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Super Flumina

Liberae sunt enim nostrae cogitationes - Cícero (Mil. 29 - 79) . Um blog de Rui Oliveira superflumina@sapo.pt

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Liberae sunt enim nostrae cogitationes - Cícero (Mil. 29 - 79) . Um blog de Rui Oliveira superflumina@sapo.pt

Agora a Noruega

Depois da Espanha, Honduras e Rep. Dominicana, é a vez da Noruega anunciar a retirada dos seus soldados (parece que 180) do Iraque. Motivo indicado (na notícia que ouvi na TSF): oposição da opinião pública à guerra (posição legítima, concorde-se ou não, embora "opinião pública" seja uma coisa difícil de definir, não devendo ser ela a governar o país) e o medo de atentados contra interesses noruegueses espalhados pelo mundo, devido à sua presença no Iraque (o que já configura uma cobardia e uma cedência aos terroristas - Bin laden agradece).

Para além da óbvia constatação que faço da satisfação de alguns meios de comunicação com este tipo de notícias (não percebendo que a derrota dos EUA no Iraque será a derrota da democracia em todo o mundo e o início de período de guerra generalizada no mundo), parece que os longos anos de paz na Europa depois da 2.ª Guerra Mundial fizeram mal aos europeus e tiraram-lhe a vontade de lutar por objectivos que defendem o seu próprio modo de vida. É certo que as duas guerras mundiais, que mataram dezenas de milhões de pessoas, é algo de que os europeus não se podem orgulhar muito.

Mas a actual moda da opinião pública europeia ceder a tudo só para manter uma ilusão de paz é algo de incompreensível, pois é meio-caminho andado para o desastre. Tal como muito bem disse Durão Barroso, a paz não se compra com cedências. Aliás, tal como a Espanha, a Noruega sentiu necessidade de dizer que iria se concentrar no Afeganistão. Assim não vai lá...

Estas políticas erráticas, no qual se pode incluir aquela que anteontem critiquei à Santa Sé, mesmo que na mente dos seus autores não seja de apaziguamento com os terroristas, transmitem a estes sinais errados que os entendem como vitórias da sua política de terror. Alguém dúvida que eles consideram que foram os atentados de 11M que derrubaram o PP?

Por outro lado, é também já tempo de dizer basta à mania de alguns intelectuais ocidentais de se autoculpabilizarem e de tentarem arranjar razões para os atentados terroristas. O exemplo da comissão sobre o 11S nos EUA é rídicula, pois ainda por cima tem no seio políticos democratas com enormes responsabilidades na debilitação dos serviços de informações e segurança dos EUA. Também os espanhóis que culpam Aznar pelo 11M estão a ver o filme ao contrário. È tempo de dizer que os únicos culpados dos atentados são os terroristas, pois são eles que "puxam o gatilho". Não há qualquer justificação moral ou política para esse tipo de actos.

Apetecia-me dizer como Pessoa no fim da sua "Mensagem": "É a hora!".

É efectivamente a hora da Europa acordar.

Dhimmitude?

Leio esta notícia, que transcrevo e arrepio-me (sublinhado meu):

En raison de la situation au Moyen-Orient, Jean-Paul II décline l'invitation de visiter la grande synagogue de Rome, à l'occasion du centenaire de son édification le 23 mai prochain. Le niveau élevé de tension entre Israéliens et Palestiniens ainsi que la guerre en Irak ont convaincu les collaborateurs du Pape de le dissuader de participer à cette cérémonie. « Une visite de la synagogue en ce moment, même de nature strictement religieuse, aurait pu être interprétée dans certaines parties du monde islamique comme une prise de position », précise-t-on de source proche du Vatican.

Já disse anteriormente que sou católico praticante, mas muitas das posições tomadas pela Igreja Católica deixam-me verdadeiramente irritado. Será que o Santo Padre presta vassalagem ao islão radical? Ou, o Santo Padre, como chefe de uma Igreja com centenas de milhões de fiéis, não deverá ter uma política de relações com outras confissões religiosas verdadeiramente independente e responsável. Será que se fosse convidade a ir a uma mesquita, o Santo Padre recusaria a visita com o argumento de algumas partes do mundo judaico poderiam ver isso como uma tomada de partido por um dos lados? Bem, eu não sou judeu, mas ao ler isto entenderia que a Igreja Católica (as suas cúpulas, não a maioria dos católicos) optaram pelo islão sacrificando o judaísmo.

