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Quarta-feira, 31 de Março de 2004
A face oculta da ONU
Há para aí muita gente a pôr todas as esperanças das relações internacionais num organismo internacional mastedôntico e burocrático chamado ONU. Não percebo como é que a gente inteligente que anda sempre com a ONU na boca, como se fosse o Santo Graal ou coisa que o valha.

Quando um organismo tem a Líbia como presidente da Comissão de Direitos Humanos, quando na sua Assembleia Geral há ditaduras genocidas com direito de voto igual ao das democracias, quando há uma democracia que não tem assento na ONU porque o seu poderoso vizinho na a reconhece, etc. etc., não se pode pôr grandes esperanças nessa organização e, muito menos, torná-la numa espécie de governo mundial.

É talvez por haver essa idealização da ONU que têm passado em claro, pelo menos nos meios de grande difusão, alguns dos escândalos mais recentes que por lá aconteceram. Um deles é o caso do programa "petróleo por alimentos" que durante anos, com a cumplicidade da ONU, enriqueceu os bolsos de Saddam e empobreceu o Iraque. Mas para saber alguma coisa sobre a evolução deste escândalo é preciso estar atento as informações que aparecem em sítios como o Drudge Report ou o Instapundit.

Agora, por este último, descobri mais um possível escândalo na ONU: "porque está na ONU fechada a sete chaves a caixa preta do avião que caíu em 1994 e matou os presidentes do Ruanda e do Burundi?"

Como se sabe, na sequência desta queda, houve um genocídio nestes países que matou cerca de 600 000 pessoas. Toda a história aqui.

Sempre considerei que a palavra da ONU não é verbum Dei, nem legitima seja o que o for, pelo que esta minha convicção sai cada vez mais reforçada com os dados que se vão sabendo.

A ONU tem mesmo uma face oculta e não é nada bonita.
publicado por Rui Oliveira às 11:36
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A língua portuguesa na comunicação social
Vai uma interessante discussão no No Mundo que tem por pano de fundo a língua portuguesa. Tal como o CMF, penso que o assunto merece mais um texto com a inclusão de algumas das colaborações obtidas. Espero que o Carlos tenha tempo para isso quando voltar de Budapeste.

No artigo referido, CMF criticava a falta de cultura científica que existia na televisão portuguesa. Digo eu, não só da televisão, como dos media em geral. Mas, pior de que ssio, na minha opinião, são os constantes erros de português por quem tinha obrigação de a utilizar da melhor maneira possível e de ter o máximo cuidado.

Por isso, já não me espantam frases como a que é possível ver no título desta notícia no Jornal de Notícias:

Durão Barroso alerta para que África não pode ser uma "baixa colateral"

Penso que o erro deve ter sido originado pela pressa, pois se quem escreveu isto tivesse olhado duas vezes para a frase, teria visto que havia algo de errado nela e que ela nem sequer soava bem.

O conector "para que" introduz uma subordinada final que, obrigatoriamente, deve apresentar o modo conjuntivo.

Não pretendendo dar aqui qualquer aula de gramática, alerto apenas para o facto de, sobretudo nos meios de comunicação escritos, haver necessidade de ter um maior cuidado com o que se escreve, pois exemplos como estes encontram-se "aos pontapés".
publicado por Rui Oliveira às 10:53
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Terça-feira, 30 de Março de 2004
O Canadá e a sharia
Em Dezembro, publiquei um artigo a propósito da possível introdução no Canadá da sharia (lei islâmica) para derimir conflitos entre pessoas de confissão muçulmana. É claro que seria uma versão abreviada da sharia (não incluindo, por exemplo, a lapidação de mulheres adúlteras).

No entanto, parece-me que mesmo a introdução de uma versão reduzida da sharia será inaceitável num país ocidental. Obviamente, as organizações feministas já se começaram a movimentar e eu, insuspeito de simpatizar com a maioria dessas feministas, concordo plenamente com a sua luta contra esta ideia peregrina, multiculturalista e politicamente correcta (e estúpida também). É óbvio que, numa sociedade patriacal e fechada como é aquela dos muçulmanos mesmo a viver no Ocidente, as mulheres muçulmanas é quem mais vão sofrer pois serão praticamente compelidas, devido a pressões familiares e sociais, a recorrerem ao tribunal islâmico em vez dos tribunais a que todos os cidadãos do Canadá têm acesso. Estará a condenar-se uma população a não ter os mesmos direitos da restante população.

