Na Venezuela, dizem-me os media, Chávez ganhou o referendo. Não sendo um resultado de todo improvável (é real o apoio que ele tem em sectores da sociedade venezuelana), os resultados divulgados parecem altamente suspeitos...
Bem, mas o pior é mesmo para os venezuelanos, que elegeram um ditador de opereta para presidente e agora não se conseguem livrar dele.
É sintomático que ninguém do COP tenha estado presente durante a corrida de estrada em Paulinho conquistou a medalha de prata. Andavam todos atrás do Presidente da República. Por isso, também não admira que houvesse hoje jornais desportivos que davam mais destaque à vitória do Benfica contra o Estoril num jogo a feijões do que à medalha de prata do ciclista.
A 14 de Agosto de 1385, as tropas de D. João, Mestre de Aviz, derrotaram as tropas invasoras de Juan I, rei de Castela.
Na minha opinião, é uma das datas mais importantes na História nacional, pois equivale a uma verdadeira segunda fundação do país. Se Portugal tivesse soçobrado à força centrípeta de Castela naquela data, sem ainda termos empreendido a aventura dos Descobrimentos, dificilmente seríamos hoje em dia mais do que uma região autonómica de Espanha. Dirão alguns que seria melhor, mas não creio nisso.
Por termos a história que já tínhamos atrás de nós em 1640 é que foi possível voltarmos a ser independentes depois de 60 anos de domínio espanhol. Nenhum dos outros reinos que sucumbiram a Castela conseguiram tal.
... a imprensa de referência é alinhada à esquerda. Segundo esta nota do Instapundit nem o Wahsington Post nem o New York Times escreveram uma linha acerca das alegações (falsas) de Kerry de que tinha estado no Cambodja no Natal de 1968.
Por cá, também não se ouve falar de nada, ao contrário da história do serviço militar de Bush. Agora que Kerry foi apanhado em mentira, nem uma linhazinha sobre o assunto.
... que os comunistas portugueses adoram ditadores, de Castro a Kim Jong Il. Por isso não me espantei com o que li no Jornal de Notícias dizendo que Ilda Figueiredo integra uma delegação de parlamentares europeus da Esquerda Unitária Europeia para apoiarem Hugo Chavez no referendo que decidirá se Chavez continuará ou não no poder. Diz um comunicado do PCP:
Esta iniciativa visa expressar o apoio do GUE/NGL à democracia na Venezuela, às transformações políticas e sociais implementadas pelo presidente Hugo Chávez, que representam um significativo esforço na construção de uma alternativa ao neoliberalismo e são um seguro contributo para a paz na região.
Ficamos a saber que a alternativa ao neoliberalismo é a construção de uma ditadura em que toda a dissidência será castigada. É sem dúvida o ideal de democracia do PCP. Como na Europa já deu o que tinha a dar, viraram-se para a América Latina. Chávez e Castro, a mesma luta!
Quem me lê há algum tempo sabe que eu tenho um certo desdém por alguns países que fizeram do politicamente correcto e da (alegada) defesa dos direitos humanos (mais os foclores de multiculturalismos, diversidade, ecologismos, etc, etc, etc,) comomatgriz principal das suas políticas.
Por isso, já aqui apareceram alguns comentários jocosos ao Canadá, Suécia e outros países nórdicos que são verdadeiros especialistas neste campo.
Por isso não me espantam nada notícias como esta. Ler o artigo demonstra o simulacro de justiça que o tipo de atitudes destes países acaba por produzir. Querem respeitar tanto os direitos dos detidos das prisões suecas, que certamente se esqueceram que ao fazer isso da maneira que fazem estão a desrespeitar (mais uma vez) os direitos da vítimas, que já tinham sido desrespeitados pelos autores dos crimes.
