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Sexta-feira, 28 de Julho de 2006
Rivoli
Esta semana houve muita agitação e muito emoção em redor de um simples acto de gestão da Câmara do Porto: a concessão a privados da exploração do Rivoli. Levantaram-se logo vozes contra o mercantilismo, o economicismo e quejandos. Lamentou-se logo a falta de uma política cultural para o Porto (que talvez não haja mesmo neste momento, mas, para mim, uma política cultural não se faz de subsídios para uma clique de pseudo-intelectuais e pseudo-elites). Fez-se um abaixo-assinado. Sinceramente não percebo tanto barulho...

Rui Rio cometeu algum crime? Para alguns, sim... um crime lesa-cultura. Mas será mesmo? É que quando ouço esta gente falar em cultura, gostava que eles explicassem de que "cultura" falam. É que tenho a impressão de que não falamos da mesma coisa (e não me acusem de economicista e outras coisas que tais, pois eu de economia ou gestão até nem percebo muito, aliás até sou de Letras). Também não sou daqueles que coloque a cultura num patamar para além da compreensão do comum mortal, só ao alcance dos eleitos (não tenho muito tempo para uma definição de cultura, mas, fica aqui já prometido que voltarei a falar de cultura e também do conceito de cultura que partilho).

Mas o que me leva a escrever este texto foi ter conhecido através d'a Baixa do Porto uma menção a este texto anónimo miserável. Tenho a certeza que muita gente que assinou esta petição de modo algum subscreve este texto pretensamente humorístico.
publicado por Rui Oliveira às 23:24
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Segunda-feira, 24 de Julho de 2006
Depois querem que acreditemos neles...
O governo espanhol e o partido que o sustenta nesta situação de crise do Médio Oriente têm mostrado bem de que lado estão. É claro que estão do lado dos terroristas do Hezbollah. Mas apesar disso até ficam ofendidos quando lhes chamam anti-semitas.

Mas, depois, põem-se a fazer afirmações como esta:

El secretario de Organización del PSOE, José Blanco, ha asegurado hoy que las víctimas civiles provocadas por los bombardeos israelíes en Líbano no son “daños colaterales” sino un “objetivo buscado”. El dirigente socialista ha condenado las acciones terroristas del grupo libanés Hezbolá y “la desproporcionada respuesta de Israel y sus ataques indiscriminados contra la población de Líbano”.

Para além da discutível questão da proporcionalidade (proporcionalidade em relação a quê quando se tem um inimigo que tem como objectivo a destruição de Israel), dizer que Israel procura matar civis de propósito só pode vir da mente completamente enviesada e perversa de um esquerdista típico (sendo certo que um direitista antiliberal e partidário do autoritarismo também tem este tipo de visão).

Alguém acredita que se Israel quisesse matar civis indiscriminadamente (quem faz isso é o Hezbollah), com o poder de fogo que tem, não teria morto muitos mais?

Este tipo de afirmações só serve para me convencer que o PSOE é, verdadeiramente, anti-semita. Bem pode o Moratinos ficar furioso com esa acusação, mas o PSOE não faz nada limpar a imagem.

Parece que se confirmar o velho ditado popular: (Com o PSOE no governo) De Espanha nem bom vento, nem bom casamento!
publicado por Rui Oliveira às 21:39
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Segunda-feira, 17 de Julho de 2006
Leitura obrigatória...
... para o artigo no JN de Francisco José Viegas.
Quando se trata de Médio Oriente, ou seja, quando se trata de atacar Israel, a tarefa está facilitada em larga escala. Um contingente de meninas idiotas e genericamente ignorantes, que assina peças de "internacional" nas nossas televisões, não se tem cansado de falar na "agressão israelita" e apenas por pudor, acredito, não tem valorizado os "heróis do Hezbollah". Infelizmente, nem a ignorância paga imposto nem o seu atrevimento costuma ser punido.

