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Sexta-feira, 30 de Abril de 2004
Roland Ratzenberger
No dia 1 de Maio fará dez anos que Ayrton Senna morreu devido a um acidente no circuito de Imola, durante o GP de São Marino. No entanto, não podemos esquecer que esse GP foi trágico não apenas pela morte de Senna, mas também porque no dia anterior, 30 de Abril, durante os treinos, faleceu Roland Ratzenberger, depois de um despiste a cerca de 320 km/h, na curva Gilles Villeneuve, ao volante do seu Simtek S941/Cosworth V8.

O desporto automóvel não vive só dos seus grandes mitos, mas também de todos aqueles que competiram, com menor ou maior fortuna, para ganharem ou, simplesmente, fazerem aquilo de que gostavam. Muitos dos menos conhecidos, e falo só a nível da F1, deram também a sua vida por esta profissão e/ou paixão.

Roland Ratzenberger foi um desses que, apesar de muito ter trabalhado, nunca conseguiu chegar ao topo da sua profissão, ao contrário de Senna. Por esse motivo, e também por todas as baterias mediáticas estarem viradas para Ayrton Senna, decidi falar também de Ratzenberger, pois a história da F1 também passa por aqueles que quase não fizeram história.

Roland Ratzenberger nasceu a 4 de Julho de 1960 (embora, oficialmente, ele dissesse ter nascido em 1962, pois acreditava que sendo dois anos mais anos poderia beneficiar a sua carreira) em Salzburgo, na Áustria. No automobilismo, começou a dar nas vistas na Fórmula Ford na Áustria e, internacionalmente, em 1986, com a sua vitória no Formula Ford Festival em Brands Hatch. Nos anos de 1987 e 88, tentou, com pouco sucesso, uma carreira na F3 inglesa e nos anos seguintes, com um pouco mais de sucesso, na F3000 inglesa.

As suas qualidades não passaram despercebidas à BMW Motorsport que o integrou na equipa oficial em vários campeonatos de Turismos.

Rumando ao Japão, depois dos protótipos, chega à F3000 japonesa onde tenta relançar a sua carreira em monolugares. Em 1992, vence em Suzuka e é 5.º no final do Campeonato de F3000 japonês num Lola/Mugen-Honda e, em 1993, é 12.º.

Pelo meio fica um 5.º lugar nas 24 horas de Le Mans em 1993 com um Toyota.

Em 1994, Ratzenberger fez um acordo com a modesta equipa Simtek (estreante nesse ano) para participar em 5 provas de F1, esperando angariar nesse entretanto o dinheiro suficiente para completar a temporada. Ao seu lado, nessa equipa, estava David Brabham (que também nunca conseguiu ser uma estrela como Jack Brabham, seu pai, triplo campeão mundial em 59, 60 e 66).

Ratzenberger começou por não se qualificar para o GP do Brasil em Interlagos, qualificou-se para o GP do Pacífico no circuito de Aida (Japão), partindo do 26.º lugar e acabando no 11.º a 5 voltas do vencedor (Schumacher em Benetton/Ford Cosworth V8) e, por fim, qualificou-se em 26.º lugar para o GP de São Marino em Imola (Itália), mas, obviamente, não partiu, pois morreu nos treinos já depois de ter obtido o tempo que lhe dava acesso à grelha.

Esta feita a evocação deste piloto, pois nem só de vencedores se faz a história.</p>
publicado por Rui Oliveira às 00:39
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Quinta-feira, 29 de Abril de 2004
O politicamente correcto é racista
Interessante o discurso de Trevor Phillips, principal responsável pela Comissão para a Igualdade Racial na Grã-Bretanha. Apesar de pertencer a um organismo cujo nome não augura nada de bom (eu preocupo-me com a igualdade entre as pessoas, independentemente das raças, do que com pressupostos comunitaristas), Phillips fez um discurso aos funcionários públicos em que disse que o politicamente correcto em relação às minorias é racista. Eis alguns passos:

The head of the Commission for Racial Equality launched an attack on liberal Britain yesterday, claiming "misguided" polices on ethnic minorities were inherently racist.

Trevor Phillips accused council leaders, health professionals, social workers and police chiefs of practising a culture of political correctness which he claimed led to the "benign neglect" of ethnic minorities.

Mr Phillips hit out at a number of targets, including Manchester City Council, which he said allowed Bangladeshi parents to take their children abroad during term time.