Recentemente houve alterações no governo da Santa Sé que o remeteram para um caminho mais correcto, mas, parece-me, que ainda é preciso fazer mais algumas limpezas.

Parece-me também que a Santa Sé com este tipo de atitudes quer dar razão à Oriana Fallaci que no seu último livro "La forza della ragione" acusa muito directamente a Igreja Católica de cumplicidade na descaracterização da Europa a que ela chama Eurabia.

É necessária uma mudança já na política da Igreja Católica.



Apito Dourado

Não percebo nada de leis (não lhe chamo justiça porque penso que justiça não existe, quando muito direito), mas parece-me que deter um pessoa por três dias (ao que parece para alguns serão quatro) apenas para ser ouvido por um juiz não é lá muito respeitador dos direitos humanos.

No fim-de-semana passado, os alegados membros de um gangue, como não foram apresentados num prazo de 48 horas ao juiz depois da sua detenção, foram soltos. Aqui, porque a audição dos detidos começou dentro do prazo, os últimos a ser ouvidos podem estar mais de 72 horas detidos. Bem, mas de facto vão estar presos mais de 4 dias e, provavelmente, sairão em liberdade com uma qualquer medida de coacção. Será que se justificava a sua detenção?

Post-scriptum. Ontem, uma das televisões, já não me lembro qual, TVI ou SIC, fartou-se de escrever "coação" em vez de "coacção". São coisas um bocadinho diferentes. "Coação" é o acto de "coar" do latim colare "coar, filtrar, purificar". Por sua vez, "coacção" vem do latim coactio, -onis, de coactum, supino de cogere "obrigar".

"Petróleo por alimentos" ainda...

No seguimento do meu artigo de ontem, eis aqui mais algumas informações sobre o assunto.

Provavelmente, com o decorrer do tempo, veremos que o problema do Iraque era mesmo o petróleo, mas quem o defendia era o chamado "campo da paz" (deve ser assim chamado apenas por ironia).

Haverá alguma razão especial para terem sido, principalmente, franceses e russos a oporem-se à guerra? Nãooo... deve ser apenas coincidência.

Escândalo na ONU

Começa, finalmente, a chegar aos media tradicionais a notícia sobre o escândalo que foi o programa Petróleo por Alimentos da ONU que visava aliviar o peso que as sanções tinham sobre a economia iraquiana depois da Guerra do Golfo em 1990.

Só para lembrar os mais esquecidos, os milhões de dólares que este programa gerou não serviram para aliviar os problemas do povo iraquiano, mas para enriquecer a conta de Saddam, do responsável da ONU por este programa, Sevan, e muitos mais dezenas de amigos. Durante 6/7 anos, este programa serviu os interesses de Saddam, não os do povo iraquiano, com a cumplicidade da ONU.

Ontem, a ONU nomeou uma comissão para averiguar a verdade sobre este escândalo, mas com poderes bastantes limitados. E, nomeou esta comissão porque sofreu grandes pressões. Foi mesmo a contragosto. E, por outro lado, Annan dificilmente poderá dizer que ignorava o que se passava.

Agora digam-me se a ONU tem capacidade e, já agora, moralidade, para resolver o problema iraquiano tal como muito insistentemente clamam, qual deus ex-machina, quando a própria ONU está implicada num escândalo deste tipo? Como é que querem uma nova ordem internacional, ou mesmo uma espécie de governo mundial, baseada num organismo não-democrático, de funcionamento obscuro? Esta ONU não serve para muito, nem é a redentora do mundo.

É melhor assentar os pés na terra e ver como é que se pode resolver a sério os problemas e não invocar mitos - com pés de barro - como a ONU.

O respeitinho é muito lindo...

