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Quarta-feira, 30 de Junho de 2004
Histeria colectiva
Continua a histeria colectiva à esquerda (e também, já agora, em alguma direita) no actual processo político de substituição do primeiro-ministro. Tenho ouvido as coisas mais mirabolantes, mas vou apenas apontar algumas daquelas que me parecem mais cheias de má-fé.


Ouço Francisco Louça utilizar o adjectivo "tribal" para caracterizar o que se passa actualmente no PSD. Se bem que o se passe no PSD não seja muito bonito, pois há gente a falar demais e a pôr-se em bicos de pés, parece-me que Louça não está habituado é a uma coisa chamada diferença de opiniões dentro do mesmo partido. Nós sabemos que o Bloco de Esquerda está mais habituado a ter carneiros do que pessoas que pensam pela sua própria cabeça (não acompanho de perto o que se passa no Bloco, mas ele parece-me mais monolítico do que o próprio PCP). Louçã tem uma congregaçaõ de fiéis muito obedientes, que até comparecem em manifestações convocadas por SMS (aliás, uma táctica esquerdista utilizada em Espanha na véspera das eleições de 14 de Março para convocar uma manifestaçáo ilegal - Trotsky teria aprovado). Aliás o uso de adjectivos e de chavões é o forte do BE, porque no que respeita a ideias para um país aquilo é pior que o deserto de Gobi (e tal como neste último, também no BE há para lá muito dinossauro).

Mário Soares, por seu lado, fala de presente envenenado. Supõe-se que só será envenenado para Barroso, se fosse Vitorino, já não o seria. Falou também das más razões que levaram Barroso para Bruxelas e o facto de ele ser uma (alegada) 3.ª escolha. Soares esquece-se que até Jacques Delors não foi uma primeira escolha e o nome dele só foi avançado porque a Inglaterra bloqueou Claude Cheysson. Romano Prodi foi um verdadeiro desastre, Santer idem, idem, aspas, aspas. Não deve ser difícil fazer melhor do que eles. Soares demonstra aqui aquilo que sempre demonstrou ao longo da sua vida política, por debaixo de uma capa de bonomia, um profundo ressabiamento quando as coisas não são como ele, do alto da sua elevada sabedoria, pensa que deveriam ser.

Por outro lado, todo este histerismo da esquerda tem como objectivo forçar o presidente a marcar eleições antecipadas, pois têm medo que passe o momento (em que eles pensam que podem vencer). Por isso o histerismo está a atingir o seu ponto máximo. No entanto, a esquerda deveria saber, citando uma eminência do nosso futebol, que "o que é verdade hoje, é mentira amanhã". Nada me garante que a esquerda venceria uma eleições legislativas disputadas lá para Outubro. Nas legislativas não haverá 61% de abstenção (que prejudicou sobretudo o PSD) e há muita gente que torcerá o nariz a ver um a organização anti-democrática como o BE a poder entrar para o governo pela mão esquerda do PS. Depois de 1975 conseguiu-se manter a esquerda antidemocrática fora do governo (bem, esquerda democrática, para mim, é quase um oxímoro, mas enfim... fora os elementos sociais-democratas e socialistas não-marxistas do PS, toda a restante esquerda é antidemocrática), pelo que as pessoas a não deixarão agora subir ao poder.

Penso que não se deveriam disputar agora eleições antecipadas, mas penso também que o PSD não as deve temer. Se elas forem marcadas, o PSD deve fazer tudo para as ganhar... e isso está longe de ser impossível.

Post-scriptum. Podem perguntar os meus leitores porque falo eu só do PSD e não do CDS-PP. Bom, a resposta é simples: primeiro, o problema está sobretudo nas mãos do PSD; segundo, sou há muitos anos um militante de base do PSD (nunca estive em qualquer órgão do partido, limitando-me a votar, quer nas eleições no partido, quer nas nacionais). Interessa-me o que PSD possa fazer, não tanto o que o CDS-PP faça. Até agora a coligação tem funcionado e, espero, que continue a funcionar, pelo menos, até 2006.
publicado por Rui Oliveira às 14:20
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Terça-feira, 29 de Junho de 2004
Carta aberta
O Prof. Freitas decidiu escrever uma carta aberta ao presidente da República. Este senhor pensa que alguém ainda lhe liga alguma ou que um dia chegará a Belém pela mão da esquerda... enfim, sonhos.

