Liberae sunt enim nostrae cogitationes - Cícero (Mil. 29 - 79) . Um blog de Rui Oliveira superflumina@sapo.pt
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Sexta-feira, 11 de Outubro de 2013
Querida televisão...

Alimentar o monstro é preciso... Ao que parece temos um governo liberal. Palavra que gostava de ver onde paára essa característica liberal do governo (salvo o Adolfo Mesquita Nunes que ainda vai dando os poucos lampejos liberais deste governo). 

publicado por Rui Oliveira às 17:23
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Quarta-feira, 9 de Outubro de 2013
Desinformação ou ignorância?

No telejornal das 20 horas da TF1 (a partir dos 14.36 / Chapitre 8) de 07/10/2013, o apresentador Gilles Bouleau diz o seguinte (destaques meus):

 

Pendant ces inspections, la guerre civile fait toujours rage. Les combats prennent notamment au piège la communauté chrétienne du pays. Les chrétiens, environ 1 million, sont présents en Syrie depuis 1400 ans.

 

Os cristãos existem na Síria há 1400 anos? Onde é que ele foi buscar esta informação? Será que na TF1 não sabem que a Síria está intimamente ligada à disseminação do Cristianismo por toda a Ásia ainda no tempo dos Apóstolos? Que o Patriarcado de Antioquia foi, durante os primeiros séculos da Era Cristã, mais importante do que o de Roma? Que foi em Antioquia que, pela primeira vez, os Evangelhos foram pregados aos gentios (Act 11, 19-26) e que “Foi em Antioquia que, pela primeira vez, os discípulos começaram a ser tratados pelo nome de «cristãos»” (Act 11, 26)?

 

Isto já para não falar já na conversão de Saulo no caminho de Damasco (Act 9, 1-18)

 

Na Síria, Turquia ou Egipto, o Cristianismo antecede o Islão por vários séculos. Não são invasores. Estão lá há quase dois milénios. Mas há jornalistas que não sabem ou fingem não saber.

publicado por Rui Oliveira às 23:11
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Sábado, 5 de Outubro de 2013
Ratisbona, laicidade e laicismo

O título acima é o título do artigo de opinião de Anselmo Borges de hoje no Diário de Notícias. Um excelente texto que recupera a lição de Ratisbona de Bento XVI, para terminar a falar do grande desafio que o mundo islâmico  tem pela frente (agora que a Primavera árabe se está a transformar num longo Inverno). Os dois últimos parágrafos sintetizam a questão (destaques meus):

 

Ainda nesse ano, Bento XVI visitou a Turquia. No regresso, declarou que o mundo muçulmano se encontra hoje, "com grande urgência", perante uma tarefa semelhante à dos cristãos a partir do Iluminismo e que o Vaticano II levou a bom termo. "É necessário acolher as verdadeiras conquistas do Iluminismo, os direitos humanos e especialmente a liberdade da fé e do seu exercício, reconhecendo neles elementos essenciais também para a autenticidade da religião." Mas, por outro lado, não deixou de prevenir para os perigos do laicismo, que quer retirar a religião do espaço público, cortando a relação com a Transcendência. Não é aceitável "uma ditadura da razão positivista que exclui Deus da vida da comunidade e dos ordenamentos públicos, privando assim o Homem de critérios específicos seus de medida".

 

Por mim, penso que este diálogo, que foi tão difícil para Igreja Católica, o será ainda mais para o mundo islâmico. De facto, enquanto Jesus disse que se deve dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus, mandou Pedro meter a espada na bainha, e os cristãos nunca entenderam a Bíblia como ditado de Deus; o Alcorão, para lá de um livro sagrado, vindo directamente de Deus, é um código civil e penal, e Maomé, para lá de fundador religioso, foi também um líder político e militar.

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publicado por Rui Oliveira às 10:42
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Sexta-feira, 24 de Maio de 2013
Fantochadas...

Heloísa Apolónia ficou aborrecida. Um desplante diz ela. O primeiro-ministro não respeitou o Parlamento portuguêss ainda segundo a mesma senhora. Bem falta de respeito ao Parlamento é o que não falta, até vão cantar para lá a Grândola. Mas, passando às coisas (um pouquinho mais) sérias, é curioso que uma deputada de um partido-fantoche acuse o governo de fantochada. Sim, o Partido Os Verdes é um verdadeiro fantoche. Nunca foi a eleições sozinho, elege deputados numa coligação com o PCP e todos sabemos que em vez de Os Verdes deveria chamar-se Melancia. Se alguma fantochada há no parlamento, essa é o Partido Os Verdes.

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publicado por Rui Oliveira às 22:11
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Quinta-feira, 23 de Maio de 2013
Olha quem fala...

Leio no Expresso que Sampaio disse que eleições antecipadas não seriam uma coisa mortal. Olha quem fala, o homem que não fez eleições quando Barroso saiu, mas que, quando o PS mudou de líder e as sondagens eram muito favoráveis, não hesitou em derrubar um governo com maioria parlamentar na Assembleia da República para pôr no poleiro um político megalómano que levou Portugal à falência. Sampaio está, sem dúvida, entre os políticos pelos quais não tenho consideração. Socialista até ao âmago, quer voltar a pôr os seus amigos a darem cabo do país.

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publicado por Rui Oliveira às 18:29
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Quarta-feira, 13 de Março de 2013
Habemus papam

Jorge Mario Bergoglio, ou, a partir de agora, Franscico I. 

