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Sábado, 31 de Janeiro de 2004
Voltam as etiquetas
Depois de há dias ter criticado o Francisco Louçã pela sua mania de etiquetar os seus adversários políticos para assim evitar discutir soluções, é a vez de Mário Soares dizer que a extrema-direita está no poder e que algumas das conquistas de Abril estão em perigo.

Não há dúvida, não há maneira da esquerda perder o vício de etiquetar tudo e todos. Saberá Mário Soares o que é verdadeiramente a extrema-direita? Parece-me que não.

Em contrapartida, se alguma vez o Bloco de Esquerda chegar ao governo pela mão do PS, então, sim, saberemos que a extrema-esquerda chegou ao poder, pois, de facto, um agrupamento político que federa trotsquistas, maoístas e outros aparentados, dos partidos de ondem descendem (p.ex. LCI), não há outra classificação a dar-lhe senão esta: extrema-esquerda.
publicado por Rui Oliveira às 14:28
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Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2004
A verdadeira face de Tariq Ramadan
Dois artigos em Le Nouvel Observateur sobre este intelectual muçulmano suíço que faz grande sucesso nas cités de França.

Em Le vrai visage de Tariq Ramadan, relata-se os antecedentes históricos de Ramadan.

No segundo, Ramadan, les dits et les non-dits, uma entrevista com Caroline Fourest em que algumas das afirmações de Ramadan são descodificadas. Por exemplo, o significado de "laicidade" ou "razão" em Ramadan:

Par exemple lorsque Ramadan dit qu’il est d’accord avec la «laïcité» ou qu’il n’est pas pour une lecture «littérale» mais «contextualisée» de l’islam «à la lumière de la raison». Le grand public comprend qu’il est favorable à une interprétation rationnelle du Coran et qu’il est prêt à adapter sa religion au cadre laïque. En réalité, Tariq Ramadan passe une grande partie de ses conférences auprès des jeunes musulmans à expliquer comment il faut jouer des «interstices» de la laïcité en la considérant non pas comme une séparation du religieux et du politique mais comme une neutralité devant accueillir toutes les confessions. De même qu’il n’entend pas du tout le mot «raison» au sens d’esprit critique envers la religion mais comme un cheminement permettant de redécouvrir la foi. Ce qui change tout. Lorsque vous aurez compris qu’il défend un islam «englobant», au sens d’un mode de vie supérieur à toute loi humaine, et qu’il considère l’Europe comme sa terre de prosélytisme (dar el chahada), vous comprendrez pourquoi, chaque fois qu’il passe quelque part, les jeunes se radicalisent et se mettent à considérer que leur identité musulmane doit primer sur leur citoyenneté française.

E sobre o facto de se poder ser "francês" e "muçulmano", Fourest esclarece:

Tariq Ramadan explique qu’il ne voit aucune contradiction entre le fait d’être «français» et «musulman», mais c’est parce qu’il considère que ses deux appartenances ne sont pas du tout du même ordre. Pour lui, cela revient à confondre une piscine avec la mer. Et devinez quelle est la piscine? Pour lui, la nationalité française n’est qu’une situation géographique, qui ne peut en aucun cas primer sur la référence que constitue à ses yeux l’identité musulmane. D’une certaine façon, il importe en Europe son histoire familiale, dans laquelle l’identité musulmane est la seule chose qui a permis à sa famille de supporter l’exil. Même s’il engage les jeunes musulmans européens à se saisir de la citoyenneté française, au bout du compte il leur transmet une vision de l’islam qui finit par les transformer en éternels exilés.

Para quem se interessa pelo assunto, são dois artigos a ler

De qualquer modo, não há que esquecer que este Tariq Ramadan foi convidado no Fórum Social Europeu. Não há dúvida que os anti-globalização, na sua ânsia de contrariar os americanos, têm os amigos mais estranhos e perigosos que se podem encontrar.
publicado por Rui Oliveira às 16:22
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Le bloc-notes de Ivan Rioufol
Desde que tenho este blog, procuro encontrar fontes que sejam um pouco diferentes, sobretudo daquelas que são habitualmente dadas em blogs conservadores como este.

