. Não podia estar mais de a...
. Datas...
. Público
. Chama-se a isto honestida...
. Camaradagem socialista e ...
Tudo claro. Em Julho, um juiz e um procurador ( não confundir com mariscadores ou taxistas) , depois de muito escutarem, entenderam que o PM de Portugal devia ser investigado por trapaça. Altas instâncias mantiveram a coisa na patusca até Novembro.
Tivemos, portanto, eleições viciadas.
Filipe Nunes Vicentes (Mar Salgado)
É sempre comovente ver milhares de espectadores comemorarem um golo de Bruno Alves no Estádio da Luz.
Interessante o artigo de opinião de Francesco Alberoni hoje no I "Estudar as datas na escola ajuda a compreender a identidade do país" (cujo original "Studiare le date a scuola fa capire l'identità del Paese" foi publicado no Corriere della Sera em 02/11/2009).
Interessante porque, no breve período em que dei aulas, foi a incapacidade da maioria dos alunos (mesmo aqueles considerados bons) de ordenar cronologicamente os acontecimentos e a subsequente confusão que tal provocava na expressão dos seus pensamentos foi uma coisa que sempre me frustrou bastante. E u não dei aulas de História, mas de Português e Francês e não era raro os alunos colocarem a poesia galego-portuguesa no século XVI, por exemplo.
Alberoni queixa de fenómenos idênticos como se pode ver por este excerto:
Nos últimos 40 anos, os pedagogos quase destruíram as bases do pensamento racional e os fundamentos da nossa civilização. E fizeram-no com a ajuda de uma única decisão: eliminando as datas, acabando com a obrigatoriedade de apresentar os factos por ordem cronológica. Agora é normal ouvir dizer que Manzoni viveu no século xvi. Não há razões para espanto porque na escola já não se ensinam os acontecimentos pela respectiva ordem temporal, dizendo, por exemplo, que Alexandre Magno viveu antes de César, que, por sua vez, viveu antes de Carlos Magno, e só depois vem Dante e, em seguida, Cristóvão Colombo.
É claro que esta incapacidade para ordernar cronologicamente os acontecimentos, de conhecer as datas, tem consequências. O passado torna-se assim uma almágama. Não advogo que, por exemplo, se aprenda história a decorar datas. Mas o seu conhecimento ajuda.
E quem deu aulas sabe bem isso.
Faz hoje 20 anos que o muro de Berlim caiu e os alemães celebraram condignamente a data. Só o sujeito que ganhou o Nobel da Paz deste ano achou que tinha coisas mais importantes para fazer do que ir até Berlim. A sorte dele é que maior parte dos europeus continuam a ser totós e não vêm quanto ele despreza a Europa.
Por outro lado, ouvi durante todo o dia muita gente a falar da queda do muro para, logo a seguir, falarem de outros muros que ainda estão de pé e, está bom de ver, traziam à baila o muro construído por Israel. Certamente para tentar uma equivalência e para dizerem que também esse deveria ir abaixo. Como se houvesse qualquer equivalência...
O muro de Berlim, ao contrário, por exemplo, da muralha de Adriano ou da muralha de China que queriam impedir a entrada de invasores, era para manter o seu povo dentro do país, para que ele não fugisse para a Alemanha Ocidental. Aqui, em Portugal, ouvi muitas vezes cantar os louvores dessas sociedades que estavam para lá da cortina de ferro e, especificamente, da Alemanha Oriental, mas o que era verdadeiramente estranho é que as pessoas quisessem fugir desse paraíso.
Enfim, digam o que disserem, o facto é que o mundo mudou para melhor com a queda do muro. Celebremos, pois.
Au reste, je ne suis point comme M. Rousseau, un enthousiaste des Sauvages; et quoique j'aie peut-être autant à me plaindre de la société, que ce philosophe avait à s'en louer, je ne crois point que la pure nature soit la plus belle chose du monde. Je l'ai toujours trouvée fort laide, partout où j'ai eu l'occasion de la voir. Bien loin d'être d'opinion que l'homme qui pense soit un animal dépravé, je crois que c'est la pensée qui fait l'homme. Avec ce mot de nature, on a tout perdu. De là les détails fastidieux de mille romans où l'on décrit jusqu'au bonnet de nuit, et à la robe de chambre; de là ces drames infâmes, qui ont succédé aux chefs-d'oeuvre des Racine. Peignons la nature, mais la belle nature: l'art ne doit pas s'occuper de l'imitation des monstres.