É perfeitamente claro para mim este ponto, mas também o é para muitos árabes e/ou muçulmanos. Aconselho por isso a leitura do texto Islamism & Multi-culturalism - A United Camp against Universal Human Rights in Canada por Azam Kamguian.
publicado por Rui Oliveira às 11:15
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Saramago e a democracia
Ouço na TSF que José Saramago concorre às Europeias por fidelidade ao Partido.

Que novidade, por fidelidade à democracia é que seria de espantar!
publicado por Rui Oliveira às 09:29
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Segunda-feira, 29 de Março de 2004
Disparates chomskianos

Quando aqui referi o facto de Chomsky já ter um blog, disse que não tencionava visitá-lo muitas vezes. Bom, mas pelo menos uma vez por semana tenciona verificar o por lá se diz e o mínimo que se pode dizer é que o homem não me deixa mal. Vejam só esta pérola (meus sublinhados):

All opponents of the invasion of Iraq -- at least, all those who bothered to think the matter through -- took for granted that there would be beneficial effects, as is often the case with military interventions: the bombing of Pearl Harbor, for example, which led to the expulsion of Western imperial powers from Asia, saving millions of lives. Does that justify Japanese fascism and its crimes? Of course not: there is far more to consider, and I've never had any question that these other considerations amply justify condemning Japan's aggression as a war crime -- the "supreme crime" of Nuremberg.

Certamente Chomsky está a pensar nos milhões de vidas salvas por Pol Pot, Mao Tse Tung, Ho Chi Min e outros democratas. De outro modo, todas esses milhões de pessoas teriam morrido sob as botas do imperialismo ocidental. Como se sabe, todos estes dirigentes foram salvadores dos seus povos e foram reputados defensores dos direitos humanos.

Diz o Miguel que ia pôr o link deste blog na secção de "ficção científica", mas eu acho que ele deve pô-lo na secção de "ficção" pura e simplesmente (é que de científico ele não tem nada, nem na linguística, que como se sabe, e ao contrário de que muitos pretendiam, não é nem tem que ser uma ciência).

O resto do artigo do Chomsky é, como de costume, delirante e padece de um ocidentalismo atroz

P.S. Ocidentalismo: ódio ao Ocidente, frequentemente perfilhado por aqueles que vivem à conta das sinecuras que esse mesmo Ocidente lhes dá.

publicado por Rui Oliveira às 10:32
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Domingo, 28 de Março de 2004
A direita francesa perde regionais
À hora que escrevo, preve-se que a esquerda francesa ganhe 19 das 21 regiões francesas (Córsega excluída).

Bom, neste caso não houve atentados terroristas, mas, também, à partida, nunca a direita esteve em condições de as vencerem (ao contrário de Aznar). De qualquer forma, penso que algumas das razões estão perfeitamente escalpelizadas por Ivan Rioufol, citada por mim na sexta-feira passada.

É hora de Chirac se preocupar com a política interna e deixar andar a armar-se em dirigente de nível mundial e ter como política externa o simples contrariar dos americanos. Quanto a Raffarin, é hora de começar a governar a sério...
publicado por Rui Oliveira às 21:53
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Sábado, 27 de Março de 2004
Não há limite para a estupidez?
Através do Primo-Europe.org, descobri este problema de matemática proposto aos jovens franceses:

Livre de Mathématiques d'Algèbre de 1ère S (Editions Didier), un problème mathématique

Il s'agit de l'exercice N°57 en page 199 qui traite des suites numériques. D'après la rumeur, Judas Iscariote avait placé les 20 deniers gagnés par sa trahison au crédit Agricole du coin, à 2% avec intérêts composés.

Sachant qu'un denier vaut 0,53g d'or, déterminer la masse d'or (en millions de tonnes) dont auraient disposé ses éventuels héritiers au 1er janvier 2000 (Judas avait trahi en l'an 33).


Não haveria outro enunciado para o mesmo problema?
publicado por Rui Oliveira às 19:57
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Sexta-feira, 26 de Março de 2004
Complexos de esquerda

Há já algum tempo que me habituei a ler às sextas-feiras Le bloc-notes de Ivan Rioufol. E hoje ele toca vários pontos bastante importantes.

O primeiro, que será o discutido aqui neste artigo, poderia chamar-se o "complexo de esquerda" da direita francesa (e portuguesa também como adiante se verá):

Les électeurs de droite veulent une politique de droite. Cependant, leurs représentants s'ingénient à copier la gauche, sa bonne conscience, ses leçons «citoyennes», sa démagogie, son étatisme incongru. Illustration de ce malentendu, avec cette confidence de Jean-Pierre Raffarin (1): «Je suis assez frappé, quand je suis avec Tony Blair et Gerhard Schröder (tous deux socialistes): je suis quasiment le plus à gauche.» Le premier ministre s'envoyait là un compliment. Cette politique a été sanctionnée dimanche.