Foi nessa procura que acabei de encontrar Ivan Rioufol e o seu Le bloc-notes no Le Figaro. O desta semana é particularmente interessante. Começando com "Islamisme: La France desarmée", Rioufol diz:

Ce qui ne se dit pas : la France est désarmée devant les islamistes qui la narguent sur son sol. Elle est désarmée car une dialectique de la repentance s'est mise en marche, qui assimile les fondamentalistes aux victimes de l'Occident colonialiste. Elle est désarmée car la République des droits de l'homme est tétanisée à l'idée d'être accusée d'islamophobie. Elle est désarmée car nombre des arguments antiaméricains et antisionistes des intégristes sont ceux que l'on entend, notamment, dans le cercle des politiques et des médias.

O islamitas franceses conseguiram criar um politicamente correcto que impede qualquer crítica ao Islão, por mais fundamentada que seja, sob a etiqueta de islamofobia. Aliás, nós já sabemos que, por exemplo, nos EUA só se pode dizer mal do homem branco, cristão e conservador (cf. Michael Moore). Qualquer crítica a uma minoria e lá temos os suspeitos do costume a gritar "racismo". Agora, os islamitas estão a levar isto mais longe: querem transformar a história em apologia do Islão (para quem tiver dúvidas procure saber mais sobre o caso Louis Chagnon, professor de história francês de que falarei sucintamente mais adiante).

Concluindo este ponto, o autor diz:

En réalité, nombreux sont ceux qui ne veulent pas croire au danger de l'islamisme en France, qu'ils considèrent comme marginal. L'histoire leur donnera peut-être raison. Cependant, ce sont les mêmes qui auront assuré naguère – en dépit d'évidences – qu'il n'y avait pas, non plus, de problèmes d'immigration, ni de violence, ni de communautarisme. Ils se sont, jusqu'à présent, toujours spectaculairement trompés.

Há sempre os incuráveis seguidores da teoria do "bom selvagem" e irremediavelmente presos a dogmas iluministas.

Com o subtítulo "L'histoire occultée", Rioufol trata do facto de num telefilme emitido sobre Hitler se terem eliminado cenas num total de cerca de 40 minutos devido, nomeadamente, ao conteúdo anti-semita de alguns dos discursos aí proferidos. Muito justamente tal facto é criticado:

Doit-on s'habituer à ne plus donner de l'histoire qu'une version lavée à grandes eaux, oublieuse d'événements scandaleux ? La création audiovisuelle va-t-elle devoir supporter ces coups de ciseaux, destinés à endormir des haines racistes de certains téléspectateurs ? Mardi, Xavier Darcos, ministre délégué à l'Enseignement scolaire, a dénoncé un «relativisme historique ambiant» né d'une remise en question de l'enseignement de la Shoah par des élèves d'origine musulmane. Le procédé de TF 1 fait appel, toutes proportions gardées, à une semblable occultation de faits.

Ora, como diz Rioufol, tentar adaptar, mesmo com as melhores intenções, a apresentação da história às circunstância é perigosa, pois banaliza perigosamente a vigilância sobre a liberdade de expressão e criação. E aqui chegamos ao "affaire Chagnon".

Louis Chagnon, [...], est ce professeur d'histoire qui, pour avoir dit à ses élèves de 5e – véridiquement mais brutalement – que Mahomet s'était comporté à une période de sa vie comme un «voleur et un assassin», est poursuivi en justice par le Mrap et la Ligue des droits de l'homme. Alors qu'un collectif de parents d'élèves réclamait sa suspension, il devrait ne recevoir qu'un «blâme» de l'Education nationale. M. Chagnon dénonce néanmoins «l'amorce d'un contrôle musulman sur les écoles publiques».

Uma comissão de apoio a este professor foi criada em www.laic.info. Espero dentro em breve fazer uma entrada mais completa sobre este assunto.