 

Devo dizer, estou surpreendido.

 

P.S.: O Papa deseja ser conhecido, simplesmente, como Papa Francisco. 

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publicado por Rui Oliveira às 19:18
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Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2013
Extorsão pura e dura (II)

Bom texto de Pedro Pita Barros sobre a remuneração da cópia privada no Dinheiro Vivo. Alguns excertos (destaques meus):

 

Mas o aspecto que me interessa mais aqui nem é a justiça ou a equidade desse pagamento. É o mecanismo pelo qual os autores pretendem ser compensados: utilizar o poder coercivo do estado para fazer uma transferência de verbas do resto da sociedade, sem haver uma ligação directa com as obras produzidas, para um grupo selecionado da população. É a definição perfeita de criação de rendas excessivas. [...]

 

Que esta proposta tenha chegado tão longe em termos de discussão mostra também que a cultura das rendas excessivas está bem dentro do pensamento português, que se dá sempre maior valor ao benefício concentrado de uns face ao custo disperso por todos. Foi também esse o mecanismo de criação de rendas excessivas nas PPP e na energia, nos custos de interesse geral introduzidos nas tarifas da energia por decisão governamental passada. A raiz do problema é exactamente a mesma.

 

Acresce que aceitar estas situações de rendas excessivas leva também a que baste ser “criador” para se ter acesso a elas, independentemente do mérito do que se “cria”. É agente de cultura com direito a parte das rendas que se definir dessa forma, não quem criar cultura que seja reconhecida como contribuição ou reconhecida de forma ampla pela sociedade. Juntamente com a criação de rendas excessivas está a sua divisão por grupos relativamente fechados e a frequentemente a ausência de mérito. Este aspecto até pode ser mitigado por regras de divisão dessas rendas, mas deixa essa divisão nas mãos de uns poucos.

 

 Enfim, mais um sector rentista (como se já houvesse poucos) na sociedade portuguesa.

 

publicado por Rui Oliveira às 23:55
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Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2013
Extorsão pura e dura

Leio hoje no Jornal de Negócios uma notícia com o título "Pagar taxas nos telemóveis para defesa dos criadores". O título só pode ser irónico. Defender os criadores, o tanas! (para não dizer uma outra coisa bem mais à Porto). Isto só serve para alimentar sectores rentistas da nossa sociedade. Vamos pagar rendas a outras para podermos guardar electronicamente conteúdos que são nossos. Vão mas é trabalhar... 

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publicado por Rui Oliveira às 10:59
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Quarta-feira, 26 de Setembro de 2012
Se a estupidez pagasse imposto

as contribuições dos nossos jornalistas (os estrangeiros não são melhores) já teriam pago o défice há muito tempo. Hoje, o Público vem dizer que as declarações do Romney sobre as janelas dos aviões era uma piada. Mas, não era isso óbivio? Quem ontem tivesse lido os jornais americanos mais importantes (embora na Internet blogues e outros tenham pegado no assunto), por exemplo, veria que eles não deram destaque nenhum a essas afirmações (NYT, Washington Post, por exemplo). Porquê? Porque sabiam que tinha sido uma piada.

 

O texto de ontem do Público é paradigmático de como a comunicação social portuguesa (no seu enviesamento esquerdista) tratou o assunto, como se fosse algo sério. O texto do Diário de Notícias é ainda de uma maior má-fé. O artigo do Correio da Manhã demonstra laxismo e preguiça. também. Vê-se que o jornalista (nem este nem os outros) tiveram qualquer dúvida em tomar o material recebido como bom e nem sequer se interrogou se aquilo era bem verdade.

 

Isto mostra também como é a imprensa actualmente. Recebe-se umas coisas do estrangeiro, não se pensa sobre o assunto, debita-se para o jornal (frequentemente em tradução mal amanhada), e pronto, já está!

publicado por Rui Oliveira às 08:03
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Terça-feira, 25 de Setembro de 2012
TSU, IRS e outros contos de terror

Desde que Passos Coelho, muito desatradamene, veio anunciar o aumento de TSU para os trabalhadores e a descida da mesma para a parte patronal o país parece que entrou em histeria colectiva. Estava-se a roubar aos trabalhadores para se dar aos patrões. Ninguém se lembrou de contestar, por exemplo, o verdadeiro roubo que a própria TSU é ao levar 34,5 % do salário. Fizeram-se manifestações, grandes comunicações ao país, quase se rasgaram as vestes, etc. Resultado: recuo na TSU, provável aumento no IRS. Por isso, não posso deixar de recomendar o texto do meu amigo Hélder Ferreira no Diário Económico: Escolhas. Como muito bem resume o Hélder:

 

O eventual aumento do IRS não tem nenhuma das potenciais virtudes da medida proposta nem sequer na redução da despesa do Estado com os salários e provavelmente aumenta os efeitos nocivos:

 

1. A reposição de salários líquidos será improvável, dado que aumentaria os custos da empresa;

 

2. Despedimentos (ou falência) será a única solução para empresas em precária situação financeira, não sendo, portanto, líquido que a receita do IRS aumente;

 

3. Reduz o corte na despesa do Estado;

 

Posto isto resta-nos, a todos, agradecer encarecidamente ao Tribunal Constitucional, à iliteracia dos media, à inabilidade política do PSD e à irresponsabilidade do PS e do CDS por mais esta insanidade.

 

Enfim... voltem a manifestar-se, s.f.f.

publicado por Rui Oliveira às 12:58
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