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Super Flumina

Liberae sunt enim nostrae cogitationes - Cícero (Mil. 29 - 79) . Um blog de Rui Oliveira superflumina@sapo.pt

Super Flumina

Liberae sunt enim nostrae cogitationes - Cícero (Mil. 29 - 79) . Um blog de Rui Oliveira superflumina@sapo.pt

Dia Nacional da Cultura Científica

Comemora-se hoje o Dia Nacional da Cultura Científica. Não vou aqui falar sobre a Ciência em Portugal, embora seja notada a falta de cultura científica dos portugueses, mas apenas fazer notar que este Dia Nacional foi marcado para o dia em que nasceu Rómulo de Carvalho.

Rómulo de Carvalho nasceu em 24 de Novembro de 1906 e faleceu a 19 de Fevereiro de 1997. Foi um grande divulgador da ciência em Portugal. Quando andava eu no então Ciclo Preparatório (actual 2.º ciclo do Ensino Básico), os meus livros de Ciências naturais eram dele.

Mas também na disciplina de Português tínhamos que lidar com ele, agora já sob o nome de António Gedeão. Sob este pseudónimo, Gedeão foi um poeta popular, quem não conhece a a sua "Pedra Filosofal", em que frequentemente a ciência entrava pela poesia dentro.

Eis aqui, apenas, um exemplo:

A Catedral de Burgos

A catedral de Burgos tem trinta metros de altura
e as pupilas dos meus olhos dois milímetros de abertura.

Olha a catedral de Burgos com trinta metros de altura

Turquia: o que fazer com ela?

A UE ainda não abriu as negociações com vista à adesão da Turquia (que espero, sinceramente, que nunca venha a acontecer) e já está a ver forma de se descartar...

Segundo o Le Monde, a França procura uma alternativa à adesão pura e simples da Turquia. Chirac viu, certamente, que o seu voluntarismo neste caso esbarra com as dúvidas (mais do que fundamentadas) de alguns dos seus parceiros.

Porquê toda esta pressa em declarar a abertura de negociações em Dezembro? O assunto merece certamente maior reflexão. É que podemos estar a criar expectativas nos turcos que, eventualmente, poderão chegar ao fim. Depois de 10 anos de negociações, em 2014 ou 2015, vamos dizer aos turcos que afinal já não os queremos?

Um pouco menos de eurovoluntarismo era aconselhável.

C'est la vie

Ontem e hoje não houve mesmo muito tempo para o blog. As traduções sucedem-se e os prazos de entrega estão cada vez mais curtos.

A semana que se avizinha também não se adivinha muito pacífica. Mais traduções se seguem... Mas de que me queixo eu? afinal é a minha profissão. Se não traduzir não ganho.

Todavia, eu mundo gira e avança, o Mário Soares dedicou-se a dizer disparates no Porto, o Benfica e o Sporting empataram (e precisaram da ajuda do árbitro), o Porto perdeu (por culpa própria antes de mais), etc...

Bem, amanhã, espero voltar ao ritmo normal.

Bom-senso francês

Tal como sou capaz de invectivar os franceses por alguns aspectos lamentáveis da sua política externa, também sou capaz de os louvar por, frequentemente, não cederem a modas lamentáveis mais próprias de países como as as leis sobre o chamado "hate-speech" (caso de países como o Canadá ou a Suécia)

Sou contra essas leis, porque elas colidem com a liberdade de expressão. É lógico que nem tudo poderá ser dito, mas as leis neste capítulo terão que restringidas ao mínimo e não favorecer , nem prejudicar qualquer tipo de grupo ou pessoas. Se essas leis forem demasiado específicas estaremos a condenar pessoas por delito de opinião.