"The reason given is that these trips are part of their children learning about their heritage and culture," he said yesterday. "Rubbish. What better way to say to these children, 'We don't care where you are born - you are brown, you are still foreigners and we'll treat you as such?'"

He also claimed that the council was building a school in Bangladesh for its pupils.

Mr Phillips then criticised Clive Wolfendale, the Deputy Chief Constable of North Wales, for addressing a meeting of the Black Police Association (BPA) in a rap-style speech. "Presumably this was an attempt to get down with their supposed 'culture'. How wrong. How patronising," he said. Most members of the BPA were British-born, Mr Phillips said.

He also criticised social workers who failed to intervene in the case of Victoria Climbie, an eight-year-old girl from the Ivory Coast who died in 2000 after months of abuse and neglect by her great aunt and her great aunt's boyfriend. The inquiry into Victoria's death heard that social workers believed the girl's fear of her great aunt was part of her African culture, which emphasised respect for elders.

"There is no aspect of African culture that demands that we turn a blind eye to the degradation and murder of a human being," Mr Phillips said.


Exemplos edificantes sem dúvida.
publicado por Rui Oliveira às 15:00
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Quarta-feira, 28 de Abril de 2004
Fraquinho...
Portugal acaba de empatar com a Suécia a 2 bolas. Jogo fraquinho em que muita coisa correu mal.

- O Scolari embirrou com o Baía, mas o Ricardo teima em dar frangos. Cá para mim o Quim vai ser titular.
- O Figo ultimamente falha mais pénaltis do que aqueles que marca. Porque não os marcam o Rui Costa ou o Pedro Pauleta?
- O Rui Jorge lá conseguiu marcar na própria baliza, mas só à segunda. Primeiro, na sequência de um livre mandou a bola a rasar o poste. Na segunda tentativa, acertou em cheio. Estaria ele em condições de jogar? É que a história do doping está um pouco mal contada (não pensem que embirro com o jogador, vi-o estrear-se na equipa principal do FC Porto contra o MIlão numa liga dos campeões e jogou bem; por outro lado, foi várias vezes campeão no Porto). Só estranho a fixação de Scolari por Rui Jorge.

Bom, só espero que as azelhices tenham acabado de vez.
publicado por Rui Oliveira às 23:30
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Efeméride
Ainda não tive muita oportunidade de o referir, mas sou um grande fã de automobilismo, especialmente de Fórmula 1. Talvez fosse melhor dizer não da Fórmula 1, mas de todas as fórmulas "Grand Prix" desde 1900 até aos dias de hoje. Sim, porque a Fórmula 1, que só apareceu com este nome em 1947, tendo tido o seu primeiro campeonato mundial em 1950, não apareceu por geração espontânea. Quando foi criada, já havia quase 50 anos de competições ao mais alto nível, altíssimo nível mesmo, se nos lembrarmos dos duelos Alfa Romeo - Mercedes-Benz - Auto Union nos anos entre 1934-39.

Mas, voltando à Fórmula 1, que dos outros tempos falarei mais tarde, faz hoje, 30 anos que NIki Lauda ganhou o seu primeiro Grande Prémio, o de Espanha, no circuito de Jarama. Para além da confirmação de um grande piloto, Niki Lauda, marcou também a 50.ª vitória da Ferrari e, mais do que isso, o ressurgimento da Ferrari como uma força séria no Campeonato Mundial. Foi o início de uma série vitoriosa da Ferrari que durou até 1979, com 3 campeonatos do mundo de pilotos (2 de Lauda - 75 e 77 - e 1 de Jody Scheckter em 79) e 4 troféus dos construtores (75, 76, 77 e 79), depois de épocas muito irregulares desde 1964.

Foi também neste período que comecei a ter em atenção a Fórmula 1, pois foi esta geração que incluía Fittipaldi (o meu preferido), Stewart, Lauda, Regazzoni, Cévert, Ickx, Beltoise cujos nomes comecei a fixar. Rindt ou Clark eram referências distiantes por ser demasiado novo para me lembrar deles (para além de até ao início dos anos 70, as transmissões de F1 serem muitíssimo irregulares).