Para terminar, Rioufol faz uma crítica as excessivas ligações de amizade da França para com a China (não nos esqueçamos que se trata de uma tirania comunista que desrespeita sistematicamente os direitos humanos):

Jacques Chirac était-il tenu d'en faire autant cette semaine, jusqu'à bloquer Paris, pour son hôte chinois le président Hu Jintao ? Les liens fusionnels affichés entre la France et l'hyperpuissance communiste, s'ils répondent sans doute à des intérêts commerciaux, n'en restent pas moins excessifs. Surtout en comparaison des relations détestables entretenues parallèlement par la France avec les Etats-Unis, première démocratie du monde. L'unilatéralisme chinois au Tibet et à Taïwan serait-il plus présentable que l'unilatéralisme américain en Irak ? En fait, par un effet d'analogie, ce mariage franco-chinois vient rappeler que la France est, de tous les pays européens, celui qui a gardé le plus de liens affectifs avec la culture communiste. Notre pays reste cette exception qui se méfie du libéralisme et qui accorde encore au marxisme une place importante, notamment dans certains milieux intellectuels, enseignants et syndicaux.

Neste último parágrafo, as frases sublinhadas por mim são, no mínimo, esclarecedoras de certas especificidades francesas.

O artigo completo pode ser lido

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Desde que tenho este blog, procuro encontrar fontes que sejam um pouco diferentes, sobretudo daquelas que são habitualmente dadas em blogs conservadores como este.<BR><BR>Foi nessa procura que acabei de encontrar Ivan Rioufol e o seu <EM>Le bloc-notes </EM>no <A href="http://www.lefigaro.fr"><FONT color=#9966ff>Le Figaro</FONT></A>. O desta semana é particularmente interessante. Começando com "Islamisme: La France desarmée", Rioufol diz:<BR><BR><FONT color=#cc9900>Ce qui ne se dit pas : la France est désarmée devant les islamistes qui la narguent sur son sol. Elle est désarmée car une dialectique de la repentance s'est mise en marche, qui assimile les fondamentalistes aux victimes de l'Occident colonialiste. Elle est désarmée car la République des droits de l'homme est tétanisée à l'idée d'être accusée d'islamophobie. Elle est désarmée car nombre des arguments antiaméricains et antisionistes des intégristes sont ceux que l'on entend, notamment, dans le cercle des politiques et des médias.<BR></FONT><BR>O islamitas franceses conseguiram criar um politicamente correcto que impede qualquer crítica ao Islão, por mais fundamentada que seja, sob a etiqueta de islamofobia. Aliás, nós já sabemos que, por exemplo, nos EUA só se pode dizer mal do homem branco, cristão e conservador (cf. Michael Moore). Qualquer crítica a uma minoria e lá temos os suspeitos do costume a gritar "racismo". Agora, os islamitas estão a levar isto mais longe: querem transformar a história em apologia do Islão (para quem tiver dúvidas procure saber mais sobre o caso Louis Chagnon, professor de história francês de que falarei sucintamente mais adiante).<BR><BR>Concluindo este ponto, o autor diz:<BR><BR><FONT color=#cc9900>En réalité, nombreux sont ceux qui ne veulent pas croire au danger de l'islamisme en France, qu'ils considèrent comme marginal. L'histoire leur donnera peut-être raison. Cependant, ce sont les mêmes qui auront assuré naguère &#8211; en dépit d'évidences &#8211; qu'il n'y avait pas, non plus, de problèmes d'immigration, ni de violence, ni de communautarisme. Ils se sont, jusqu'à présent, toujours spectaculairement trompés.