Por isso não pude deixar de congratular pelo rumo que as coisas estão a tomar em França no que diz respeito ao projecto de "Loi contre l'homophobie". A "Commission Nationale Consultative des droits de l'Homme" decidiu emitir um parecer em que pede, pura e simplesmente, para retirar a lei. Segundo a notícia (destaques meus):

La Commission reproche au texte de traiter les discriminations par «catégories» de personnes: «C'est l'être humain en tant que tel, et non en raison de certains traits de sa personne, qui doit être respecté et protégé, écrit-elle. (...) Légiférer afin de protéger une catégorie de personnes, risque de se faire au détriment des autres, et à terme, de porter atteinte à l'égalité des droits.

Exactamente como eu penso, todo o ser humano deve ser respeitado enquanto tal e não enquanto membro de uma determinada categoria (seja ela qual for). A Comissão continua, dizendo:

Autre crainte de la CNCDH: exacerber encore un peu plus le communautarisme en érigeant «l'orientation sexuelle en composante identitaire au même titre que l'origine ethnique, la nationalité, le genre sexuel, voire la religion, et donc à segmenter la société française en communautés sexuelles».

É lógico que as associações LGBT não ficaram contentes, mas penso que, se o governo francês seguir este parecer, será uma vitória para a liberdade de expressão...

Tal como eu já escrevi, a propósito do anti-semitismo que se deveria "evitar a tentação de combater o anti-semitismo apenas pela via penal" (e o anti-semitismos é algo bem mais grave em toda a Europa do que a homofobia), também a homofobia nunca poderá ser combatida por uma lei contra "hate speech", porque desse modo estamos apenas a tentar abafar o debate (para além de tentar impor uma certa visão, o que não é nada democrático). Impor uma versão consensual nunca foi um caminho para a resolução de um problema.

Flip-flop à la française

A cadeia de televisão libanesa Al-Manar, controlada pelo Hezbollah, tinha sido impedida de transmitir para França pelo CSA (Conseil supérieur de l'audivisuel) há uns meses atrás, enquanto era levado a cabo uma espécie de inquérito sobre a sua programação.

Esta semana, de uma forma considerada surpreendente pela maioria, o mesmo CSA, sexta-feira passada, através de um acordo, decidiu autorizar a emissão da Al-Manar pelo operador francês Eutelsat.

Conforme se pode ler, na notícia a que eu fiz a hiperligação, os conteúdos da referida estação são de um anti-semitismo extremo e de apelo constante à exterminação dos judeus e do estado de Israel.

Será desta forma que o presidente Chirac pretende combater o anti-semitismo e o islamismo radical entre os muçulmanos de França?

Roger Cukierman, presidente do CRIF, afirmou (sem link) que o Hezbollah fez pressões sobre a frança. Também o Líbano o terá feito e a siutação dos dois jornalistas franceses no iraque também terá tido influência.

Enfim, uma política externa sem coluna vertebral alguma...

Oculos aperire

Não sei por que razão, mas a morte de Theo van Gogh parece estar a abrir os olhos de muita gente, mesmo de muito mais gente do que aquela que ficou alerta pelo atentado de 11 de Março em Madrid. Países como a Holanda ou a Alemanha parecem estar agora a sair do torpor em que estavam mergulhadas (mais a primeira do que a segunda) no que diz respeito a este assunto.

A única explicação que eu vejo para isso é o facto de no caso do 11 de Março haver muitas luminárias a dizer que a culpa, no fim de tudo, para o atentado de Madrid era do Aznar por ter alinhado na invasão do Iraque ao lado de Bush. Pobres de espírito que nunca compreenderam a natureza da ameaça islamita.

A morte de van Gogh veio mostrar, se é que isso fosse necessário, que os islamitas têm como alvo todos, mas mesmo todos (sejam eles cristão ou ateus, pró ou anti-americanos, democratas ou comunistas, etc...) que não pensem como eles e, mais, que de algum modo critiquem o Islão.

É certo que ainda há países que fingem nada se passar, como é o caso da Bélgica (que como toda a gente sabe não é um país a sério), que apesar de ter uma senadora ameaçada de morte, prefere ilegalizar o Vlaams Blok ignorando as múltiplas agressões racistas e religiosas de muçulmanos a judeus em vários pontos da Bélgica.

