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Terça-feira, 27 de Janeiro de 2004
Contemporary Islamist Ideology Permitting Genocidal Murder
A esclarecedora comunicação de Yigal Carmon ao Forum Internacional de Estocolmo para a Prevenção do Genocídio de 2004 pode ser lida aqui.

Faz uma análise de algum pormenor sobre os pontos em que se baseiam os islamitas radicais para a sua guerra contra o Ocidente.

Penso que poderá esclarecer algumas mentes mais ingénuas.
publicado por Rui Oliveira às 22:08
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Uma entrevista a ler
No Libération de hoje, uma interessante entrevista de um historiador israelita, Benny Morris, sobre o conflito israelo-árabe.

Benny Morris diz uma verdade absoluta que muitos dos defensores da causa palestiniana não querem ver:

La culture palestinienne et islamiste n'a pas la capacité de regarder les choses de manière objective. Elle n'est que subjectivité. Je suis capable de désigner le rôle d'Israël dans la souffrance des Palestiniens, mais aussi ce que les Arabes nous ont infligé, dès les années 20, par leurs actes de terrorisme. Ceux qui commettent des attentats contre nous en sont incapables.

Dá como exemplo a falta de livros críticos sobre o profeta Maomé, incapacidade de ver o mundo tal como os outros o fazem e diz temer que o 11 de Setembro fosse apenas a primeira manifestação dessa realidade.

Sobre a Intifada, diz:


L'Intifada actuelle se déroule sur trois plans indissociables : le premier est un véritable combat de libération de l'occupation, qui est juste. Le deuxième, c'est la destruction de l'Etat d'Israël, alors même que le combat en Cisjordanie et à Gaza ne vise qu'à le réduire, puis à le faire disparaître. Le troisième est celui de l'islam, du jihad : les combattants musulmans considèrent Israël comme une enclave de l'Occident dans la région qu'il faut détruire comme part de ce dernier et de ses valeurs de liberté, de licence sexuelle, etc. La plupart des Occidentaux ne s'attachent qu'au premier de ces trois plans et ignorent, ou rejettent, les deux autres. Or ils sont très profonds et authentiques dans ce conflit.

A verdade é que a destruição do estado de Israel fez, faz e fará sempre parte do objectivo do mundo árabe enquanto não houver uma revolução que mude a sua mentalidade. Na Europa, uns não querem ver isto, mas outros sabem-no bem e até apoiam a destruição de Israel (por exemplo, com essa proposta delirante de um único estado binacional ou então com a tentativa de deslegitimação da existência de Israel). Aliás, Morris explica bem a diferença entre as duas partes:

Il existe une asymétrie entre les aspirations des deux mouvements nationaux. Au début, chacun voulait l'ensemble de la terre d'Israël. Mais, au cours de l'Histoire, le mouvement sioniste a compris qu'il fallait accepter un compromis, qu'il était impossible d'expulser tous les Arabes, que le monde ne le permettrait pas, et que cela est injuste. Le mouvement palestinien lui aussi a, dès le début, voulu toute la terre. Mais aujourd'hui encore, il exige, de fait, toute la terre.

E mesmo quanto ao problemas dos colonatos, ele diz:


... (la colonisation) ne fait que renforcer la motivation des Palestiniens contre nous et fortifie le Hamas et le Jihad islamique. Cependant, elle n'est pas la racine du problème. Car, avant même les colonies, les Palestiniens récusaient notre présence sur cette terre, rejetaient le partage. Et ils le feront, même quand il n'y aura plus de colonies.

Quanto o jornalista lhe diz que ele está a ser pessimista, a resposta não poderia ser mais clara:


Je me tiens toujours pour de gauche, la gauche qui dit qu'il est juste qu'il y ait un partage entre deux Etats. Je le veux, par esprit de justice et par réalisme. Le problème, à mes yeux, est que les Palestiniens ne l'acceptent pas, et, qu'en fin de compte, l'ensemble du monde islamique n'accepte pas notre présence ici : ni sur 80 %, ni même sur 10 % du territoire. De sorte que le combat continuera pendant des décennies. Sauf si un bouleversement de conscience intervient chez les Palestiniens, comme chez les Arabes, et qu'ils acceptent le compromis historique. Alors, ce conflit pourra se clore. Sinon, il n'y aura ici qu'un seul Etat : juif sans minorité arabe, ou arabe sans minorité juive. Ou il n'y aura plus rien, car cette région sera détruite par une apocalypse atomique, ce n'est pas invraisemblable.

