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Sábado, 21 de Outubro de 2006
Rankings
Estive a ler os suplementos que tanto o Jornal de Notícias
(em que parte do suplemento se pode ler aqui) como o Público trazem hoje sobre o ranking das escolas secundárias, tendo como base os resultados obtidos nos exames pelos alunos do 12.º ano.

Já sabemos que estes rankings valem o que valem, que até se pode tentar desvalorizá-los, mas mesmo assim, há algumas conclusões que eles nos permitem tirar e em, em concreto, sobre uma dessas conclusões que vou referir: a desigualdade que provoca no acesso à universidade.

Não ligando às escolas privadas, vê-se que a igualdade propalada pela escola pública é uma falsidade pois os resultados do litoral são sistematicamente superiores aos do interior, no fundo, replicando a diferença que se nota a vários níveis entre litoral e interior em Portugal. É certo que, por exemplo, as condições sócio-económicas são muito diferentes, mas essas diferenças notam-se também dentro dos próprios concelhos.

Ora, esta disparidade nas notas de exame, que depois têm repercussão na classificação final da disciplina (para os alunos internos os exames só contam 30%), faz com que, com o actual sistema centralizado de ingresso na universidade estatal, os que têm condições mais desfavoráveis estejam sempre em desvantagem, pois, naqueles cursos em que se exigem médias de entrada elevadas, pois as condições de que dispõem não lhes permitem, geralmente, ter resultados tão bons como os outros.

Este sistema é bom para dar mais hipóteses a quem tem mais e, frequentemente, deixar de fora quem tem menos. A conclusão do Secundário e o acesso à universidade deveriams ser coisas diferentes. As universidades, sem capacidade de escolherem os seus alunos segundo os seus próprios critérios, limitam-se a receber alunos... E isso também tem reflexos no aproveitamento académico.

Mas esta desigualdade nem sequer é, talvez a conclusão mais importante que se pode tirar destes rankings. A propósito destes, nunca pensei que elee, por si só, nos digam qual é a melhor ou pior escola "tout court". Como diz, no Público, Fernando Adão da Fonseca, presidente do Fórum para a Liberdade de Educação:

O cerne da questão quando se fala em rankings, este ou qualquer outro, não é tanto a parcela de realidade que conseguem iluminar, mas a capacidade de acção dos agentes sobre essa realidade.

Que é muito pouco como se sabe. Por experiência própria, por pertencer à direcção de uma Associação de Pais de uma Secundária c/ EB, sei que, por melhor que sejam os órgãos de gestão da escola, eles podem muito pouco. Por outro lado, as associações de pais, também por muita vontade que tenham, conseguem influenciar pouco, o sistema não permite. E, no meu caso, nem sequer estou a falar de uma escola complicada, mesmo sendo pública.

Por isso, não deixo também de continuar a concordar com Fernando Adão da Fonseca quando ele diz:

Mais do que a realidade desigual, a duas ou mais velocidades, que os números reflectem, a história do ranking é o espelho de um sistema de ensino pesado, burocrático e centralizado, que ano após ano vai deixando para trás, esquecido até ao próximo ranking, um vasto conjunto de escola e alunos.

Como se vê, para quem quiser olhar com olhos de ver, os rankings não são tão inúteis como isso.
publicado por Rui Oliveira às 18:37
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