Hei-de voltar ao tema.
publicado por Rui Oliveira às 21:54
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Terça-feira, 27 de Abril de 2004
Analistas políticos
Ouço a TVI, Miguel Sousa Tavares fala de Faluja e diz que começou o assalto final pois aparentemente falharam as negociações com Al-Sadr e suas milícias xiitas. Alguém me pode explicar o que é que os sunitas de Faluja têm que ver com os xiitas de Al-Sadr que, por acaso, estão em Najaf? Ou será uma grande confusão de comentário inicial?

O sábio dá sete voltas à língua antes de falar.

Post scriptum. Sejamos justos! Poucos minutos depois, MST corrigiu o lapso. Afinal, foi só um início de comentário um pouco confuso. Ainda bem! Mas, quantos comentadores cometem erros e a maioria das pessoas não tem capacidade para reconhecer o facto?
publicado por Rui Oliveira às 20:07
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A política da avestruz
Com este título foi publicado ontem um artigo de Jacqueline Remy no L'Express sobre a incapacidade da classe política e, provavelmente, opinião pública francesas em reconhecerem o anti-semitismo - que já não é apenas latente, mas real - existente em muitos meios em França.

Nós, cá neste cantinho à beira-mar plantado e com comunidades muçulmanas e judaicas muito reduzidas (reduzidíssima no caso da judaica), não nos apercebemos da dimensão que o problema vai tomando em países com grandes comunidades muçulmanas como, por exemplo, França, Bélgica, Grã-Bretanha, Holanda e, em menor grau, Alemanha (devido à comunidade muçulmana ser principalmente turca e não de origem árabe). Mas seria bom começarmos a abrir os olhos para não acontecer o que se passa na França.

Como o artigo não é longo, transcrevo-o na íntegra.

L'Express du 26/04/2004
Communautarisme
La politique de l'autruche
par Jacqueline Remy

S'en prendre à ceux qui font des reportages sur la violence et le racisme, c'est refuser de voir la réalité

Un maire déchaîné, un ministre réprobateur, une chaîne de télévision blâmée, un réalisateur accusé de mensonge et, pour finir, une double plainte en diffamation promise par Elie Chouraqui et France 2 contre Jean-Pierre Brard, maire de Montreuil (Seine-Saint-Denis)... Tout ce bruit pour masquer quoi?

Pas facile de parler de l'antisémitisme dans les lycées français. Le reportage diffusé dans le cadre de l'émission Envoyé spécial, le 15 avril, montrait comment une sale petite haine «ordinaire» pouvait opposer certains élèves d'un collège public à ceux d'un lycée privé juif. Abasourdi par les attaques qu'il a suscitées, Elie Chouraqui a dû préciser qu'il était bien né porte de Montreuil, «au-delà des boulevards», et qu'il n'avait manipulé personne: «Je n'ai fait que tendre un micro à des élèves choisis par leurs professeurs. Je ne suis resté qu'une heure et quart avec eux. Et l'on m'accuse d'être revenu à plusieurs reprises afin de susciter des propos tels que: «Les juifs sont un peuple élu pour souffrir!»»

A chaque reportage sur ce sujet, les mêmes protestations fusent. C'est toujours «trop». Ou bien «pas assez». Tendancieux. Irresponsable. Caricatural. Bref, c'est toujours mal. En février dernier, la mairie de Trappes (Yvelines) s'en est prise au formidable reportage de Frédéric Brunquell (pour France 2) sur le poids de l'islam dans la ville. Le 27 mars, ce sont les élèves du lycée Turgot, à Paris, qui ont séché les cours pour protester contre un documentaire sur la laïcité tourné dans leur établissement, révélant l'animosité entre juifs et musulmans. Au début d'avril, c'est la Ligue des droits de l'homme qui a épinglé le lycée Montaigne, accusé d'avoir mal géré le harcèlement dont avait été victime un élève juif de la part de deux condisciples d'origine maghrébine. Là encore, les médias sont tancés.

C'est vrai, des erreurs de ton sont parfois commises. Toutefois, derrière tous ces reproches, l'injonction est claire: «Taisez-vous!» Ce ne sont pas les journalistes qui gênent. Mais la réalité. Qu'on ne veut pas voir, pas dire, pas montrer. Ou alors si, chez le voisin, dans le collège d'à côté. Pourtant, les chefs d'établissement, les enseignants, les édiles, tous les responsables se plaignent de leur solitude face aux problèmes de violence, de voile, de communautarisme, de sexisme. Comment avancer, si on fait la politique de l'autruche?
 
publicado por Rui Oliveira às 14:30
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Segunda-feira, 26 de Abril de 2004
Ordem da Liberdade
A Ordem da Liberdade destina-se a distinguir "serviços relevantes prestados em defesa dos valores da civilização, em prol da dignificação do Homem e da causa da liberdade".