Uma boa entrevista que deveria fazer alguns reflectir sobre o que está verdadeiramente em jogo, para não embarcarem em explicações simplistas e simplificadores de um problema que ultrapassa em muito os intervenientes locais.



publicado por Rui Oliveira às 13:19
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Quem quer ser milionário?
Por vezes perco algum tempo a ver este concurso. Aliás, este tipo de concurso é praticamente o único que suporto ver.

Mas na edição de ontem, 26.01.2004, ficou impressionado. Não é que uma das perguntas que era, mais ou menos (estou a escrever de memória), "Como se denominavam as reuniões que Antero de Quental fazia em Coimbra?" tinha todas as respostas erradas. O concorrente não acertou, mas o Jorge Gabriel informou então que a resposa era "Conferências do Casino". E eu a julgar que estas tinham sido em Lisboa (já o Antero tinha abandonado Coimbra há uns anitos, pois formou-se em 1863 e as Conferências foram em 1871).

Por acaso o concorrente não sabia, mas e se soubesse? Mais cuidado seria melhor. A exactidão nunca fez mal a ninguém.
publicado por Rui Oliveira às 02:01
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Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2004
Aindas as armas de destruição maciça...
Houve declarações de David Kay, o ex-chefe da procura de ADM no Iraque, que passaram despercebidas a grande parte da imprensa. Hoje, no Jornal de Notícias dá-se conta que, afinal, David Kay pensa que as armas podem estar na Síria, como se pode ler aqui.

Mais desenvolvimentos pode ler-se a partir do Instapundit.

Aliás que ler regularmente a Proche-Orient.info, desde o dia 19/01/2004 sabia desta possibilidade através da denúncia de um dissidente sírio. Ver actualizações aqui.

PS. Já agora vejam também o Valete Fratres sobre o mesmo assunto.
publicado por Rui Oliveira às 10:14
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Alguém não gosta mesmo dele
Aissa Dermouche, prefeito do Jura e primeiro prefeito francês vindo da imigração, é um homem com pouca sorte. Numa semana, dois atentados a bomba a ele dirigidos, como se pode ler aqui.

A quem este homem meterá medo? Será por ser de origem argelina ou por ser alguém que se integrou perfeitamente?
publicado por Rui Oliveira às 09:46
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Hooligans anti-globalização

Interessante esta parte da notícia do Jornal de Notícias:

Após a manifestação autorizada de Coire, em que participaram cerca de 1200 pessoas, o comboio que as levava de volta a Zurique foi de tal forma vandalizado que a companhia ferroviária concluiu que terá de o retirar de circulação.
Numerosos vidros partidos, paredes das carruagens pintadas, o vidro da cabina da locomotiva completamente opaco e alavanca de segurança arrancada, foram alguns dos danos contabilizados.
Em Tessin, manifestantes jovens entraram anteontem à noite nos estúdios da televisão suíça italiana e foram entrevistados antes de dispersarem. Nove pessoas foram detidas, entre elas um homem com um gás perigoso.


Não há dúvida que os manifestantes anti-globalização têm uma forte argumentação contra a globalização. Admirável mundo novo que esta gente propõe, não é?

publicado por Rui Oliveira às 09:31
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Sábado, 24 de Janeiro de 2004
Jenny Tonge sofre consequências...
Segundo esta notícia,  a deputada britânica do Liberal Democratic Party, Jenny Tonge, foi castigada pelo seu partido devido às afirmações que fez numa concentração pró-palestiniana e que depois repetiu na televisão (estas eu tive oportunidade de as ouvir na quinta-feira passada na Sky News).