<BR></FONT><BR>Há sempre os incuráveis seguidores da teoria do "bom selvagem" e irremediavelmente presos a dogmas iluministas. <BR><BR>Com o subtítulo "L'histoire occultée", Rioufol trata do facto de num telefilme emitido sobre Hitler se terem eliminado cenas num total de cerca de 40 minutos devido, nomeadamente, ao conteúdo anti-semita de alguns dos discursos aí proferidos. Muito justamente tal facto é criticado:<BR><BR><FONT color=#cc9900>Doit-on s'habituer à ne plus donner de l'histoire qu'une version lavée à grandes eaux, oublieuse d'événements scandaleux ? La création audiovisuelle va-t-elle devoir supporter ces coups de ciseaux, destinés à endormir des haines racistes de certains téléspectateurs ? Mardi, Xavier Darcos, ministre délégué à l'Enseignement scolaire, a dénoncé un <I>«relativisme historique ambiant» </I>né d'une remise en question de l'enseignement de la Shoah par des élèves d'origine musulmane. Le procédé de TF 1 fait appel, toutes proportions gardées, à une semblable occultation de faits.<BR></FONT><BR>Ora, como diz Rioufol, tentar adaptar, mesmo com as melhores intenções, a apresentação da história às circunstância é perigosa, pois banaliza perigosamente a vigilância sobre a liberdade de expressão e criação. E aqui chegamos ao "affaire Chagnon".<BR><BR><FONT color=#cc9900>Louis Chagnon, [...], est ce professeur d'histoire qui, pour avoir dit à ses élèves de 5<SUP>e</SUP> &#8211; véridiquement mais brutalement &#8211; que Mahomet s'était comporté à une période de sa vie comme un <I>«voleur et un assassin», </I>est poursuivi en justice par le Mrap et la Ligue des droits de l'homme. Alors qu'un collectif de parents d'élèves réclamait sa suspension, il devrait ne recevoir qu'un <I>«blâme» </I>de l'Education nationale. M. Chagnon dénonce néanmoins </FONT><FONT color=#cc9900><EM>«l'amorce d'un contrôle musulman sur les écoles publiques».<BR></EM></FONT><BR>Uma comissão de apoio a este professor foi criada em <A href="http://www.laic.info"><FONT color=#9966ff>www.laic.info</FONT></A>. Espero dentro em breve fazer uma entrada mais completa sobre este assunto.<BR><BR>
<P>Para terminar, Rioufol faz uma crítica as excessivas ligações de amizade da França para com a China (não nos esqueçamos que se trata de uma tirania comunista que desrespeita sistematicamente os direitos humanos):<BR><BR><FONT color=#cc9900>Jacques Chirac était-il tenu d'en faire autant cette semaine, jusqu'à bloquer Paris, pour son hôte chinois le président Hu Jintao ? Les liens fusionnels affichés entre la France et l'hyperpuissance communiste, s'ils répondent sans doute à des intérêts commerciaux, n'en restent pas moins excessifs. Surtout en comparaison des relations détestables entretenues parallèlement par la France avec les Etats-Unis, première démocratie du monde. L'unilatéralisme chinois au Tibet et à Taïwan serait-il plus présentable que l'unilatéralisme américain en Irak ? <U>En fait, par un effet d'analogie, ce mariage franco-chinois vient rappeler que la France est, de tous les pays européens, celui qui a gardé le plus de liens affectifs avec la culture communiste. Notre pays reste cette exception qui se méfie du libéralisme et qui accorde encore au marxisme une place importante, notamment dans certains milieux intellectuels, enseignants et syndicaux.<BR></U></FONT><BR>Neste último parágrafo, as frases sublinhadas por mim são, no mínimo, esclarecedoras de certas especificidades francesas.<BR><BR>O artigo completo pode ser lido <A 20040130.FIG0164.html? debats www.lefigaro.fr href?http:><FONT color=#9966ff>aqui</FONT></A>.<BR></P>
publicado por Rui Oliveira às 15:01
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Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2004
Anti-semitismo na Bélgica
Como é que os judeus podem ter confiança em alguns países europeus se situações como as relatadas nesta notícia acontecem perante a passividade das autoridades.

Mercredi soir, 28 janvier 2004, à Hasselt, petite ville du Limbourg belge (Flandre) : une équipe israélienne de foot en salle affronte l'équipe de Belgique dans le cadre des matchs préliminaires à la coupe d'Europe. Un match qu'ils perdront 1-0 après 3 heures de jeu, au lieu de 2 fois 20 minutes. En cause : l'agitation dans la salle qui a occasionné de multiples interruptions de jeu, agitation menée par une cinquantaine de membres de l'AEL (Arab European League), groupe créé à Anvers, il y a deux ans par Abu Jajah.

