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Quinta-feira, 26 de Agosto de 2004
Blogs e comunicação social
O assunto por várias vezes tem já sido referido em vários artigos, quer na internet, quer nos media. Mas, alguns casos mais recentes, parece-me que dão toda uma outra dimensão ao assunto. Não vou fazer aqui qualquer inquirição detalhada à questão, apenas constatar, através de alguns exemplos, de como os blogs (e a Internet em geral) aumentar a pressão sobre os meios tradicionais de comunicação social.

Em primeiro lugar, parece que os blogs incomodam alguns jornalistas. Quando do caso das cassetes roubadas do Correio da Manhã, num programa da Dois, penso que o "Clube de Jornalistas", alguém (Estrela Serrano?) dizia que não tardaria muito e o conteúdo das ditas cassetes apareceria publicado num blog qualquer. Bom, afinal foi n'O Independente, não foi...

Outro caso paradigmático é o dos chamados Swift Vets e o seu impacto nas eleições presidenciais americanas. Estes veteranos, desagradados pela centralidade que o tema do Vietname tinha na campanha de Kerry (sobretudo por este mesmo Kerry, após o termo da comissão de serviço, se ter empenhado em actividades anti-guerra, sendo, por isso, considerado ilegítimo o que ele fazia na campanha), lançaram uma campanha televisiva com anúncios desmascarando algumas das alegações de Kerry, bem como um livro: Unfit for command..

A campanha de Kerry fingiu ignorar esta questão, num primeiro tempo. Mas os blogs americanos conservadores e o Drudge Report não deixaram cair a questão e a campanha de Kerry foi obrigada a reconhecer que uma das coisas que Kerry afirmou durante anos, inclusive no próprio Senado, estava errada. Kerry afirmava que tinha passado o Natal de 1968 dentro das fronteiras do Cambodja clandestinamente a fazer operações militares. Pouco depois, o staff de Kerry reconheceu que afinal talvez não tenha sido em 1968, mas em 1969. Para quem se lembrava distintamente de estar na época de Natal, não está mal...

Mas, apesar dos media tradicionais andarem sempre atrás de esqueletos no armário de Bush, neste caso, à excepção da Fox, nenhum deles pegou no assunto a não ser para tentar descredibilizar os veteranos. O facto é que a história cresceu como uma bola de neve e está a fazer mossa na campanha de Kerry. Se calhar quem mente, perde... (onde terei já ouvido isto?)

Numa sondagem do LA Times, Bush está, este ano, pela primeira vez à frente de Kerry.

A conclusãoque alguns bloggers americanos tiram de estes caso, que está longe de acabar, é que os media tradicionais já não têm o poder exclusivo de decidir o que é notícia ou não, ou aquilo que deve chegar ao público.

Chegamos ao terceiro caso que foi despoletado pelo Do Portugal Profundo. Foi este blog que descobriu a relações do juiz encarregado de decidir sobre o caso Pedroso e a famigerada FPS. O Público hoje dá a notícia. Parece um caso em que a imprensa descobriu o caso pelos blogs (mas esqueceu-se de mencionar o caso).

Que conclusão poderemos tirar destes casos? Não sei, verdadeiramente, como irá ser o futuro, o que me parece é que os jornalistas estão sob um tipo escrutínio que nunca enfrentaram até agora. Muitos deles acusam os blogs de publicaram, quase em tempo real, matérias que não passam por um qualquer tipo de ponderação editorial e, por esse facto, poderem ser perigosos. Mas, se virmos o jornalismo feito nos últimos anos, não me parece que os jornalistas tenham um registo muito limpo.

Por outro lado, muito daquela mania de superioridade que alguns jornalistas (talvez iludidos pelo facto de pertencerem ao chamado quarto poder) alardeiam é, pura e simplesmente, dismitificada por gente anónima ou não que escreve nos blogs e que demonstram, frequentemente, um muito maior conhecimento das matérias do que esses jornalistas.