Nessas declarações, Tonge disse que compreendia o desespero dos suicidas palestinianos e que ela própria poderia, se estivesse naquelas condições, tornar-se numa bombista suicida. No entanto, Charles Kennedy, líder do partido, considerou essas afirmações como inaceitáveis.

De facto, quando se vê que estes atentados suicidas são instrumentalizados, que nada têm que ver com o desespero de um povo (que não nego que exista - de quem é a culpa é que já é outro problema), mas sim com uma cruel estratégia de combate de uns radicais contra o estado de Israel, a quem eles negam o simples direito de existir, não pode haver qualquer tipo de compreensão com esses actos, caso contário, mais vale dizer adeus aos nossos valores civilizacionais.

É preciso ser intolerante com a intolerância.
publicado por Rui Oliveira às 00:39
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Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2004
A história de "Delenda Carthago"

Estava eu a passar os olhos pelo blog de Óscar Mascarenhas quando deparo com esta frase:

Vamos agora à questão da Ordem dos Jornalistas. Vamos pensar nisso.
Primeiro: não é estranho que a questão da ordem surja agora como uma «delenda Carthago» (ó Vital, dellenda não é com dois ll? – bem me parecia…)

Bom de facto "delenda" só tem um "l", porque é o gerundivo do verbo deleo, verbo da segunda conjungação (tema em "e")  que quer dizer, entre outras coisas, "apagar, riscar, destruir". O gerundivo é "delendus, a, um" (forma masculina, feminina e neutra), estando na expressão em apreço no feminino por Carthago ser do género feminino.

Mas, esta pequena expressão "delenda Carthago" o que é que quer dizer e porque é utilizada ainda hoje com alguma regularidade.

Em primeiro lugar, é preciso dizer que ela é utilizada para expressar uma ideia fixa que alguém tem sobre alguma coisa, que tenta realizá-la por todos os meios e à qual regressa sempre. Isto é, uma teimosia da qual não se desiste.

Mas, qual a origem desta frase e porque é que ela tomou esta vida própria?

A frase latina em questão "delenda Carthago est" quer dizer "é preciso destruir Cartago" e é atribuída a Catão, o Antigo. Como se sabe, a cidade Cartago enfrentou Roma em três guerras, ao longo dos séc. III e II a.C.

Depois da 2ª Guerra Púnica, sobretudo depois da batalha de Zama, em 202 a.C., Cartago perdeu muita da sua importância e teve que sujeitar-se às duras imposições feitas pelo vencedor, Roma. Mas, em 153 a.C., Catão o Antigo foi embaixador em Cartago e teve oportunidade de observar de perto o renascimento económico da cidade. Regressado a Roma, diz-se que, no termo de qualquer discurso que proferisse, não importando o assunto tratado, Catão o acabava com as seguintes palavras: "ceterum censeo Carthaginem esse delendam" ou seja, "quanto ao resto, penso que Cartago deve ser destruída".

Daí "delenda Carthago est" ou "delenda Carthago" (com omissão do verbo sum).

Como se sabe, no fim da III Guerra Púnica, Cartago foi mesmo destruída e em 146 a.C. desapareceu a mais séria concorrente de Roma no domínio do Mar Mediterrâneo.

PS - A propósito do verbo deleo, é preciso dizer que ele originou uma palavra que tem muita utilização nos dias de hoje. Toda a gente conhece a tecla delete no teclado do computador. De onde pensam que veio a palavra? É uma palavra inglesa, claro, mas vinda do latim.

Delete vem do particípio da voz passiva de deleo, isto é, de deletus, que entrou no inglês nos finais do séc. XV.

E é assim que uma língua germânica como o inglês tem muito vocabulário de origem latina.

  

publicado por Rui Oliveira às 01:31
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Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2004
Novas adições
Na coluna da direita tenho novas hiperligações. Visitem-nas que valem a pena.
- Biased BBC
- Observador
- Quadratura do Círculo
publicado por Rui Oliveira às 21:46
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Não há anti-semitismo na Europa?
Para aqueles que acham que não há anti-semitismo na Europa, gostavam de saber o que é que eles acham desta notícia.

A Europa dá sinais preocupantes, mas continua a assobiar para o lado.
publicado por Rui Oliveira às 15:03
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