupação dos árabes. Não, o que interessava mesmo era destruir Israel.

Enquanto os palestinianos não, abandonarem o desígnio de destruirem Israel, nunca haverá paz na região. Pensar o contrário é utópico. Há um facto que é incontornável: naquela zona um estado, dois povos é absolutamente idealista e irrealista. A única solução é a de dois estados. E também da aceitação por parte dos árabes que os judeus têm todo o direito de estarem em Israel.

Frustrante

Pois, já não é este ano. E se, no ano passado, a eliminação frente ao Chelsea já deixou um gosto amargo na boca, facto é que, este ano, frente ao Schalke 04, esta eliminação é muito mais frustrante.

Vá lá que a seleccção feminina, hoje de tarde, matou o borrego de 3 anos, e conseguiu uma vitória frente à Irlanda por 2 - 0. Já nem tudo foi mau, hoje.

Educação em realidade alternativa

Devido ao muito trabalho não tenho acompanhado como gostaria todo este debate (histeria?) que esta semana se está a desenvolver. Isto já vai com um secretário de estado da educação do governo actual que ataca a política dos governos de Guterres, embaraçando um ministro do actual governo, o presidente da Confap que ameaça bloggers com processos judiciais, avaliação para um lado avaliação para o outro, processos e recursos para pagamento das aulas/actividades de substituição, etc. etc. etc.

Toda a gente sabe que qualquer reforma da educação terá sempre imensas dificuldades. No entanto, não é por isso que não se tente fazê-la. É que como está não está bem. Hoje, ao dar uma volta pelos blogs, encontrei no blog do Ademar um post de ontem com que concordo absolutamente:

No Prós e Contras de hoje, António Câmara disse o essencial (não por estas palavras): a escola portuguesa (a principiar, evidentemente, pela... superior) é burra, imensamente burra. Ando a escrevê-lo há muitos, muitos anos...
É uma escola que forma (estou a ser generoso no verbo)... papagaios cinzentos. E cada vez menos... competentes (como papagaios).

Isto é que eu penso há muito tempo. Há  mês e meio, disse  que as faculdades tinham que ensinar os seus alunos a pensar, mas isto de ensinar a pensar não deve começar apenas na faculdade.

A minha filha mais velha anda actualmente no 3.º ciclo e é, em termos gerais, uma excelente aluna. Mas, com eu que me preocupo mais não é saber se ela só tira 5 em todas as disciplinas no final dos períodos. Mais, importante do que a nota da pauta, é saber se ela aprende verdadeiramente, se sabe como procurar informação, se relaciona as matérias, do que a nota final. De que vale decorar, papaguear o que os professores dizem, para se esquecerem dois dias depois de tudo o que sabiam?

Ora, a escola actual não favorece muito esta procura do conhecimento. Assim sendo, não admira que, quando chegam às faculdades, os alunos sintam perdidos.

Se calhar, não era maus começar por aí.

Um blog sobre Obama

Mas não é um blog que repita as beatitudes ditas por este candidato. Não. Antes é um blog que vai pondo a descoberta as inconsistências e incoerências do candidato que hoje pode garantir uma liderança confortável (ou mesmo irrecuperável para a Hillary) à corrida presidencial americana. Vale a pena ver em:

Obamology

Das confusões em que Obama se meteu com as declarações sobre o NAFTA aos problemas com o voto judaico, há um pouco de tudo.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Links

Blogs

  •  
  • Notícias

  •  
  • Política e Economia

  •  
  • Religião

    Arquivo

    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2019
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2018
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2017
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2016
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2015
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2014
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2013
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2012
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2011
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2010
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2009
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D
    157. 2008
    158. J
    159. F
    160. M
    161. A
    162. M
    163. J
    164. J
    165. A
    166. S
    167. O
    168. N
    169. D
    170. 2007
    171. J
    172. F
    173. M
    174. A
    175. M
    176. J
    177. J
    178. A
    179. S
    180. O
    181. N
    182. D
    183. 2006
    184. J
    185. F
    186. M
    187. A
    188. M
    189. J
    190. J
    191. A
    192. S
    193. O
    194. N
    195. D
    196. 2005
    197. J
    198. F
    199. M
    200. A
    201. M
    202. J
    203. J
    204. A
    205. S
    206. O
    207. N
    208. D
    209. 2004
    210. J
    211. F
    212. M
    213. A
    214. M
    215. J
    216. J
    217. A
    218. S
    219. O
    220. N
    221. D
    222. 2003
    223. J
    224. F
    225. M
    226. A
    227. M
    228. J
    229. J
    230. A
    231. S
    232. O
    233. N
    234. D