Talvez seja bom dizerem ao senhor professor que a esquerda só gosta dele para o citar, mais nada! Nunca votarão nele e nisso têm toda a razão... Votei nele em 1986 e, desde aí, o homem não só perdeu esssas presidenciais como perdeu completamente o norte político. Aliás, posso dizer que, nestes 20 anos que levo de votar em eleições, só lamento ter votado nele, mais valia ter sido em branco...
publicado por Rui Oliveira às 23:51
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Segunda-feira, 28 de Junho de 2004
Manifestação SMS
Acho piada à espontaneidade da manifestação em frente ao Palácio de Belém (e só falo desta porque aquela para a Praça da Batalha no Porto não se realizou por falta de comparência). Não é preciso ser muito perspicaz para se perceber que foi o Bloco de Esquerda que a convocou. Quem isto não for capaz de perceber, então não anda com os pés assentes neste país.

E as declarações que Miguel Portas fez à rádio assim o indicam claramente, pois ele ameaçou que a contestação iria em crescendo até obrigarem a marcar eleições. Percebe-se, ameaças de instabilidade com o "povo" na rua é algo de que o Bloco de Esquerda gosta e é, na verdade, onde eles se sentem bem.

Percebe-se bem também que eles querem eleições agora, agora e não num outro momento qualquer, porque sentem que o PS de Ferro pode ganhar eleições e, caso isso acontecesse (espero que seja apenas uma hipótese académica para o dia de S. Nunca à tarde) e não tendo o PS maioria absoluta, o Bloco sente que poderia entrar para o governo. E nunca como agora se sentiu a sede de poder que alguns elementos do Bloco demonstram. Os idiotas úteis que para lá foram, estou-me a lembrar de Helena Roseta por exemplo, estiveram ontem ao serviço do Bloco de Esquerda. E, talvez, essa gente se devesse lembrar que o Bloco de Esquerda não é uma organização democrática...

De qualquer forma, mesmo indo para eleições, não dou como provado que o PS ganharia as eleições legislativas. Está também nas nossas mãos que isso não aconteça.
publicado por Rui Oliveira às 09:35
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Domingo, 27 de Junho de 2004
Excitações

Anda por aí muita esquerda blogosférica histérica a pedir eleições antecipadas. Desde já digo que não entro em debates sobre a Constituição, pois não só não sou constitucionalista, como nem sequer conheço muito bem a nossa lei fundamental. Mas que votamos para um parlamento e não para um primeiro-ministro isso eu sei.

No entanto, compreendo o histerismo canhoto, pois ele só querem é cavalgar na onda. Aliás, ouvir o Louçã dizer que não aceita nada mais do que a "consulta democrática a todos os portugueses" é de rir, pois o Bloco de Esquerda não é uma organização democrática, não gosta muito do povo e apenas exige, agora, eleições porque ao fim destes anos estão fartos de serem apenas os queridos dos intelectuais e quejandos e querem um pouquinho de poder. E esse pode ser conseguido com a prestimosa ajuda de Ferro Rodrigues numa conjuntura que jamais se repetirá.

Quanto ao PCP, outra posição não seria de esperar. Derrubar governos é a aspiração máxima que os comunistas têm neste momento na vida política portuguesa.

Quanto ao PS, a política errática do costume. Agora também querem cavalgar a onda. Ainda por cima o pior já passou (economicamente falando) pelo que eles querem aproveitar para fazer um brilharete.

Para mim, há uma vantagem enorme, ingente, na não convocação de eleições. Qualquer primeiro-ministro nomeado pelo PSD será infinitamente melhor do que o Ferro Rodrigues (que não deveríamos desejar sequer aos nossos piores inimigos que o tivessem como primeiro-ministro). O evitar dessa hipótese justifica só por si o não às eleições antecipadas.

