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A Reuters noticia, relativamente a um estudo feito nos EUA, de que o aborto é mais seguro que dar à luz.
Mais uma vez há aqui uma questão de perspectiva: mais seguro para quem?
Para quem é abortado, não é de certeza. É que na equação do aborto não há apenas um lado. Mas, há muita gente que não se quer lembrar disso.
Há uns dias , o Hélder Guégués referia o uso de "desenhar" como sinónimo de "conceber", por exemplo, chamando-lhe anglicismo semantico. Este uso, segundo o Hélder foi "carinhosamente adoptado pela comunicação social". Bem, parece-me que o Hélder tem razão, pois ainda hoje, no noticiário do meio-dia da RTP Informação, dizia-se, a propósito da Capital Europeia da Cultura em Guimarães, que o grupo catalão La Fura dels Bauls tinha "desenhado" um espectáculo específico para o evento. Não há dúvida, parece que esta acepção pegou de estaca. Enfim...
Segundo esta notícia "Pais criticam retirada de Educação Cívica das escolas". Para mim, esta notícia está errada: não são os pais que criticam, mas a Confap, pela voz de Albino Almeida, que critica a saída da Educação Cívica no âmbito da revisão curricular. É bom não confundir "pais" com a "Confap", pois não são a mesma coisa e eu, particularmente, nunca me senti representado pela Confap (nem quero).
Quanto à educação Cívica, da maneira que era leccionada nos casos em que tenho conhecimento, não servia para nada.
Sobre as agências de notação financeiraa, eis a intervenção mais esclarecida que ouvi até agora: a do deputado Adolfo Mesquita Nunes do CDS.
Ouvi hoje na TSF uma notícia que falava sobre o aumento do aborto clandestino no mundo. A certa altura, a notícia referia:
Os investigadores da OMS lembram que o risco de morte é quase nulo se o aborto for feito em condições.
É claro que quem faz esta afirmação só está a ver um lado da questão. Estou certo que o outro lado (se pudesse) não teria a mesma opinião.
No seguimento do post anterior, sobre esta notícia do Público, e da troca de comentários por ele originada, não posso deixar de recomendar a leitura de Ce qu'on voit et ce qu'on ne voit pas (IV. Théâtres, Beaux-Arts) de Frédéric Bastiat. Foi escrito há mais de 160 anos, mas continua verdadeiramente actual. Eis alguns excertos (destaques meus):
Mais, par une déduction aussi fausse qu'injuste, sait-on de quoi on accuse les économistes? c'est, quand nous repoussons la subvention, de repousser la chose même qu'il s'agit de subventionner, et d'être les ennemis de tous les genres d'activité, parce que nous voulons que ces activités, d'une part soient libres, et de l'autre cherchent en elles-mêmes leur propre récompense. Ainsi, demandons-nous que l'État n'intervienne pas, par l'impôt, dans les matières religieuses? nous sommes des athées. Demandons-nous que l'État n'intervienne pas, par l'impôt, dans l'éducation? nous haïssons les lumières. Disons-nous que l'État ne doit pas donner, par l'impôt, une valeur factice au sol, à tel ordre d'industrie? nous sommes les ennemis de la propriété et du travail. Pensons-nous que l'État ne doit pas subventionner les artistes? nous sommes des barbares qui jugeons les arts inutiles.
[...]
Loin que nous entretenions l'absurde pensée d'anéantir la religion, l'éducation, la propriété, le travail et les arts quand nous demandons que l'État protège le libre développement de tous ces ordres d'activité humaine, sans les soudoyer aux dépens les uns des autres, nous croyons au contraire que toutes ces forces vives de la société se développeraient harmonieusement sous l'influence de la liberté, qu'aucune d'elles ne deviendrait, comme nous le voyons aujourd'hui, une source de troubles, d'abus, de tyrannie et de désordre.
Nos adversaires croient qu'une activité qui n'est ni soudoyée ni réglementée est une activité anéantie. Nous croyons le contraire. Leur foi est dans le législateur, non dans l'humanité. La nôtre est dans l'humanité, non dans le législateur.
... não tem vícios, diz o ditado popular. E diz muito bem. E podíamos aproveitar este facto, para acabar com alguns desses vícios como, por exemplo, o subsídio à produção de cinema. Em 2012, não se sabe quando os concursos serão abertos, segundo nos diz o Público. Acrescento eu que podiam nem sequer ser abertos. Por é que o contribuinte tem que pagar o cinema produzido em Portugal? Tenho a certeza que mesmo sem subsídios, vai continuar a haver cinema feito em Portugal. E não me venham com essa coisa da cultura, pois a cultura também existe sem subsídios estatais.
Muitas vezes e de muitos modos falou Deus antigamente aos nossos pais, pelos Profetas. Nestes dias, que são os últimos, falou-nos por seu Filho, a quem fez herdeiro de todas as coisas e pelo qual também criou o universo. Sendo o Filho esplendor da sua glória e imagem da sua substância, tudo sustenta com a sua palavra poderosa. Depois de ter realizado a purificação dos pecados, sentou-Se à direita da Majestade no alto dos Céus e ficou tanto acima dos Anjos quanto mais sublime que o deles é o nome que recebeu em herança. A qual dos Anjos, com efeito, disse Deus alguma vez: «Tu és meu Filho, Eu hoje Te gerei»? E ainda: «Eu serei para Ele um Pai e Ele será para Mim um Filho»? E de novo, quando introduziu no mundo o seu Primogénito, disse: «Adorem-n’O todos os Anjos de Deus».
(Hebr 1, 1-6)
Os deputados da maioria chumbaram um projecto de resolução do BE com uma recomendação para desencorajar praxes violentas, segundo se pode ler no Público. Ora, sendo eu contra as praxes universitárias e, em geral, contra qualquer tipo de praxes (que por exemplo, também existem em equipas desportivas), concordo com o sentido de voto da maioria. Parece um paradoxo, mas não é.
O que contesto na praxe é a pressão psicológica que fazem sobre muitos estudantes, fazendo-lhes crer que se não passarem por ela, serão segregados e não serão integrados. Dizem que só participa na praxe quem quer, mas toda a gente sabe que não é verdade, pois a pressão dos pares faz com que muitos aceitem participar nela, mesmo que relutantemente. No dia em que não houver esta coerção, então quem participar, participa por sua livre vontade e ninguém tem nada que ver com isso.
De qualquer modo, acho que as praxes são algo de arcaico e que não têm grande justificação, seja para integração ou para qualquer outra coisa.
Parece que hoje é o última vez que este dia é feriado. É pena, pois embora a maioria da população portuguesa desconheça actualmente o que ele representa, facto é que é pelo que aconteceu em 1 de Dezembro de 1640 que nós somos ainda Portugal, para o bem e para o mal. Apesar de todo o mal que Oliveira Martins e restantes comparsas da segunda metade pensavam dos Braganças, de toda a decadência do país que eles também atribuíam à casa real, foram os conjurados e D. João IV (que tinha muito mais a perder com a revolta contra os Áustrias do que a ganhar) que nos permitiram chegar ao século XXI como nação independente. Veja-se o caso da Catalunha que, ainda um pouco antes de nós, se revoltou mas perdeu a guerra.
Não sei se é muito importante ou não eliminar alguns feriados ou se tínhamos muitos feriados (provavelmente, sim), mas de qualquer modo o 1.º de Dezembro é muito mais importantes do que muitos dos feriados que ainda ficaram por ái.
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