Ler o final do artigo é estar a ler uma piada de mau gosto:
Le 27 juillet, la prison de Hall, où sont envoyés les détenus les plus coriaces, avait été le théâtre de dysfonctionnements importants. Son quartier d'isolement n'étant pas équipé de caméras dans les couloirs, impossible de voir quel gardien complice a ouvert la porte de la cellule de Tony Olsson, condamné à perpétuité pour le meurtre de deux policiers après un braquage de banque. Muni d'un pistolet, il a pris deux surveillantes en otages et s'est enfui avec trois codétenus. Le portique de détection d'objets métalliques de l'établissement n'avait fonctionné qu'une semaine environ. Impopulaire parmi le personnel, il aurait coûté trop cher à l'usage... Il aurait pourtant été utile : plus de 300 téléphones portables ont été introduits dans les prisons du pays au cours des dix-huit derniers mois, selon un bilan provisoire.
Le ministre de la justice, le social-démocrate Thomas Bodström, a présenté à la hâte de premières mesures. Parmi elles, la construction d'une "superprison" pour les détenus les plus dangereux. Il veut en outre en finir avec une particularité du code pénal suédois : une évasion sans violence ne vaut pas un alourdissement de peine à son auteur. Tout juste une quinzaine de jours de détention de plus en cas de libération conditionnelle anticipée...
Nunca compreendi a preferência da justiça moderna pelo criminoso em detrimento da vítima. A justiça actual parece que ainda acredita no Bom Selvagem.
Post scriptum: Querem outra prova do disfuncionamento da justiça, desta vez em França? Leiam esta notícia.
Post scriptum 2: Querem uma prova de como estes países politicamente correctos detestam a liberdade de expressão? Podem ler este caso na Suécia. Também a França discute a adopção de uma lei deste tipo. É o início da caça às bruxas.
Se estão cansados dos noticiários da TVI acerca do Iraque, porque não ler este artigo. Sempre dá o outro lado da questão (visto que, inquestionavelmente, a TVI está do lado dos insurrectos).
Ouço na TSF que uma comissão da EU encarregada do assunto do Sudão considera que não se pode falar de genocídio no Darfur.
Ainda nada vi escrito, nem os fundamentos para tal declaração, limitei-me a ouvir há uns instantes no noticiário da 17h00. Naturalmente, vou tentar informar mais sobre o assunto, mas, à partida, não deixo de pensar que é preciso ter muita lata para dizer isso.
Gostava sinceramente que me dissessem qual o conceito de genocídio da UE. Deve ser interessante. É preciso não esquecermos que a Milosevic está a ser julgado em Haia por genocídio por causa das guerras na ex-Jugoslávia que, certamente, não mataram tanta gente como os vários conflitos no Sudão e, neste caso, no Darfur em particular.
Francamente, não sei o que será preciso fazer para que a UE considere a existência de genocídio (estou mesmo a ver que a UE também acha que o que a China faz no Tibete não é genocídio).
Ouço as declarações de Miguel Portas na SIC-N contra Sócrates (embora evitando mencioná-lo explicitamente), referindo ainda como foi má a decisão do presidente da República.
Compreende-se o clima de frustração que se vive no Bloco de Esquerda, pois, segundo eles (a meu ver erradamente, pois ainda era preciso disputar eleições e era duvidoso que as eleições legislativas tivessem resultados iguais às das europeias) o poder esteve mesmo ali ao virar da esquina (sem maioria absoluta do PS, eles esperavam, de uma forma ou outra, ter acesso ao poder pela mão de Ferro).
Esta é a primeira frustração. A segunda é eles perceberem que só muito dificilmente Sócrates não será eleito secretário-geral do PS (embora não se possa afirmar que ele já o seja, falta o pomernorzito das eleições) e Sócrates já disse que não fará alianças à esquerda.
Como eu já disse aqui no blog no período que precedeu a decisão do presidente, o BE quer chegar ao poder, já não lhes basta serem os preferidos dos jornalistas e de universitários à procura de causas.