Como podem ver, não é uma argumentação lá muito constitucional (mas, também se formos a eleições, tudo farei para que a esquerda não ganhe. Não será muito, mas será de boa-vontade).

publicado por Rui Oliveira às 00:13
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Sábado, 26 de Junho de 2004
Gay Pride Parade em Telavive
Acreditem que isto nunca poderia ter acontecido em Ramallah.
publicado por Rui Oliveira às 23:57
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"The Swedenization of Europe"

Artigo de leitura muito interessante este de Per Ahlmark (ex-vice primeiro-ministro sueco). O início anuncia logo o tom:

Anti-Semitism, anti-Zionism, and anti-Americanism are becoming linked and ever more rabid in today's Europe. They arise from a kind of blindness, combined with a strange mixture of alienation, guilt, and fear toward both Israel and America.

Penso que só os mais distraídos não notaram ainda que anti-semitismo e anti-americanismo andam de mãos dadas (e que dizer-se anti-sionista é apenas um disfarce hipócrita).

Mas o artigo toca um ponto que muitas elites europeias dão como axiomático: a Europa como uma "superpotência moral". O autor, que é sueco, conhece bem este complexo de superioridade moral, pois é a ideia que os suecos (ou a classes política sueca) têm deles próprios. O espalhar deste modo de pensar é aquilo que ele chama "swedenization" da Europa. Mas como o autor relembra:

Yes, today's EU is a miracle for a continent where two modern totalitarian movements - Communism and Nazism - unleashed rivers of blood. But what Europe forgets is how those ideologies were overcome. Without the US Army, Western Europe would not have been liberated in 1945. Without the Marshall Plan and NATO, it would not have taken off economically. Without the policy of containment under America's security umbrella, the Red Army would have strangled the dream of freedom in Eastern Europe, or brought European unity, but under a flag with red stars.

Mas, o melhor mesmo é ler todo o artigo. Pode ser esclarecedor para alguns. Já agora, o artigo conclui da seguinte forma:

The links between anti-Semitism, anti-Zionism, and anti-Americanism are all too real. Unless Europe's leaders roundly condemn this unholy triple alliance, it will poison Middle East politics and transatlantic relations alike.

Quem não quiser ver isto, nunca compreenderá nada do que se passa no mundo e, especialmente, no Médio-Oriente.

publicado por Rui Oliveira às 23:42
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Sexta-feira, 25 de Junho de 2004
De novo a Idade Média
Em 8 de Junho escrevi aqui um artigo em que falei do erro que é em considerar a Idade Média como a "idade das trevas".

Aliás, o próprio nome de "Idade Média" é, originalmente, pejorativo, pois implica a pressuposição de uma época de sombra entre duas culturas clássicas: a antiga (Antiguidade clássica) e a renascida (Renascimento e, a seguir, a Idade Moderna). No tempo do Iluminismo, pessoas como Voltaire ou Gibbon acentuaram o carácter sombrio desta época, acabando por lhe pôr o título de "idade das trevas".

Apenas com o advento do Romatismo, com tudo o que tinha de reacção anticlássica, a Idade Média começou a ser revalorizada, pois o nacionalismo romântico procurou enfatizar as origens nacionais que apenas se poderiam encontrar na Idade Média, não na cultura clássica, demasiado internacional e igual.

Se há algo que define intrinsecamente a Idade Média é a sua mundovisão teocéntrica, isto é, uma visão do Mundo à luz de Deus. Deste modo, as ciências naturais eram estudadas e sistematizadas à luz da Filosofia e da Teologia. A visão da realidade era assim compreendida num conjunto simultâneo e coerente. Isto teve como consequência uma certa demonização da ciência quando esta pretendia sair da órbita da Filosofia ou da Teologia, mas este defeito manteve-se para além da Idade Média, veja-se o caso de Galileu em pleno séc. XVII, muito por culpa, também da Inquisição - cuja influência, mais do que o número de pessoas que prendeu e torturou (houve ditaduras do séc. XX que torturaram e mataram, em poucos anos, muitas mais pessoas do que a inquisição em quatro séculos), se exerceu pelo completo fechamento dos países (neste caso Portugal, Espanha e Itália) a correntes modernas de pensamento e avanços científicos. O apertado controlo do pensamento retardou Portugal e Espanha (mais do que a Itália que devido a sua desunião era um caso diferente)e fez perder o comboio da modernidade a partir de meados do séc. XVI.