Isolado desde 1947, quando as Nações Unidas decidiram pela criação de dois estados na região (um israelita, outro árabe) Israel não enfrenta apenas a provocação deliberada ou pontual do Hamas e do Hezbollah. Essa provocação tem sido permanente e é ela a razão de não existir na região um estado palestiniano livre e democrático - não o quiseram, primeiro, os estados árabes da região que invadiram Israel mal a sua independência foi pronunciada; não o quiseram, depois, os estados que tutelaram os actuais territórios da Faixa de Gaza e da Cisjordânia; não o quis, depois, todo o conjunto de organizações militares terroristas nascidas à sombra da OLP e da figura tutelar de Yasser Arafat, a quem cabem historicamente responsabilidades directas na falência dessa tentativa de criar um estado palestiniano.
Leiam tudo que vale a pena.
publicado por Rui Oliveira às 17:05
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Sábado, 15 de Julho de 2006
Grand Prix du Centennaire
Há cem anos atrás, mais precisamente em 26 e 27 de Junho de 1906, disputou-se a primeira corrida de automóveis a que se deu o nome de "Grand Prix": foi o Grand Prix de l'Automobile Club de France, antepassado directo da Fórmula 1 actual. Por isso, o Grande Prémio de França que se disputa este ano, neste fim-de-semana, também é o Grand Prix du Centennaire.

A história da criação deste grande prémio automobilístico é uma história que nasce do descontentamento francês em relação à prova mais famosa da época. Se o Grand Prix de l'ACF pode ser considerado o antepassado directos dos grandes prémios actuais, é certo que já havia diversas corridas para os tipos de carros que disputaram o primeiro grande prémio da história. Por exemplo, a prova mais famosa da época era a Coupe Gordon Bennet.

Esta competição foi criada por James Gordon-Bennet, filho do proprietário do New York Herald, que vivia em França, seu país de adopção, que decidiu, no final de 1899, criar uma competição internacional, com o seu nome, disputada por todas as nações, cada uma representada por três nações cujas viaturas tinham que ser fabricadas inteiramente nesse país (acessórios e tudo). A organização foi dada ao ACF e as seguintes seriam dadas ao país que vencesse a competição. Em França, na altura o país com a indústria automóvel mais desenvolvida do mundo, o caso deu logo escândalo, pois se a maioria dos países do mundo tinham dificuldades para apresentar três carros na prova, a França tinha várias marcas que o podiam fazer. O ACF escolheu a Panhard-Levassor, deixando de fora, por exemplo a Mors (bastante forte nesse ano).

Embora os franceses tivessem dominado praticamente todas as edições desta competição, excepto 1902 e 1903, ganhas, respectivamente pelo Napier de Edge (Grã-Bretanha) e o Mercedes de Jenatzy (Alemanha), o descontentamento entre as marcas francesas aumentavam cada vez mais. Em 1904 e 1905, o ACF teve que escolher os seus três representantes através de eliminatórias em provas com mais de 500 km, pois várias marcas tinham carros preparados para disputarem a prova.

Os franceses pensavam que a regra de 3 viaturas por nação era injusta para a sua indústria automóvel (a mais pujante de então). Por isso, desde o final de 1904, o ACF idealizou o projecto da realização de um Grand Prix de l'ACF, em que os franceses teriam direito a 18 automóveis, a Inglaterra e a Alemanha 6, os Estados Unidos, Áustria, Itália, Bélgica e Suíça 3. Adiada a sua realização em 1905, ele acabou por ser realizar em 1906.

Em 1906, é desenhado um circuito com um perímetro de 103,180 km (!) em Le Mans (nada a ver com o circuito actual das 24 horas), que seria percorrido 12 vezes em dois dias, totalizando uma distância de 1238,160 km (!!).

Após 6 voltas no primeiro dia os carros iam para um parque fechado, onde nenhuma intervenção era autorizada, partindo no dia seguinte separados pelas distâncias com que tinham acabado o dia anterior.

As regras para os automóveis eram simples: peso máximo de 1000 kg (7 kg de tolerância para os equipados com magneto). Os carros em presença tinham cilindradas que iam dos modestos 7433 cm3 do Grégoire até aos 18279 cm3 do Panhard-Levassor, com motores de 4 cilindros.