Parece-me que os jornais vão ter que dar uma maior atenção aos blogs (como, aliás, nos EUA algumas empresas já dão, tendo contratado especialistas para descobrirem que referências e de que tipo são feitas nos blogs às suas marcas). e, se calhar, reflectirem um pouco e pensarem que não é por escreverem num órgão de comunicação social qualquer ou terem um microfone na mão que são os detentores da verdade.

A ver vamos...
publicado por Rui Oliveira às 16:13
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Quarta-feira, 25 de Agosto de 2004
Começar a ganhar juízo
Leio hoje no Proche-Orient.info que o muçulmano suíço Tariq Ramadan teve o seu visto de trabalho cancelado pelas autoridades administrativas dos Estados Unidos. O professor Ramadan iria dar aulas na universidade de Notre Dame, no estado de Indiana.

Sobre Tariq Ramadan já dediquei aqui no blog algumas entradas como, por exemplo, A verdadeira face de Tariq Ramadan de 30de Janeiro de 2004 (ou um outro de 19 de Janeiro). O que eu não percebo é o que uma universidade católica americana vê no intelectual muçulmano, neto do fundador dos Irmãos Muçulmanos no Egipto, que no caso da lapidação de mulheres adúlteras advoga uma moratória, não a pura e simples abolição dessa norma. É isto o Islão moderno?

Mas o mais espantoso é que o se diz na notícia:

Ramadan, joint chez lui en Suisse par le journal Chicago Tribune, s'est refusé à commenter la décision de l'administration américaine. "Le professeur Ramadan est un universitaire brillant et un partisan de la modération dans le monde musulman", a dit un porte-parole de Notre Dame, Matthew Storin. "Nous ne voyons aucune raison de ne pas le laisser entrer" aux Etats-Unis, a-t-il ajouté, en se montrant inquiet pour les conséquences sur "la liberté et l'indépendance universitaires". La décision "envoie un mauvais message au monde musulman sur la volonté de l'Amérique d'écouter ce que les musulmans ont à dire", a déclaré dans un communiqué le Conseil sur les relations américano-islamiques (CAIR), une importante organisation musulmane américaine.

Um universitário brilhante? Bem, eu se fosse católico do estado de Indiana começava a ficar preocupado com a qualidade desta universidade.

Há quem possa pensar que esta decisão é grave em termos de liberdade de expressão. Não penso assim. Se ainda não notaram, os islamitas radicais declararam guerra ao Ocidente (não só à América), estamos em guerra, mas parece que há quem queira negar isso e, então, porque raio haveriam os EUA de deixar que os seus inimigos (porque é isso que Ramadan é) tivessem direito de distribuir a sua doutrina de ódio aos universitários americanos. Para isso, os EUA já têm o Moore e os seus amigos.

Quanto ao CAIR, é aquela organização de muçulmanos americanos que não consegue condenar um único atentado terrorista efectuado por islamitas, independentemente do local e número de vidas perdidas.

No ano passado, na TV francesa, o então ministro do interior Sarkozy esmagou Ramadan num debate então realizado. Ramadan não teve, por exemplo, resposta na questão da lapidação das adúlteras.
publicado por Rui Oliveira às 12:37
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Terça-feira, 24 de Agosto de 2004
Anti-semitismo - uma resposta
Tenho que voltar à questão do anti-semitismo porque vi que hoje o meu amigo Jorge Palinhos dá uma resposta a este meu artigo de 19 de Agosto.

Em primeiro lugar, Jorge, ou não me conheces tão bem como eu julgava ou então as tuas capacidades em interpretação de textos estão em decadência (o que é grave devido à tua formação académica). Dizes tu que eu deveria estar zonzo porque escrevi que «as agressões anti-semitas por parte dos neonazis “não são de espantar”, ou por outras palavras, não merecem destaque». Ó Jorge, desde quando as minhas palavras, no contexto, podem admitir tal interpretação? Só por má-fé é que podes dizer isso. Lê melhor, se faz favor. Mas, já agora, esclareço-te, se ainda lá não chegaste, que a única coisa que eu disse é tal se trata de um facto recorrente (com altos e baixos), mas que, tal como eu digo no artigo, «têm que ser combatidos».