Durant toute la durée du match, des membres de l'AEL ont agité des drapeaux du Hamas et du Hezbollah, criant injures et invectives : "juifs au gaz", "mort aux juifs", "égorgeons les juifs"... La police, présente sur les lieux, a refusé de faire évacuer la salle. Mis sous pression, les joueurs israéliens ont cependant refusé de céder à cette violence et ont décidé de poursuivre le jeu, jusqu'au bout, ce qu'ils ont fait sous les injures et les crachats.

A Europa continua a deixar que o Islão militante se desenvolva e crie ambientes de coacção sobre a sociedade, primeiro sobre a sua própria comunidade e depois sobre todos os que se lhe oponham. Talvez fosse tempo de abrir os olhos.
publicado por Rui Oliveira às 22:55
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Provas de aferição... qual o espanto?

Hoje, esta notícia do Público diz-nos que os resultados da provas de aferição são maus.

Santos Silva que, quando ministo da educação parece que ignorava o estado desta, diz na TSF que havia uma infantilização do ensino. Até parece que é de hoje! Já deixei de dar aulas há 3 anos (mas não foi por reforma,não sou assim tão velho) e a coisa já era grave a nível do secundário.

</a>Por seu lado, Vital Moreira no Causa Nossa, diz o seguinte:

Em vez de ensinarem, as escolas estão a produzir analfabetos literários e científicos. Sem Português e Matemática, que são ferramentas transversais para todos os demais saberes, não se pode ser bom em nada. A falta de educação pré-escolar digna desse nome, a elementarização do ensino básico (de onde se sai a mal saber ler e escrever e sem saber fazer quaisquer contas), a infantilização do ensino secundário, manuais escolares deficientes, pedagogias laxistas, professores incompetentes e sem a preparação adequada, ausência de uma cultura de rigor e de exigência de avaliação, o horror às reprovações, tudo isto e mais alguma coisa está a fazer do nosso ensino um escandaloso descalabro.
É precisa uma revolução. É o futuro do País que está em causa.

Por uma vez, algum dia tinha que ser, estou de acordo com Vital Moreira. No entanto, muita gente que não visse o nome por baixo do texto, diria logo que se tratava de mais um perigoso direitista a falar. No governo, não ouvi ninguém do PS falar assim. E os "cientistas da educação" que comandam o ministério há longos anos, ainda muito menos.

Quando dei aulas nos secundário sentia bem a falta de uma formação sólida nos meus alunos. De burros eles não tinham nada, apenas não tinham sido habituados a trabalhar para obter resultados, olhando para as disciplinas escolares como um frete que tinham que suportar. Simplesmente, não viam a vantagem em estudar se até aí tinham passado sem o fazer.

É claro que a resposta a este desinteresse não é facilitar-lhes ainda mais a vida, bem pelo contrário. O ensino, desde o início, tem que ser rigoroso (não estou a dizer autoritário), tem que ensinar-se que os resultados alcançam-se trabalhando. E não me digam que isto vai criar exclusão, pois o que cria exclusão é a situação actual, onde os melhores (seja porque são naturalmente bons estudantes, quer porque os pais têm posses para os ajudar) conseguem avançar sempre. Os outros são fatalmente condenados ao insucesso e a ignorância, com um futuro comprometido. 

E eu tive exemplos práticos do que digo...


publicado por Rui Oliveira às 22:31
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David Trimble e a "human rights industry"
Causou alguma ceulema a declaração de David Trimble na Conferência de Madrid sobre vítimas do terrorismo quando afirmou que as ONG defensoras dos direitos humanos "... justify terrorist acts and end up being complicit in the murder of innocent victims."

Algumas destas ONG reagiram as estas declarações, mas a declaração final da conferência parece de alguma forma apoiar Trimble. Cito:

We call on NGOs and other civil organisations that stand for the defence of human rights to make a commitment to defend victims of terrorism and to identify terrorist acts for what they are, regardless of their cause or pretext and without striking balances or blurring the distinction between victims and executioners.