Chateaubriand, Atala, Préface à la première edition (1801)
O Público tem a partir de hoje uma nova direcção que decidiu apresentar-se por um editorial que não considero como particularmente feliz, com alguns lugares comuns.
No entanto ao ler isto:
Os editoriais, a partir de hoje, deixarão de ser assinados. Os editoriais expressarão o pensamento desta direcção e deste jornal sobre o mundo que procuramos descrever, compreender e analisar página a página. Não queremos doutrinar nem vender receitas. Queremos interrogar o mundo. Daremos expressão a todos os pontos de vista, mas afirmaremos os nossos. Os editoriais serão escritos pelo novo Gabinete Editorial, composto pela direcção e mais cinco jornalistas do PÚBLICO - Teresa de Sousa, Jorge Almeida Fernandes, Margarida Santos Lopes, Ricardo Garcia e Vítor Costa.
não pude deixar de me lembrar deste dito francês:
"un chameau est un cheval dessiné par un comité".
Podem dizer-me que é habitual grandes órgãos de comunicação não terem editoriais assinados, mas o facto é que eu prefiro que o sejam.
Para além daquela de quererem "interrogar o mundo" ser mais um lugar comum sem qualquer significado ou conteúdo. Fica bonito... mas não quer dizer nada.
Não se poderá dizer que o Público perdeu hoje um leitor, pois eu nunca fui um leitor fiel do Público (nem do Público, nem de nenhum jornal, compro o que mais interessa em cada dia), mas o facto é que este editorial, para mim, não é propriamente a melhor maneira para "repor essa credibilidade ameaçada".
Já agora, os elementos da nova direcção pode explicar o que querem dizer com isto: ""conscientes que estamos da percepção pública de um excesso de peso ideológico no jornal". O que é que isso quer dizer? Que com a saída de JMF, o peso ideológico deixou de existir? É que se há algum peso ideológico no jornal, ele não era apenas o do JMF, mas principalmente o de alguns jornalistas e das suas notícias(?) tendenciosas e opinativas, sempre simpáticas para a esquerda e extrema esquerda.
Enfim, mais um que entrou na ordem.
Hillary Clinton no Paquistão:
A esquerda sempre um certo fetiche pelos impostos, não há dúvida.
... mas nada que entusiasme o pessoal, bem pelo contrário. A lista pode ser lida nesta notícia do Público. Não posso deixar bde concordar a 100% com o comentário feito pelo Paulo Guinote:
Indefectíveis e tapa-buracos. Não foi feito para durar. Não deve entusiasmar nem o intelectual vital. Talvez o berbequim rangel. Santos Silva na Defesa parece uma anedota.
Para além da pasta de Santos Silva, também não fiquei particularmente entusiasmado com Alberto Martins na Justiça. Mas, enfim, também não votei neles, pelo que nada de particularmente bom espero deste governo.
É verdadeiramente extraordinária esta notícia do ABC:
Sevilla paga el viaje de cientos de bolivianos sin papeles a Madrid para que voten a Morales
La Delegación de Relaciones Institucionales del Ayuntamiento de Sevilla, dirigida por Antonio Rodrigo Torrijos (IU), está sufragando el viaje de unos trescientos bolivianos a la oficina electoral que el gobierno del país andino ha abierto en Madrid para empadronarles y que puedan votar el 6 de diciembre. Estas expediciones son selectivas y a quienes no simpatizan con Evo Morales no se les permite subir a los autobuses, según explicaron a ABC varios bolivianos asentados en Sevilla que han tenido que pagarse de su bolsillo el desplazamiento para poder votar.
E ainda levam acessores jurídicos no caso da polícia os mandar parar. Mas isso, sinceramente, é o menos. Agora, levar os bolivianos a Madrid para que possam votar e votar no Morales é francamente demais. A um traço comum em muitos socialistas quando estão no governo: sentem que o poder é deles por direito próprio e inerente (uma espécie de "direito divino", pelo que se sentem no direito a fazerem tudo o que lhes passa pela cabeça.
Para os camaradas todas as liberalidades... Enfim um comportamento tipicamente socialista.
Não tenho seguido como muita atenção as autárquica, mas fico sem dúvida feliz com a vitória de Rio no Porto. Eu fui mais um dos muitos portistas que votaram nele. Futebol e política não se misturam. Também gostei muito de ver as chamadas "elites" (o que será isso de elites - meia-dúzia de intelectuais de meia-tigela que se têm demasiado em conta) a terem que gramar o Rio uma vez mais.
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