Quanto ao caso especial da França, ó Jorge, a comunidade muçulmana na França é a maior da Europa e, por isso, proporcionalmente, a que maior impacto tem na sociedade em que se insere. Para além de que, por exemplo, a comunidade muçulmana na Alemanha é de origem maioritariamente turca, na Grã-Bretanha de origem indostânica o que, para bem e para o mal, os torna um pouco diferentes dos árabes. Não é por ser islâmicos que são todos iguais.

Depois, Jorge, dás grande importância ao que eu disse sobre a Al-Manar, como se fosse um assunto central da minha argumentação. Sobre a qualidade daquilo que é transmitido na Al-Manar está bem explícito no excerto integrado nesta página da Laïc.info. Comparar o que a Al-Manar transmite com aquilo que a Fox transmite é pura simplesmente má-fé (uma daquelas especialidade da esquerda como o Bush=Hitler, isto é, um disparate completo). A Fox não é mais enviesada do que a BBC, a CNN ou a TVI (que dão sempre os EUA sob uma luz muito desfavorável), só que para o lado contrário. A Al-Manar é ódio puro… o teu argumento é completamente irracional (o que tu caricaturas como sendo a programação da Al-Manar, não passa disso mesmo, uma caricatura a milhares de quilómetros da realidade).

De qualquer modo, podemos dizer que muitos islamitas nem precisam da Fox News para projectar uma luz muito desfavorável sobre o mundo islâmico, pois os seus actos falam por si (para além das ameaças de destruição contra o Ocidente apenas porque somos, segundo eles, infiéis e, esta palavra, infiéis, Jorge, aplica-se a todos nós). Só os relativistas não querem ver isso…

Depois tentas virar o bico ao prego e falas do ataque aos portugueses na Irlanda do Norte. Mais uma vez misturas tudo, falas de Cristianismo, BBC e porrada, interpretas aquilo que eu não disse, e… ala que se faz tarde.

Mas, mais uma vez, o argumento é falacioso pois nem o Cristianismo é comparável (neste momento) ao Islamismo (ou, melhor dizendo, às correntes extremistas islamitas que nos últimos anos têm ganho preponderância quando ainda há pouco tempo eram tendências minoritárias), nem a BBC (apesar dos seus enormes defeitos e tendências canhotas) à Al-Manar e, então, o terceiro termo de comparação é absolutamente sem sentido. Mas, o que tu fazes é uma caricatura redutora que obviamente não retrata os problemas dos actos racistas em França e na Irlanda do Norte, pois, neste caso, não há hipóteses de utilizar grelhas de análises (tão do agrado dos esquerdistas) aplicáveis a todo e qualquer caso de racismo. Mais uma vez, usas a ironia para desviar-te do problema e chegar a conclusões absurdas.

É claro que o facto de os pregadores incitarem em mesquitas franceses (a influência salafista cresce cada vez mais nas mesquitas francesas) ao ódio contra os judeus e o Ocidente também não terá nada que ver com o assunto, suponho?

Por último, mais uma vez interpretas mal as minhas palavras, descontextualizando-as, no caso sobre a “discriminação real ou fictícia”. Eu volto a rescrever o que disse:

A tentativa de desculpabilização dos actos racistas (de qualquer espécie, anti-semitas ou não) na base da discriminação (real ou fictícia) sofrida pelos autores só pode levar a que mais actos racistas sejam cometidos porque, afinal, haverá sempre alguém que se mostrará cmuito compreensivo com o facto (e as vítimas, sejam elas brancas, negras, judias, árabes, etc. que se lixem, não é?).

Tu consegues, a partir deste parágrafo, dizer o seguinte «quando dizes que não sabes se a descriminação dos árabes na sociedade francesa é “real ou fictícia”…». Ó Jorge, lê isto melhor, pois, o que eu digo não se aplica aos árabes, mas aos autores de todos os actos racistas (e como, tu sabes, nem todos os autores de actos racistas são verdadeiramente discriminados). Mais uma vez, pões na minha boca palavras que não disse. Pura táctica estalinista.