Outros andam a brincar ao espírito de Munique, como o ministro do ambiente alemão Juergen Trittin que propôs a instituição de um feriado muçulmano em troca de um feriado cristão. O que é que ele espera obter com esta proposta, eu não sei, apenas sei que em nada adiantará no combate que se tem que fazer contra o terrorismo islâmico.

Felizmente na Alemanha há que não se deixe levar pelas delícias hipotéticas do multiculturalismo e do relativismo, pois, a oposição CDU/CSU não tem medo de apelar ao governo que no combate ao terrorismo integre também o combate ao islamismo político.

Mas, alguns estão para além de qualquer esperança, Andrew Sullivan anda há dias há procura de uma pequena referência "dos liberais americanos" sobre a questão. Finalmente saiu ontem qualquer coisinha no San Fracisco Chronicle. Demorou 16 dias. A esquerda americana tem um silêncio ensurdecedor sobre o assunto.

Esperemos, apenas, que a morte de van Gogh alerte, de vez, os que estão a dormir, para a guerra que já está dentro das portas da Europa.

Referendo

Ontem, foi um dia complicado não deu tempo para o blog. Mesmo assim, não queria deixar de notar que ficámos a saber que o a Maioria e o PS já têm uma pergunta para o referendo da Constituição europeia:

Concorda com a Carta de Direitos Fundamentais, a regra das votações por maioria qualificada e o novo quadro institucional da União Europeia, nos termos constantes da Constituição para a Europa?

Desde já faço a minha declaração de voto, com esta ou qualquer outra pergunta desta índole: Não!

Dixit.

Cartas portugueses

Cartas portugueses é o nome de um novo blog da autoria de Luís Bonifácio (de que tomei conhecimento através do Último Reduto). Segundo o autor:

O presente Blogue tem por finalidade apresentar uma prespectiva da 1ª República através da correspondência recebida por duas figuras do regime, Raimundo Meira, coronel de artilharia, Governador-civil de Viana do Castelo, Deputado e Senador pelo Partido Democrático, Governador-geral de Timor. e Simas Machado, General, Deputado e Senador do Partido Evolucionista e mais tarde do Partido Liberal, comandante da 2ª Divisão do C.E.P. na Flandres, alto-comissário da República na Madeira e nos Açores e governador militar de Lisboa por ocasião da revolução de 28 de Maio.

De entre o lote dos remetentes das cartas encontrar-se-ão Afonso Costa, António José de Almeida, Egas Moniz, Homem-Cristo e muitos outros.

É claro que se trata de um blog mais do que recomendado. Irá para a coluna da direita logo que possível.


O muro de Berlim não caiu

Jerónimo de Sousa proposto para secretário-geral do Partido Comunista Português.

Depois queixem-se de estar a perder votos.

Já estou a ver a felicidade estampada na cara dos dirigentes do PS e do BE...

A Revolução de Veludo

A 17 de Novembro de 1989, a Checoslováquia livrou-se da sua ditadura comunista de 41 anos. Foi a chamada Revolução de Veludo e foi mais uma passagem do vento de liberdade que atravessou toda a Europa de Leste e que culminou na derrocada da União Soviética dois anos mais tarde.

Nestes 15 anos, entretanto, a Checoslováquia desapareceu, tendo em seu lugar surgido dois países: a República Checa e a Eslováquia.

No Le Figaro de ontem, foi publicado um texto Vaclav Havel, ex-presidente da República Checa, intitulado "Ce que le communisme peut encore nous apprendre".

Post-scriptum. Não resisto a esta tentação linguística de fazer notar, para aqueles que são menos versados na língua francesa, que o título de Havel deverá traduzir-se como "O que o comunismo nos pode ainda ensinar", pois o verbo "apprendre" em francês tem os dois sentidos: aprender e ensinar. Apenas o contexto pode desambiguar o seu sentido.

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