Podem dizer-me em que é que a Isabel do Carmo entra nesta definição. É que a Isabel do Carmo pós-25A não é um modelo de defesa da liberdade. Não basta a combater uma ditadura, se se defender uma ainda pior.

De qualquer modo a Ordem da Liberdade, mercê de anteriores agraciados, já está completamente adulterada.
publicado por Rui Oliveira às 21:39
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Hipocrisias
Na semana passada, os EUA denunciaram uma limpeza étnica no oeste do Sudão praticada pelo governo de Cartum e as milícias árabes que lhe são fiéis.

É de notar que no Darfur a população é muçulmana, não cristã e animista como no sul. Então, porque são atacados os habitantes locais? Porque são negros, pura e simplesmente. Isto é, racismo árabe contra os negros, não importa a religião que professem.

No entanto, na Comissão de Direitos Humanos da ONU, um texto para condenar o governo de Cartum tem que ser cuidadosamente negociado para que não seja boicotado pelos países africanos. Porque raio participam os países democráticos nestas palhaçadas hipócritas? Esta comissão é muito rápida a condenar Israel, mas Israel não matou, desde 1948, tantos árabes como este governo do Sudão matou cidadãos do seu país.

No entanto, não ouvi nenhum desses defensores dos direitos dos humilhados e ofendidos fazerem manifestações frente às embaixadas do Sudão. Não, isso não tem nenhum interesse, interessa só dizer que o Ariel e o Bush são iguais a Hitler.

Só posso concluir que estes autoproclamados defensores dos direitos humanos são racistas, como o assunto trata de árabes que oprimem negros, eles não se interessam pela sorte destes últimos.

Outra explicação, é que só interessa os feitos malévolos dos brancos sobre as outras raças. Se os opressores forem não-brancos, então tem mãos livres para fazer o que querem (excepto se forem amigos dos EUA, está claro). Mugabe pode ter levado o Zimbabwe à miséria total e opressão, mas nunca será condenado nesta Comissão de Direitos Humanos.

E depois, vêm para aí uns iluminados a dizer que é preciso a ONU para dar legitimidade as acções tomadas a nível internacional. O mundo já tem problemas suficientes para lhe quererem juntar a ONU. A ONU é parte do problema, jamais será a solução. Outra ONU é necessária e, de preferência, uma que não tenha a pretensão de se erigir em governo mundial.

Post-scriptum. Esqueci-me de referir o resultado final da votação. Pode ser conferido aqui. Mas, claro está, a UE negociou com os países africanos e não saiu de lá qualquer condenação formal do governo sudanês. Aliás, a notícia é esclarecedora do grau de hipocrisia da UE. Volto a perguntar: Porque é que a UE pactua com esta hipocrisia? Se uma condenação formal fosse recusada, ficava exposta à vista de todos - embora só os distraídos é que não o notaram ainda - a inutilidade desta Comissão. 
publicado por Rui Oliveira às 12:11
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Domingo, 25 de Abril de 2004
Liberdade
Ai que prazer
não cumprir um dever.
Ter um livro para ler
e não o fazer!
Ler é maçada,
estudar é nada.
O sol doira sem literatura.
O rio corre bem ou mal,
sem edição original.
E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal
como tem tempo, não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto melhor é quando há bruma.
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

E mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças,
Nem consta que tivesse biblioteca...

(Fernando Pessoa)
publicado por Rui Oliveira às 23:29
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Campeões
Como se esperava somos campeões uma vez mais. Tenho sorte de pertencer a uma geração afortunada, apesar de ter esperado 15 anos para ver o Porto campeão pela primeira vez na minha vida. Mas, depois disso, posso dizer que tenho sido bem recompensado porque depois desse título de 77/78 assisti a mais 14.

Passei a minha infância e a minha adolescência com a recordação de um título a que não assisti, o de 58/59 e a desse famoso Inocêncio Calabote. Por isso foi natural a satisfação em 77/8, tendo inclusive participado na invasão de campo. Não há dúvida que a geração de portistas posterior ao 25A não sabe a sorte que tem.

Também por isto a revolução valeu a pena.
publicado por Rui Oliveira às 22:57
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