Quanto à “islamofobia”, podias explicar-me de que é que se trata? É que esta palavra parece-me uma invenção recente para contrariar o termo “anti-semitismo”, mas etimologicamente “islamofobia” seria “alergia às ideias islâmicas”, ou seja, no fundo, não muito diferente do “anti-clericalismo”, por exemplo. Esta palavra, parece-me sobretudo utilizada para se impedir qualquer crítica ao Islão, para não se analisar o Islão da mesma forma crítica como que se analisa o Cristianismo. Mas voltarei ao assunto com maior profundidade.

Todavia, meu caro Jorge, não me parece muito acertado ser apelidado de “islamófobo”, quando o Islão sempre me interessou, li sobre ele mais do que alguma gente alguma vez lerá, que tenho amigos meus muçulmanos há quase trinta anos, numa época em que eles eram menos que poucos no Porto.

Continuo por isso a afirmar que a discriminação não pode explicar os actos racistas. Essa é a minha tese.
publicado por Rui Oliveira às 23:50
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Quelques questions sur l'immigration en France
Um artigo lúcido com algumas das perguntas mais pertinentes que o pensamento politicamente correcto se recusa a fazer sobre a imigração.
publicado por Rui Oliveira às 16:10
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A Regeneração (ou Revolução) de 1820

Há 184 anos, a 24 de Agosto de 1820, deu-se um pronunciamento militar que iria originar a 1.ª Revolução Liberal portuguesa. Comandadas pelo coronel Sebastião Drago Cabreira, as tropas formaram no Campo de Santo Ovídio (a actual praça da República) no Porto e ouviram as proclamações que justificavam o levantamento militar.

Segundo o "Manifesto aos portugueses", redigido por Manuel Fernandes Tomás, o movimento era necessário para salvar a pátria e retomar as instituições do passado, garantes da liberdade e que tinham sido corrompidas pelo poder absoluto:

Nossos avós foram felizes porque viveram nos séculos venturosos em que Portugal tinha um governo representativo nas cortes da nação e obraram prodígios de valor enquanto obedeciam às leis que elas sabiamente constituíam, leis que aproveitavam a todos porque a todos obrigavam.
(...)
Nunca a religião, o trono e a pátria receberam serviços tão importantes, nunca adquiriram nem maior lustre nem mais sólida grandeza e todos estes bens dimanavam da constituição do Estado...
(...)
Tenhamos, pois, essa constituição e tornaremos a ser venturosos.
(...)
Imitando os nossos maiores, convoquemos as Cortes e esperemos da sua sabedoria e firmeza as medidas que só podem salvar-nos da perdição e segurar nossa existência política.


Mais do que tudo, para o pensamento liberal de 1820, afigurava-se indispensável a convocação das Cortes (o que não sucedia desde 1699), cortes essas que deveriam preparar uma nova constituição escrita.

A 21 de Janeiro de 1821 estava constituído o primeiro parlamento liberal português, as Cortes Gerais Extraordinárias e Constituintes da Nação Portuguesa, que teriam, entre outros, como resultado a Constituição de 1822.

Mas, de imediato, a consequência deste levantamento foi a constituição de uma Junta Provisional do Governo Supremo do Reino, no Porto, logo após o golpe, que procurou obter apoios para o movimento antes de se pôr em marcha para Lisboa, o que acabou por acontecer alguns dias depois. Isto originou uma dinâmica de mudança no país, tendo como consequência o levantamento de tropas em Lisboa a 15 de Setembro. A 1 de Outubro deu-se a união entre as juntas do Porto e de Lisboa. Estava em marcha a Revolução (ou Regeneração de 1820).

Sem falar de outra consequência imediata que foi o de recambiar de imediato o Marechal William Carr Beresford para a velha Albion, pois aqui não tinha deixado saudades. 

Obs.: Excertos do "Manifesto" foram retirados de Manuel Fernandes Tomás: "A Revolução de 1820", recolha, prefácio e notas de José Tengarrinha, Lisboa: Caminho, 1982 (2.ª ed.) 

publicado por Rui Oliveira às 15:26
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Revolução liberal
Há 184 anos, a 24 de Agosto de 1820, deu-se um pronunciamento militar que iria originar a 1.ª Revolução Liberal portuguesa. Comandadas pelo coronel Sebastião Drago Cabreira, as tropas formaram no Campo de Santo Ovídio (a actual praça da República) no Porto e ouviram as proclamações que justificavam o levantamento militar.

