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Super Flumina

Liberae sunt enim nostrae cogitationes - Cícero (Mil. 29 - 79) . Um blog de Rui Oliveira superflumina@sapo.pt

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Liberae sunt enim nostrae cogitationes - Cícero (Mil. 29 - 79) . Um blog de Rui Oliveira superflumina@sapo.pt

Choraminguices...

Por muito respeito que tenha ao Sporting Club de Portugal, já irrita a constante choraminguice dos seus dirigentes e treinadores sobre a arbitragem. Ainda com o livre indirecto do Dragão entalado na garganta, não há semana em que estes senhores não falem dos árbitros e não tentem pressionar os mesmos.


Agora vão expor à Liga dúvidas sobre a arbitragem (de notar que a TSF escreve “expôr”), tendo ainda como pano de fundo os lances polémicos no jogo com o Estrela.


Independentemente dos erros (reais) cometidos pelo árbitro neste jogo, o que me irrita nesta constante choraminguice e vitimização do Sporting, mais as suas queixinhas contra os árbitros, é que os seus dirigentes são muito lestos a protestar quando o seu clube é prejudicado, mas ficam calados que nem ratos quando até ganham títulos à pala de erros de árbitros. Então não é que o resultado da Supertaça poderia ter sido diferente se o árbitro tivesse marcado o pénalti cometido pelo Tonel? Ao contrário do Sporting, o Jesualdo mencionou o facto, após o jogo, e passou para outra.


Portanto, já estamos avisados, vamos ter choraminguice até ao final. E mesmo que sejam campeões vão continuar a resmungar.


Antes o Calimero...

Sábias palavras

Na Notícias Sábado de ontem, em entrevista, José Pedro Gomes diz algo com a qual não posso estar mais de acordo (destaques meus):

As companhias do chamado teatro independente - que eu hoje chamaria subsidiado, porque acho que o subsídio se tornou pernicioso para o panorama teatral - deixaram de ter necessidade de ter público para comer. A não ser para franjas. Já há expressões para estas coisas: em Londres é "Fringe", em Nova Iorque é "Off Off Brodway". Nesses sítios civilizados, essas companhias existem, têm público, mas nem sequer são subsidiadas. Têm mecenas. Isto foi das coisas que contribuíram para a crise no teatro, que ainda existe. Ainda não estamos civilizados do ponto de vista teatral.

Râguebi

O campeonato de mundo de râguebi tem andado a fazer furor na blogosfera devido à presença da selecção portuguesa. É claro que os nossos rapazes pouco podem fazer neste campeonato, talvez tentar ganhar à Roménia e pouco mais (isto é, perder com poucos com a Itália), para além do que já fizeram até agora, que não foi mau.

Não vou entrar aqui em comparações com as selecções nacionais de futebol ou de basquetebol ou dos respectivos méritos ou deméritos. Apenas digo que ter estado no Campeonato não foi mau, até porque pode não se vir a repetir tão cedo.

Mas até foi bom tanta publicidade à volta de um desporto que considero absolutamente espectacular quando jogado a alto nível. Cresci nos anos setenta a ver os jogos dos torneios das Cinco Nações aos sábados à tarde na RTP, num tempo em que o País de Gales era o habitual dominador com jogadores fantásticos como JPR Williams, JJ Williams ou Gareth Edwards.

Jogado ao nível das equipas do Torneio das Seis Nações ou da Tri-Nations Series, é um desporto de altíssimo nível. Mas estas nações são apenas 9 entre as 20 do Campeonato do Mundo. A estas 9, junta-se ainda a Argentina.

Isto quer dizer que há 10 equipas excelentes que, normalmente, estão bastante acima das outras dez e, mesmo entre dez, há algumas diferenças (por vezes surpreendentes, como a vitória da África do Sul sobre a Inglaterra por 36-0 ontem).