O PCP e, sobretudo, o BE exigiram ao PS que também exigisse a saída das tropas do Iraque.

O PS lá pensou, pensou e, depois de muito pensar, lá encontrou uma fórmula de exigir a saída da GNR do Iraque sem se contradizer com o que tinha dito antes: ou há nova resolução da ONU até 30 de Junho, ou a GNR sai do Iraque.

Mais, tiveram necessidade de afirmar, conforme confirmado pela notícia da TSF que reporta as palavras de Vieira da Silva, que não tomavam a decisão a reboque do BE e do PCP. Mas, parece. E, tal como dizia o outro, em política o que parece, é.

PS. Já agora, para um partido que diz que o PSD anda a reboque do CDS, o facto de andarem a reboque do BE não é lá muito abonatório.

Socialismos...

Muitas vezes quando se fala do PS, PSF ou PSOE fala-se de socialismo democrático (cá para mim um verdadeiro oxímoro, mas enfim...) para se distinguir do socialismo real, que foram as experiências socialistas da URSS e satélites da Europa de leste.

Mas, os ditos socialistas democráticos também não gostam lá muito de quem pensa de modo diferente dos chefes. E isto ficou uma vez mais demonstrado em França com o processo de candidatura a deputados europeus no PSF.

Segundo o Proche-orient.info (sítio francófono dos mais fiáveis para se obter notícias - daquelas que não passam nos media habituais - sobre o Médio-Oriente), François Zimeray, o mais jovem eleito socialista nas eleições para o PE em 1999, foi excluído das próximas eleições europeias. O seu crime? Ter uma visão equilibrada sobre Israel e o conflito do Médio-Oriente. Como diz a notícia:

Manifestement, l'engagement équilibré de Zimeray sur la question israélo-palestinienne n'a pas l'heur de plaire à tous ses « amis » dont il a dénoncé pour certains un antisémitisme de gauche déguisé en antisionisme. Proche des Palestiniens modérés tel Sari Nusseibeh, il est néanmoins très engagé aux côtés d'Israël. Et c'est probablement ce que, fondamentalement, le PS lui reproche. Zimeray, c'est d'abord une liberté de propos qui dérange ses pairs, une façon de faire de la politique où l'engagement personnel prime sur le dogme. Initiateur du Cercle Léon Blum, il a créé un courant d'alerte, sur les dérives républicaines notamment, qui a fortement mobilisé la base et a gêné du coup la direction du parti.

Trop d'actions d'éclat pour un seul homme ne sauraient être pardonnées. N'est-il pas aussi le seul élu PS français qui, à Bruxelles, a été à l'initiative d'une longue bataille contre le Commission afin que soit mis en lumière le détournement des fonds européens alloués à l'Autorité palestinienne ? C'est lui encore qui, toujours à Bruxelles, a dénoncé l'existence de « propos dignes de Mein Kampf » dans les manuels scolaires dont se servent les enfants palestiniens.

O PS francês não lhe perdoou o facto de ter conseguido a formação de um grupo que foi investigar as contas da Autoridade Palestiniana, apesar da forte oposição de Chris Patten e dos socialistas franceses.

Zimeray foi castigado pelo seu partido por não seguir a linha oficial de demonização de Israel.

A esquerda, francesa, portuguesa ou espanhola, é toda igual.

Ódio à solta

Sempre que ouço Baptista-Bastos na TSF percebo que estamos perante um ressabiado, mais um que acha que esta democracia não é o sistema em que ele gostava de viver.

Não me posso pronunciar sobre a qualidade literária de BB, porque nunca li nenhum livro dele, nem tenciono fazê-lo, pois há muitos outros escritores no mundo que prefiro conhecer, parecendo-me que de BB não há que esperar nada de especial. Mas, quanto às suas intervenções políticas, tenho para mim há muito que BB é mais um frustrado pela evolução (não revolução que isso é um apenas um momento, as revoluções não podem ser permanentes) que o país sofreu depois do 25 de Abril.