Segundo o "Manifesto aos portugueses", redigido por Manuel Fernandes Tomás, o movimento era necessário para regenerar a pátria e retomar as instituições do passado, garantes da liberdade, que tinham sido corrompidas pelo poder absoluto.
publicado por Rui Oliveira às 14:16
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24 de Agosto de 1572
Esta efeméride é das mais terríveis da história da França: é a data do massacre de S. Bartolomeu, ocorrido em Paris, em que milhares de protestantes foram mortos pelos católicos. Deu início à 4.ª guerra da religião em França.

A segunda metade do século XVI em França foi ocupado por dezenas de anos de guerras entre católicos e protestantes.
publicado por Rui Oliveira às 13:03
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Segunda-feira, 23 de Agosto de 2004
Porto 2001
O Porto 2001 não foi apenas a Capital Europeia da Cultura pois também mexeu com os arruamentos da cidade. Eu não sou urbanista, não percebo nada de teorias sobre as cidades, limito-me a viver nesta invicta cidade do Porto.

Dito isto, apesar de não ser especialistas do assunto, como habitante penso ter também algo a dizer. E o que eu vi no sábado passado não me agradou nada.

Uma das opções dos projectistas urbanos do Porto 2001 foi a de estreitarem, no Centro do Porto, as faixas de rodagem e tornarem os passeios maiores. Em certas zonas, não sei como será em caso de emergência com os engarrafementos habituais da cidade. Mas o ridículo, que eu ainda não tinha assistido porque efectivamente não vou muito ao Centro da cidade, é o que se passa na intersecção da Rua de S. Filipe Nery com a Rua das Carmelitas.

Quem descer a Rua de S. Filipe Nery (aquela que fica ao lado da Igreja dos Clérigos e tem a entrada para o parque automóvel) e quiser virar para cima na Rua das Carmelitas tem que passar por uma estreita faixa de rodagem que a meio tem um largo triângulo com dois semáforos que separa essa faixa da faixa de rodagem de quem quer descer as Carmelitas e entrar na Rua dos Clérigos (claro que esta explicação para quem não é do Porto é um pouco complicada, mas eu não levava câmara comigo).

Onde está o ridículo da questão? É que os autocarros que querem virar para cima muitas vezes preferem fazer essa curva, não pela faixa de rodagem que por ser muito estreita torna a manobra difícil, mas por cima do triângulo (que em princípio é só para as pessoas), passando entre os dois semáforos. Sinceramente não sei como é que os outros veículos pesados que eventualmente tenham que passar por lá fazem, mas quem fez aquilo criou um obstáculo suplementar aos motoristas dos STCP.
publicado por Rui Oliveira às 18:14
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Anti-semitismo em França
Não sei se em França o anti-semitismo é "avassalador" ou um "mito útil", sei apenas que os actos anti-semitas ocorrem com uma frequência que deveria alarmar qualquer democracia que se preze.

Ontem, foi a vez de um centro social em Paris que ardeu devido a fogo posto, tendo ainda os seus muros sido pintados com cruzes gamadas e inscrições anti-semitas.

A imprensa disse logo tratar-se de um acto neonazi (certamente devido às cruzes gamadas), mas ontem ainda um grupo islamita desconhecido reinvindicou o acto.

Independentemente da autoria, não há dúvida que o anti-semitismo existe em França e que, pelo que se tem visto, veio para ficar. Negar o contrário é tentar negar a realidade (aliás, um dos desportos preferidos dos esquerdistas).
publicado por Rui Oliveira às 16:22
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Domingo, 22 de Agosto de 2004
Nova Era
Manhã de 22 de Agosto de 1415, a conquista da cidade de Ceuta estava terminada. Para o bem e para o mal amanhecia uma nova era da história do Mundo: a da Expansão Europeia.

Foi há 589 anos...
publicado por Rui Oliveira às 11:23
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