Toda a história pode ler-se no The Guardian.

De facto, e não querendo generalizar pois não conheço todas as ONG defensoras dos direitos humanos, algumas há que são muito rápidas a criticar, com ou sem razão, governos ocidentais quando estes tomam determinadas medidas, mas andam sempre a arranjar motivos para os actos terroristas, esquecendo-se pura e simplesmente que há actos que nenhuma causa pode justificar.

PS. Hoje morreram mais inocentes em Israel.

publicado por Rui Oliveira às 11:16
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A esquerda e a linguagem

Ontem, Francisco Louçã, na televisão (já não sei em qual), numa crítica ao governo utilizou pelo menos duas vezes a expressão "este governo de direita e de extrema-direita".

O uso de chavões deste tipo é habitual na esquerda (ou será melhor dizer extrema-esquerda?), pois desta forma ao qualificar-se com tanta "autoridade" o oponente político não se discute verdadeiramente as questões.

Também é verdade que para a esquerda não se pode discutir com o adversário, tem é que se destruí-lo.

E por isso se tornaram mestres na linguagem cheias de subentendidos ("extrema-direita" = inimigo do trabalhadores, por exemplo).

Engraçado é isto vir do líder de uma formação política que é verdadeiramente de extrema-esquerda (embora eles não queiram que isso se torne muito evidente).

Espero voltar com mais tempo a este tema do uso de um certo tipo de discurso na política.

publicado por Rui Oliveira às 01:20
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Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2004
A BBC sob fogo cerrado...

Hoje na TSF ouvi o seu correspondente na Grã-Bretanha dizer que a conclusão do relatório criticar fortemente a BBC, sendo esta a única perdedora, era um pouco surpreendente.

Por aqui se vê que alguns esperavam mesmo que Blair caísse com este caso, nunca se perguntando quanto à objectividade de um jornalista que já, em Abril de 2003, tinha negado que os americanos tivessem entrado em Bagdad no próprio dia em que eles a realizado primeira entrada na cidade.

Enfim, critérios...

PS: O relatório Hutton pode ser lido, integralmente, aqui.

Leiam também o Valete Fratres sobre este assunto.

publicado por Rui Oliveira às 20:17
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Os interesses no petróleo iraquiano (act.)
Houve quem dissesse que não queria uma guerra por petróleo, sugerindo assim que os americanos apenas teriam entrado em guerra por causa dele.

Afinal, havia quem não quisesse a guerra porque iria perder os benefícios do petróleo iraquiano que Saddam lhes dava ao abrigo do programa da ONU "Petróleo por alimentos" (Não há dúvida: onde a ONU mete a mão, sai logo asneira).

Ontem, o jornal Le Monde referia uma notícia saída no jornal independente iraquiano Al-Mada, em 25 de Janeiro, onde tinha sido publicada uma lista de pessoas e instituições que beneficiaram da liberalidade de Saddam para com os seus amigos.

Nesta notícia, pode ler-se que essa lista incluía mais de 270 pessoas e instituições que beneficiavam destes presentes. Muito edificante, sem dúvida.

Vamos ver agora o desenvolvimento. A propósito... a nossa imprensa ainda não pegou no assunto.

Actualização: nesta página da Proche-Orient.info, temos a tradução completa da lista dos beneficiários dos barris de petróleo iraquianos dados por Saddam. Talvez algumas oposições à guerra fiquem mais bem esclarecidas.

Actualização 2: para quem preferir em inglês e também porque a página anterior será em breve codificada, pode conferir a lista na Memri.
publicado por Rui Oliveira às 01:13
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Fugas no "relatório Hutton"

Afinal na Grã-Bretanha também há fugas de informações. Segundo esta notícia da Sky News o jornal The Sun conseguiu cópia do relatório Hutton antes da sua divulgação hoje ao meio-dia.

Segundo a notícia, Tony Blair sai ilibado deste caso e quem fica mais a perder é a BBC. Interessante reviravolta.

Mas, esperemos pela sua divulgação, para ver no que isto dá.

publicado por Rui Oliveira às 00:51
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