Ainda hoje, BB disse que os comentadores que defendiam a guerra no Iraque eram "intelectuamente desonestos e moralmente desprezíveis". Quem faz declarações tão absolutas como esta é sem dúvida um saudosista dos "fascistas para o Campo Pequeno, já!", denotando a já habitual arrogância da "superioridade moral" da esquerda. Enfim, BB não se habitou a viver em democracia em que as pessoas podem ter opiniões diferentes da dele. Como não pensam como ele, BB trata de os insultar e demonizar, para não ter que discutir argumentos. Nada que nos espante nesta esquerda.

Iraque ainda

Só hoje estou a ler o artigo na Notícias Magazine de ontem sobre o estudos que Maria do Céu PInto, professora na UM, fez sobre a Al-Qaeda. Desde já digo que havia muita gente que deveria ler este artigo antes de começar a debitar disparates sobre a Al-Qaeda e o terrorismo islâmico.

Ao contrário do que dizem muitos analistas, Maria do Céu Pinto considera já se conhecer as suas motivações mais profundas. Basta acompanhar os inúmeros, proclamações e discursos amplamente divulgados na internet. (p. 32)

Mas isso para pessoas como o Mário Soares é praticamente impossível. Quando era primeiro-ministro ele dominava mal os dossiers, quanto mais agora que se limita a mandar umas bocas e a esperar a admiração patética e aparvalhada da assembleia.

Começa tudo na motivação pessoal do próprio Bin Laden que, segundo a investigadora, «lançou uma nova versão do Islão». Versão que não é mais do que uma mistura de duas doutrinas radicais: do wahhabismo saudita e do salafismo. A primeira apresenta uma visão do Islão muito conservadora, totalmente avessa à modernidade e à inovação. A segunda é uma corrente nascida np séc. XIX para responder à entrada do Ocidente nos países árabes. Uma «invasão» que conduziu os muçulmanos à decadência, convertendo-os aos valores materialistas. O salafismo apela ao regresso às origens, aos princípios do Islão. Um regresso que só pode ser feito pela força, ou seja, pela jihad. (p. 32)

Daí o perigo em permitir que os pregadores salafistas estejam a substituir outro pregadores mais moderadas em muitas mesquitas por essa Europa fora, como o meu artigo de ontem referia a propósito de Espanha.

Quando inquirida da razão do atentado de 11 de Março, Maria do Céu Pinto respondeu, depois de descartar como hipótese principal o facto de Espanha pertencer à coligação com tropas no Iraque:

Mas penso que se deveu ao facto de ser mais fácil actuar em Espanha do que nos outros três países (Inglaterra, França e Itália), onde os radicais estão sob grande vigilância. Sobretudo França e Itália têm sido bastante eficazes no combate ao terrorismo. (p. 37)

Espero que o Zapatero não continue a sua estratégia de apaziguamento também no interior de Espanha. Seria o desastre total.

Quanto a Portugal, também não está livre de perigo pois, como diz a investigadora, o país já foi sondado, mas mesmo assim Portugal não será um alvo provável:

Em primeiro lugar, porque Portugal não é um alvo tão importante. Depois, estes terroristas movem-se no seio de grandes comunidades muçulmanas, onde há franjas radicais importantes. Ora, aqui a comunidade muçulmana é relativamente pequena. Não se descobriram grandes grupos, não existem esses discursos violentos de apelo à jihad. As condições para implantar células são mais difíceis. Mas o que eu aprendi com aquele relatório é que Portugal, pelo menos, já foi sondado. (pp. 37-38)

Não esquecer um artigo que fiz aqui há uns meses, em que reproduzia a notícia de um jornal americano que dizia que no Mundial 2002 no Japão só não houve atentados porque a comunidade muçulmana no Japão era muito reduzida. Portugal não pode baixar a guarda, mas também não é preciso entrar em pânico. No entanto, nenhum sinal deve ser ignorado ou desvalorizado, pois como diz esta investigadora:

Conheço um especialista israelita que diz uma coisa muito certa: devemos levar muito a sério o que os islamistas dizem, porque tudo o que dizem é uma sentença, para ser executada. Não é só conversa ideológica. (p. 38)

É um artigo e uma entrevista de leitura aconselhável.


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