Mas todo este artigo foi-me inspirado por o que li num livro intitulado "Western Linguistics - An historical introduction" (Blackwell Publishers) de Pieter Sauren em que na pág. 39 diz o seguinte:

We will now look a little more closely at the way the medieval scholars were treated in the Renaissance linguistic literature. We will see that Renaissance authors simply refuse to refer to their medieval predecessors, even if they must known about them (as appears, inter alia, from the terminology used). Instead, they refer lavishly to the ancient grammarians, not just Priscian but many others as well. The price of this reversal to Antiquity, however, was an immediate dramatic impoverishment of linguistic thought. The most striking feature of Renaissance linguistics is the loss of the rich and creative insights of the Medieval philosophers of language, which were replaced with the somewhat dried up notions culled from ancient authors.

E o que aconteceu no campo da reflexão linguística aconteceu em muitos outros campos. Neste caso específico, algumas destas reflexões dos linguistas medievais foram retomadas no séc. XX, obviamente com outro aparato teórico.

publicado por Rui Oliveira às 12:57
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Curiosidades linguísticas
Uma colega que fez o mestrado comigo enviou-me um e-mail com o seguinte texto:

De aorcdo com uma pqsieusa de uma uinrvesriddae ignlsea, nao ipomtra a odrem plea qaul as lrteas de uma plravaa etaso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia lrteas etejasm no lgaur crteo.

O rseto pdoe ser uma ttaol csãofnuo que vcoe pdoe anida ler sem gnderas pobrlmea. Itso é poqrue nós nao lmeos cdaa lrtea isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.

Cosiruo não?

Esta brincadeira é mais séria do que parece. Não sei se a teoria está correcta ou não (neste texto, penso que todos conseguem lê-lo), mas a linguagem humana, a sua produção e compreensão é algo de verdadeiramente complexo.
publicado por Rui Oliveira às 10:44
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Euro 2004
Não há, efectivamente, palavras para aquilo que se passou ontem com a vitória de Portugal. As bandeiras e o cantar espontâneo do hino vai continuar, pelo menos, quase por mais uma semana.

Intelectuais, sociólogos e outros que tais, se não quiserem continuar a ver aquilo que eles chamam "nacionalismo bacoco e patrioteiro", só têm que emigrar até ao final do Euriopeu. E, já agora, alguns podiam ficar no estrangeiro que não fazem cá falta nenhuma.
publicado por Rui Oliveira às 10:34
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Quinta-feira, 24 de Junho de 2004
S. João
Hoje é S. João porque a Igreja escolheu este dia como o dia para festejar o nascimento de S. João Baptista (assim designado para o diferenciar do outro S. João, o Evangelista). A celebração do nascimento de João Baptista é muito antiga na Igreja e encontra-se já em África no tempo de Santo Agostinho (354-430).

No entanto, João Baptista é um caso particular entre os santos porque a Igreja celebra normalmente os seus santos nos dias em que estes morreram. Tal não se passa com João Baptista, nem aliás com a Virgem Maria, o que atesta a excepcionalidade deste santo. E porquê tal distinção?

Certamente devido à missão única que lhe foi confiada, pois foi ele aquele que anunciou Cristo e o apresentou ao mundo. É o profeta por excelência, o Precursor imediato de Cristo, aquele que com a sua palavra e com a sua vida aponta as condições necessárias para se receber a Salvação.

Esta solenidade celebra-se 6 meses antes do Natal e é precedida da Anunciação (a 25 de Março) em que o anjo diz a Maria que "a tua parente Isabel (nota: a mãe de João) concebeu um filho na sua velhice e já está no sexto mês, ela, a quem chamavam estéril" (Lc 1, 36). Deste modo, o 25 de Março (Anunciação), o 24 de Junho (nascimento de S. João Baptista) e 25 de Dezembro (Natal do Senhor) mantêm entre si uma mútua relação. As presumidas influências pagãs do solstício de Verão para a criação da festa talvez não tenham nada que ver com o assunto (estou a preparar um texto sobre o Natal, lá para Dezembro, em que voltarei a este tema e procurarei explicitar o porquê desta minha afirmação).

Para mais informações sobre S. João Baptista poderão consultar este artigo da Catholic Encyclopedia.
publicado por Rui Oliveira às 11:02
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