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Sexta-feira, 19 de Maio de 2006
Boas e más traduções
Não queria deixar de dar boas-vindas à blogosfera a um colega de tradução, Marco Neves, e ao seu blog Traduzido.

Entres os textos publicados, há um, com título Más traduções, bastante interessante, com o qual estou geralmente de acordo, mas que me suscita também algumas questões. Diz o Marco Neves (destaques meus):
A produção de um texto traduzido tem uma tripla faceta: tem de ser um bom texto (escrito em bom português; mesmo quando o original é mau, pergunto-me?), tem de ser bem traduzido (fiel ao original) e não deve ter aspecto de tradução. A má tradução é uma falha nesses três aspectos: falha na qualidade do texto, falha na tradução, falha na transparência da mesma.
1.º Quando ensinei Técnicas de Tradução no Secundário, a primeira coisa que dizia aos meus alunos é que uma tradução é, antes de mais, um texto e, como tal, tinha que ser tratado. Mas, Marco Neves pergunta se a tradução deve estar em bom português mesmo quando o original é mau. Esta resposta é difícil de dar. Em primeiro lugar, deveríamos interrogar o que "tradução" quer dizer. Dito de modo mais claro, o que entendemos por "tradução". É que o conceito de tradução dos romanos era completamente diferente, por exemplo, daquilo que se entende, geralmente, como tradução. Depois para que fim se faz essa tradução? O objectivo pretendido influencia o método de tradução? Resposta complicada, mas a que voltarei mais tarde.

2.º Como avaliar uma tradução? Que modelo de avaliação utilizaremos? Não podemos andar à cata de erros avulsos e depois proclamar que a tradução é má porque tem não sei quantos erros avulsos. O Marco fala em "fiel ao original". Será este um critério para avaliação de uma tradução? Por um lado, temos o problema de saber o que "fiel" quer dizer. Por outro lado, será que o texto original é sempre relevante? Se acreditarmos, por exemplo, em Hans Vermeer, o texto original não é tido nem achado para o caso. Penso que, nem sempre, a fidelidade ao original é um critério de avaliação de uma tradução. Também aqui, a finalidade da tradução pode ter uma palavra a dizer.

3.º Quanto a não ter um "aspecto de tradução" é também uma discussão muito interessante. Quais são as marcas desse "aspecto de tradução"? Por exemplo, sintácticas? Por exemplo, Lawrence Venuti insurge-se com a excessiva "domesticação" da literatura estrangeira nos Estados Unidos. Ele gostaria de ver nas traduções mais traços que estranhos/estrangeiros que fizessem o leitor americano pensar nas diferenças culturais, por exemplo. Claro que aqui falo da tradução literária. Em muitos outros tipos de tradução, o problema é completamente diferente. Um manual de instruções de uma máquina, por exemplo.

A estes três aspectos que refiro aqui não procurei dar uma resposta, mas apenas levantar mais algumas questões mais sobre o assunto. Tenho, naturalmente, as minhas ideias sobre estes assunto, mas o tempo é pouco para elaborar sobre elas e, sobretudo, o meio, não será o mais adequado (pela extensão que alguns dos pontos teriam).

Todavia, penso que os tradutores devem, cada vez mais, reflectir sobre o seu trabalho. Tal como diz Venuti (que, por acaso, até é um autor em que discordo em muitos aspectos): "Translators, [...], need to develop a theoretical and cultural self-consciousness about the place and function of their work."

Se começarem por aqui, já não será mau e, certamente, haverá menos "más traduções".
publicado por Rui Oliveira às 12:06
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