O vencedor foi Ferenc Szisz um emigrante húngaro, que primeiro foi mecânico depois pilot principal da Renault, ao voltante do seu Renault de 12986 cm3 que percorreu a distância total em 12h 14m 07s à média de 101,195 km/h, bem à frente do segundo classificado, o italiano Felice Nazzaro (Fiat 16286 cm3), que gastou 12h 46m 26,2s.

Um novo passo em frente foi dado no automobilismo foi dado com a realização deste grande prémio, embora, provavelmente, na época, pouca gente se tivesse apercebido disso (por exemplo, os ingleses boicotaram a prova, mas ninguém notou a sua falta).
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publicado por Rui Oliveira às 11:19
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Sexta-feira, 14 de Julho de 2006
Mais um "lapsus linguae"
É incrível que, quando se fala de Israel, a RTP-N tenha tantos "lapsus linguae" (outro aqui). Ouço agora, no notíciário transmitido após o final da Volta à França, que os mísseis lançados pelo Hezbollah no norte de Israel causaram dois mortos entre os colonos. Entre os colonos? Que colonos?

Que eu saiba, as cidades israelitas do norte não estão naquilo a que se chama habitualmente "territórios ocupados" que são, como se sabe, a Cisjordânia e Faixa de Gaza (embora esta, antes do rapto do soldado israelita, estivesse já completamente desocupada). Por isso, nunca se poderia tratar de colonos. A não ser, é claro, que o pessoal da RTP-N siga a cartilha do Hamas que, como não reconhece Israel, considera que todo o território de Israel é território ocupado.

Ai, estas imprecisões linguísticas reveladoras!
publicado por Rui Oliveira às 16:59
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Brem prega Frei Tomás
... ou, continuando numa de vox populi, "olha para o que digo, não olhes para o que faço" é que se pode concluir desta notícias do The Boston Globe:
PROVINCETOWN -- Town leaders here are holding a public meeting today to air concerns about slurs and bigoted behavior. And this time, they say, it's gay people who are displaying intolerance.
Para mim nem sequer é surpresa, aqueles que andam sempre com a palavra tolerância na boca, são frequentemente os mais intolerantes.
publicado por Rui Oliveira às 14:50
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Quarta-feira, 5 de Julho de 2006
Viva Italia
Bem já que não chegámos à final, passo a declarar o meu apoio à Itália, não por que eu seja antifrancês, mas apenas porque gosto mais da Itália e da equipa italiana.

Quanto a Portugal, fez um bom campeonato, mas não houve um jogo que fosse excepcional, a não ser quanto à vontade de vencer que essa esteve sempre lá. Mas, apesar de termos excelentes jogadores a equipa tinha pouco poder de fogo: Pauleta, Pauleta e Pauleta (e como este não estava inspirado, nicles); Postiga e Nuno Gomes não contavam para o totobola.

É um problema que Scolari tem que resolver se continuar em Portugal que, por mim, pode continuar a ser o seleccionador português.

No que respeita à França, só posso dizer que há quinze/vinte dias atrás os fãs franceses dificilmente poderiam imaginar a chegada à final. Estive em Paris em Junho, tendo chegado no dia seguinte ao do empate da França com a Suíça. O tom na imprensa e na televisão era absolutamente deprimente (tenho pena de ter deitado fora o L'Équipe e o Le Figaro que comprei nesse dia; tinham uns comentários giros). Quem ouviu os franceses então (o Domenech era de burro para cima) e quem os ouve agora! Nem parecem os mesmos. Mas, enfim, não tendo jogado muito mais que Portugal, foram suficientemente espertos para manterem aquela vantagem mínima.

Bem, apesar de tudo Portugal não se pode queixar: fez um Mundial muito acima do que está habituado. E isso é mérito do Scolari (mas que o homem também tem defeitos, ai isso tem!)
publicado por Rui Oliveira às 23:21
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