Por isso, resultados desnivelados serão sempre de esperar e há muita gente que pensa que isso é mau para o râguebi. Não tenho tanta certeza disto, pelo que se pode ver no estádio Gerland hoje, com recorde de assistência para um jogo que já se sabia, sem qualquer dúvida, como iria acabar. A atitude dos jogadores portugueses fez com que o jogo vale-se a pena ser visto.

Para quem possa, aconselho vivamente que se veja este campeonato do mundo. Mesmo nos jogos á partida menos interessante poder-se-á ver jogadas bastantes espectaculares. Veja o caso da dificuldade da Irlanda para bater a Geórgia (14-10) hoje.

Competência, mas não de quem traduz

Vejo na SIC-N o treinador do Benfica a dizer que o Miguel Vítor, agora, na equipa do Benfica, tem "más competencia" do que tinha quando Camacho chegou.

Nas legendas aparecia "mais competência". Bom, é claro que, neste caso, a tradução do espanhol "competencia" é o vocábulo português "concorrência", conforme facilmente se deduz do contexto do discurso de Camacho. Noutros casos e contextos, poderá ser traduzido por "competência"...

Atenção, não é que, teoricamente, neste caso, e utilizando por exemplo o Houaiss, não se possa argumentar que "competência", em português, também pode ter esta acepção. O Houaiss, para a entrada "competência", diz o seguinte:

6 pretensão de mais de um indivíduo à mesma coisa; concorrência, disputa, competição

Também o dicionário da Academia regista esta acepção.

No entanto, penso que, no português contemporâneo, o vocábulo que torna o sentido tão claro como em castelhano para a maioria das pessoas só pode ser mesmo "concorrência".

Mau demais para ser verdade

O jogo de ontem entre Portugal e a Sérvia foi mau demais para ser verdade. Mau em vários sentidos. Em primeiro lugar, o próprio jogo. Portugal, na segunda parte, não jogou nada e golo da Sérvia estava-se mesmo a prever. Independentemente do facto do golo ter sido em fora de jogo, o facto é que a Sérvia estava a fazer por marca golo e este adivinhava-se. Por isso, este jogo foi ainda pior do que o jogo com a Polónia. Em segundo lugar, a fita de Scolari no final foi verdadeiramente a cereja no topo do bolo. Portugal já não precisava disto. Parece sina que, desde o Europeu de 2000, tenhamos que fazer uma cena que nos deixa mal vistos em todo mundo.

Perante o que se passou ontem e, também, pelo caminho que ultimamente a selecção tem trilhado, penso que Scolari não tem mais condições para ser seleccionador.

Malefícios do politicamente correcto

Para aqueles que têm dúvidas quanto à dimensão totalitária e de limitação de pensamento que o politicamente correcto estabelece, este caso é bastante esclarecedor  Gay couple left free to abuse boys - because social workers feared being branded homophobic.

A homosexual foster couple were left free to sexually abuse vulnerable boys in their care because social workers feared being accused of discrimination if they investigated complaints, an inquiry concluded yesterday.

[...]

The report, following an independent review of the case, said: "One manager described the couple as 'trophy carers' which led to 'slack arrangements' over placement.

"Another said that by virtue of their sexuality they had a 'badge' which made things less questionable.

"The sexual orientation of the men was a significant cause of people not 'thinking the unthinkable'.

"It was clear that a number of staff were afraid of being thought homophobic.

"The fear of being discriminatory led them to fail to discriminate between the appropriate and the abusive."

O medo de serem classificados como homófobos fez com que os assistentes sociais negligenciassem o bem-estar das crianças.

Isto é resultado de uma mentalidade que torna certos grupos isentos de qualquer escrutínio e quem ousa criticá-los é logo rotulado de homófobo, islamófobo ou racista ou outro rótulo qualquer. Ora, assim, é impossível discutir seja que assunto for.

Ninguém deve estar isento de escrutínio. Caso contrário, são sempre os mais fracos que se lixam. Como agora. Poor Albion...

(via Michele Malkin)

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