Lá como cá, há uma esquerda que se arroga o monopólio das boas causas, do bom coração, do interesse pelos pobres e oprimidos, defensora das minorias, etc., etc. E, lá como cá, há uma direita que cai na esparrela e deixá que essa marca de pretenso humanismo seja um rótulo da esquerda. Como todos nós sabemos, a história da esquerda é sinistra, pois essa "soit disant" preocupação pelos mais fracos está pavimentada sobre milhões de cadáveres ou de imensas minorias atiradas para a miséria e a exclusão (como os que ficam presos nas garras dos comunitaristas)

La droite en finira-t-elle avec son complexe? Quand Raffarin fait l'éloge d'un «mendésisme moderne», il mange dans l'assiette de son voisin et laisse comprendre qu'une droite libérale et déterminée lui est indigeste.

Ainda ontem ouvi o nosso primeiro-ministro na Assembleia da República a dizer que não era um liberal em matéria de economia! Será ele um social-democrata? É que apesar do nome, PSD, o não é um partido social-democrata nem os seus eleitores o são (pelo menos na maior parte). Enfim, parece que a palavra liberal mete medo a alguns. Por estes complexos de esquerda o governo francÊs terá sido penalizado porque:

Le peuple de droite veut entendre des discours réalistes répondant à l'état de la France, et non les bondieuseries des belles âmes invitant à l'immobilisme. Il demande au gouvernement d'avoir le courage de s'engager dans des réformes difficiles (l'Etat, l'école, la santé, la fiscalité, etc.) sans se préoccuper du consensus, introuvable puisqu'il s'agit de bousculer corporatismes et conservatismes.

Todos nós conhecemos os inflamados discursos esquerdistas a favor de tudo e mais alguma coisa que contrasta com a prática que é a da protecção para além do admissível de tudo quanto é vantagens corporativas, quer sejam dos médicos, dos professores ou funcionários públicos (em geral), com total desprezo pelo resto do país.

Essa direita deixa fugir eleitores para a FN porque ostracizou sempre as pessoas que votaram nela e isso deu mau resultado.

Or la droite, si soucieuse du qu'en-dira-t-on, a toujours répondu par l'ostracisme à ces Français déboussolés, souvent économiquement vulnérables, qui ne se reconnaissent ni dans les invitations à excuser les délinquants et à comprendre les motivations des terroristes, ni dans les privilèges des corporations et les passe-droits des minorités, ni dans les éloges de l'immigration non contrôlée et du multiculturalisme.

Este facto levou a que muitos eleitores deixassem de votar na direita clássica e se virassem para a direita mais radical. Esta reflexão acaba de uma forma muito simples, mas que para muitos parece uma miragem:

Pour gagner, la droite doit être elle-même. Impensable?

E em Portugal como será?

PS - Já agora leiam o resto desta coluna semanal, pois vale bem a pena.


publicado por Rui Oliveira às 14:54
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Quinta-feira, 25 de Março de 2004
A mulher continua a não perceber nada do assunto!
Ana Gomes dixit:

1) Como se combate o terrorismo internacional?
Com governos europeus competentes, inteligentes e determinados, capazes de perceber o que é o terrorismo internacional e o que são as suas causas profundas, designadamente conflitos politícos não resolvidos (como o conflito israelo-palestino, a ocupação estrangeira do Iraque e regimes ditatoriais violadores dos direitos humanos) e gritantes injustiças e desigualdades no mundo que tornam muita gente tão desesperada que recorre ao mais abjecto dos métodos: o terror indiscriminado.

Comentário: é óbvio, para alguém que não tenha o raciocínio tolhido pela ideologia, que nenhuma das causas profundas aqui alegadas pela Ana Gomes se podem aplicar à Al-Qaeda.
publicado por Rui Oliveira às 23:28
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Chomsky também na blogsfera!

Através dos Canhotos fiquei a saber que o linguista Noam Chomsky já tem um blog, de nome Turning the Tide (o título deve ser um wishful thinking).

Bom, estou a dar a informação mas não é que tencione visitá-lo muito. Ler Chomsky, no meu caso, só por obrigação e apenas o que se relaciona com a linguística (nem mesmo assim sou um adepto da gramática generativa), que o que escreve sobre política não é para levar a sério.

publicado por Rui Oliveira às 15:55
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